{"id":378,"date":"2012-12-22T03:51:50","date_gmt":"2012-12-22T05:51:50","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/378"},"modified":"2018-05-05T17:21:57","modified_gmt":"2018-05-05T20:21:57","slug":"estado-de-israel-assassina-covardemente-centenas-de-palestinos-pelo-fim-do-estado-de-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2012\/12\/estado-de-israel-assassina-covardemente-centenas-de-palestinos-pelo-fim-do-estado-de-israel\/","title":{"rendered":"Estado de Israel assassina covardemente centenas de palestinos. Pelo fim do Estado de Israel!"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h3>\u00a0Por um Estado multi\u00e9tnico, laico e sob controle dos organismos dos trabalhadores, que congregue o proletariado israelense e \u00e1rabe.<\/h3>\n<h3><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/2012\/12\/estado-de-israel-assassina-covardemente-centenas-de-palestinos-pelo-fim-do-estado-de-israel\/banner-palestina-livre-es\/\" rel=\"attachment wp-att-958\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-958\" alt=\"Banner palestina livre-ES\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/Banner-palestina-livre-ES-300x68.jpg\" width=\"300\" height=\"68\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/Banner-palestina-livre-ES-300x68.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/Banner-palestina-livre-ES-1024x233.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/h3>\n<p>Depois do genoc\u00eddio de 2008, em que Israel invadiu a Faixa de Gaza e massacrou cerca de 1300 palestinos, na maioria mulheres e crian\u00e7as indefesos e desarmados, o terror volta a assolar o povo palestino. O Estado teocr\u00e1tico, sionista e racista de Israel, com o apoio do imperialista Barack Obama, novamente agrediu a popula\u00e7\u00e3o de Gaza e matou mais de 100 pessoas com bombas e m\u00edsseis disparados a quil\u00f4metros de altitude, de forma covarde e a esmo, contra alvos aleat\u00f3rios e quase todos civis. Esta atrocidade incluiu a destrui\u00e7\u00e3o de escolas, hospitais e at\u00e9 a torre Shuruq \u2013 pr\u00e9dio que abriga a imprensa internacional, concentrando v\u00e1rias empresas de m\u00eddia estrangeiras \u2013 foi alvo de bombardeio pelo 2\u00ba dia consecutivo.<\/p>\n<p>Israel pratica o holocausto palestino h\u00e1 quase 70 anos e novamente iniciou a guerra. O Hamas, alvo principal do ataque sionista, por governar Gaza, teve dirigentes mortos por m\u00edsseis e a popula\u00e7\u00e3o palestina inteira est\u00e1 sofrendo as consequ\u00eancias de mais esta agress\u00e3o israelense. Os impostos confiscados dos palestinos que trabalham em Israel e que moram at\u00e9 mesmo na Cisjord\u00e2nia, administrada pelo partido colaboracionista Fatah, foram retidos por Israel. O envio de alimentos, rem\u00e9dios e todo o restante foi suspenso e o territ\u00f3rio palestino est\u00e1 sob um bloqueio ainda mais brutal, mesmo ap\u00f3s a deflagra\u00e7\u00e3o de um \u201ccessar-fogo\u201d.<\/p>\n<p>A luta em defesa dos palestinos come\u00e7a por quest\u00f5es b\u00e1sicas e humanit\u00e1rias: o fim do bloqueio que impede os palestinos de conseguirem comida e rem\u00e9dios; o fim dos assassinatos de militantes, para os quais pode chover um m\u00edssil a qualquer hora do dia; e o fim das invas\u00f5es ao territ\u00f3rio j\u00e1 recuperado pelos palestinos \u2013 Gaza e parte da Cisjord\u00e2nia. Este \u00e9 o programa m\u00ednimo necess\u00e1rio na Palestina, e o m\u00ednimo que se pode exigir para manter o cessar-fogo da parte palestina. Mas nem isso Israel est\u00e1 disposto a conceder. O suposto cessar-fogo decretado na regi\u00e3o viola at\u00e9 mesmo as insuficientes conven\u00e7\u00f5es e resolu\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria ONU e representam uma viola\u00e7\u00e3o grav\u00edssima dos direitos humanos e da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p>O governo terrorista de Israel insiste na argumenta\u00e7\u00e3o de que tem o monop\u00f3lio da viol\u00eancia na regi\u00e3o, podendo ser o ex\u00e9rcito, a pol\u00edcia, a Justi\u00e7a e o governo de palestinos, que s\u00e3o os verdadeiros donos da terra usurpada pelos sionistas. Mesmo depois do \u201ccessar-fogo\u201d, Israel continuou bombardeando os palestinos e avan\u00e7ando em outras medidas que na pr\u00e1tica representam mais invas\u00e3o, como a expans\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de novas casas, procurando consolidar a coloniza\u00e7\u00e3o sobre a Cisjord\u00e2nia. Para consolidar esses assentamentos, Israel precisa ampliar o genoc\u00eddio e a limpeza \u00e9tnica que pratica contra os palestinos.<\/p>\n<p>Israel \u00e9 um Estado imposto de fora, pelo imperialismo, como parte de um plano para manter fortes influ\u00eancias em uma regi\u00e3o rica em petr\u00f3leo. Por isso os estadunidenses o financiam e o repassam as armas mais mort\u00edferas, incluindo a tecnologia da bomba at\u00f4mica.<\/p>\n<p>A necessidade de expans\u00e3o cont\u00ednua \u2013 pela disputa de riquezas minerais, diminui\u00e7\u00e3o da densidade demogr\u00e1fica, etc. \u2013 leva Israel a uma condi\u00e7\u00e3o de guerra permanente, variando somente a intensidade. J\u00e1 est\u00e3o na conta desse Estado sionista milhares de mortes de homens, mulheres, crian\u00e7as e idosos.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio territ\u00f3rio hoje reconhecido pela maioria dos pa\u00edses como sendo Israel, \u00e9 parte da Palestina, ocupada pelos sionistas por meio de atentados na d\u00e9cada de 40 e, depois, pelo massacre sustentado pelo imperialismo contra as massas \u00e1rabes, ap\u00f3s a imposi\u00e7\u00e3o deste enclave militar ileg\u00edtimo em 1948.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa ocupa\u00e7\u00e3o ilegal e ileg\u00edtima, assim como sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, Israel \u00e9 quem leva ao disparo de foguetes de autodefesa por parte de Gaza, ao bloque\u00e1-la e confin\u00e1-la numa enorme pris\u00e3o, em que 1,5 milh\u00e3o de pessoas vivem amontoadas, sem emprego, sal\u00e1rio, sa\u00fade e comida.<\/p>\n<p>Quando o cessar-fogo foi decretado havia, segundo a m\u00eddia burguesa, 108 palestinos mortos e 850 feridos. Destes, 21 pacientes em estado grave foram transferidos para hospitais do Egito, por meio da passagem fronteiri\u00e7a de Rafah. Houve centenas de v\u00edtimas queimadas, amputadas e barbaramente feridas! Fontes m\u00e9dicas do territ\u00f3rio afirmam que 24 crian\u00e7as e 10 mulheres palestinas est\u00e3o entre os mortos apenas dos \u00faltimos dias de ataque. Enquanto israelenses vivem do que extraem dos palestinos e se assustam com sirenes de m\u00edsseis que caem a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, o drama dos palestinos, expulsos de sua terra e impedidos de ter seu pa\u00eds de direito, \u00e9 encontrado em cada casa, aterrados por mortes, sofrimento e humilha\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a ONU, por mais que se declare neutra, est\u00e1 ao lado do Estado sionista. O reconhecimento de um Estado palestino, al\u00e9m de n\u00e3o significar a sa\u00edda de Israel dos territ\u00f3rios palestinos ocupados, tem o objetivo de fazer com que os palestinos reconhe\u00e7am como fato consumado a exist\u00eancia do Estado de Israel. Dito de outra forma: a ONU \u00e9 conivente com o massacre promovido por Israel e, l\u00f3gico, conta com o apoio e o sil\u00eancio dos demais Estados.<\/p>\n<p><strong>LUTAR JUNTOS PELA LIBERTA\u00c7\u00c3O DA PALESTINA. COMBATER AS DIRE\u00c7\u00d5ES BURGUESAS POR UMA VIT\u00d3RIA VERDADEIRA!<\/strong><\/p>\n<p>O Hamas, pressionado pela radicaliza\u00e7\u00e3o das massas, que lhe obriga a ir mais longe do que pretendia, afirmou que em caso de incurs\u00e3o terrestre em Gaza os israelenses seriam \u201centerrados\u201d no territ\u00f3rio. Este an\u00fancio n\u00e3o pode ficar apenas no discurso e \u00e9 preciso realmente preparar a resist\u00eancia, pois h\u00e1 a possibilidade de que Israel invada Gaza para consolidar a \u201csua fronteira\u201d. O cessar-fogo n\u00e3o acabou com esse risco e, depois das elei\u00e7\u00f5es parlamentares israelenses de janeiro, esta invas\u00e3o pode ser lan\u00e7ada com toda f\u00faria.<\/p>\n<p>Por isso, os palestinos devem repetir o exemplo dos trabalhadores de outros pa\u00edses da regi\u00e3o que, de armas na m\u00e3o, combateram e seguem combatendo seus d\u00e9spotas genocidas. Da mesma forma, a resist\u00eancia expulsou o imperialismo do Iraque e o est\u00e1 fazendo no Afeganist\u00e3o. Israel e o imperialismo n\u00e3o deixam alternativas: s\u00f3 a resist\u00eancia armada, combinada com a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores palestinos e dos trabalhadores israelenses que s\u00e3o contra a pol\u00edtica do governo sionista, e tamb\u00e9m a solidariedade internacional e a press\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica sobre os governos que negociam e sustentam Israel podem obrigar o sionismo a recuar e parar com esse e outros ataques que certamente est\u00e1 tramando.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos acordo com os m\u00e9todos do Hamas de usar da viol\u00eancia indiscriminadamente contra alvos civis, muito menos com sua pr\u00e1tica de ataques a outros grupos combativos palestinos. Tampouco temos acordo com seu programa burgu\u00eas e fundamentalista religioso, que defende um Estado teocr\u00e1tico isl\u00e2mico e capitalista.<\/p>\n<p>Mas, apesar de nossas diferen\u00e7as com o Hamas n\u00e3o se atenuarem um mil\u00edmetro sequer, h\u00e1 uma guerra neste momento. E, ou se luta junto dos trabalhadores agredidos palestinos, ou se est\u00e1 junto do imperialismo e dos agressores sionistas de Israel. Defendemos o direito de todo povo atacado a se defender. A neutralidade ou a postura diletante, sem dizer o lado da trincheira em que se est\u00e1, faz coro com os agentes sionistas e com as posturas pr\u00f3-imperialistas, tal como faz o pr\u00f3prio governo Dilma.<\/p>\n<p>Em todas as horas, e mais ainda nessa, somos todos palestinos e esta guerra tamb\u00e9m \u00e9 nossa!<\/p>\n<p>O governo Dilma deveria ter uma posi\u00e7\u00e3o bem definida: denunciar o massacre do povo palestino, exigir a retirada de Israel dos territ\u00f3rios ocupados e utilizar todos os mecanismos de press\u00e3o, como o rompimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, proibi\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de produtos de empresas israelenses ou controladas por sionistas. Mas n\u00e3o temos nenhuma ilus\u00e3o de que isso possa vir a ocorrer, tendo em vista o compromisso que este governo tem com o imperialismo e com o capital. Afinal, o pr\u00f3prio governo Dilma \u00e9 um governo dos capitalistas.<\/p>\n<p>Cada palestino morto \u00e9 um dos nossos que se foi. A solidariedade com o povo palestino \u00e9 parte da luta de classes mundial. \u00c9 parte da mesma luta das manifesta\u00e7\u00f5es que ocorrem na Europa ou das greves que se deflagram contra os patr\u00f5es e governos no Brasil, Argentina e demais pa\u00edses.<\/p>\n<p>As massas \u00e1rabes j\u00e1 mostraram o caminho e Israel j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais invenc\u00edvel como se dizia. J\u00e1 foi escorra\u00e7ado de Gaza e do sul do L\u00edbano. Esse \u00e9 o momento de derrotar o sionismo outra vez e preparar a destrui\u00e7\u00e3o desse Estado terrorista e teocr\u00e1tico, para assim construir um \u00fanico Estado onde possam conviver \u00e1rabes e judeus, independentemente de suas convic\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 importante destacar que o islamismo, seja l\u00e1 qual for a variante, n\u00e3o representa uma sa\u00edda de classe para os trabalhadores \u00e1rabes. A solu\u00e7\u00e3o definitiva somente poder\u00e1 vir a partir do momento em que os trabalhadores conseguirem impor uma pol\u00edtica classista, por fora das correntes do islamismo e da burguesia \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante uma pol\u00edtica que busque atrair os trabalhadores israelenses que s\u00e3o v\u00edtimas do sionismo. Por isso defendemos um Estado multi\u00e9tnico que congregue o proletariado \u00e1rabe e israelense e que esteja sob controle dos organismos dos trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rteright\"><span style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff;\">Espa\u00e7o socialista e\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff;\" href=\"http:\/\/www.movimentorevolucionario.org\">Movimento Revolucion\u00e1rio<\/a><span style=\"font-size: 14px; background-color: #ffffff;\">, dezembro de 2012<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<h3>&nbsp;Por um Estado multi&eacute;tnico, laico e sob controle dos organismos dos trabalhadores, que congregue o proletariado israelense e &aacute;rabe.<\/h3>\n<h3>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.espacosocialista.org\/sites\/default\/files\/Picture2.jpg\" alt=\"\" \/><\/h3>\n<p>Depois do genoc&iacute;dio de 2008, em que Israel invadiu a Faixa de Gaza e massacrou cerca de 1300 palestinos, na maioria mulheres e crian&ccedil;as indefesos e desarmados, o terror volta a assolar o povo palestino. O Estado teocr&aacute;tico, sionista e racista de Israel, com o apoio do imperialista Barack Obama, novamente agrediu a popula&ccedil;&atilde;o de Gaza e matou mais de 100 pessoas com bombas e m&iacute;sseis disparados a quil&ocirc;metros de altitude, de forma covarde e a esmo, contra alvos aleat&oacute;rios e quase todos civis. Esta atrocidade incluiu a destrui&ccedil;&atilde;o de escolas, hospitais e at&eacute; a torre Shuruq &ndash; pr&eacute;dio que abriga a imprensa internacional, concentrando v&aacute;rias empresas de m&iacute;dia estrangeiras &ndash; foi alvo de bombardeio pelo 2&ordm; dia consecutivo.<\/p>\n<p>Israel pratica o holocausto palestino h&aacute; quase 70 anos e novamente iniciou a guerra. O Hamas, alvo principal do ataque sionista, por governar Gaza, teve dirigentes mortos por m&iacute;sseis e a popula&ccedil;&atilde;o palestina inteira est&aacute; sofrendo as consequ&ecirc;ncias de mais esta agress&atilde;o israelense. Os impostos confiscados dos palestinos que trabalham em Israel e que moram at&eacute; mesmo na Cisjord&acirc;nia, administrada pelo partido colaboracionista Fatah, foram retidos por Israel. O envio de alimentos, rem&eacute;dios e todo o restante foi suspenso e o territ&oacute;rio palestino est&aacute; sob um bloqueio ainda mais brutal, mesmo ap&oacute;s a deflagra&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;cessar-fogo&rdquo;.<\/p>\n<p>A luta em defesa dos palestinos come&ccedil;a por quest&otilde;es b&aacute;sicas e humanit&aacute;rias: o fim do bloqueio que impede os palestinos de conseguirem comida e rem&eacute;dios; o fim dos assassinatos de militantes, para os quais pode chover um m&iacute;ssil a qualquer hora do dia; e o fim das invas&otilde;es ao territ&oacute;rio j&aacute; recuperado pelos palestinos &ndash; Gaza e parte da Cisjord&acirc;nia. Este &eacute; o programa m&iacute;nimo necess&aacute;rio na Palestina, e o m&iacute;nimo que se pode exigir para manter o cessar-fogo da parte palestina. Mas nem isso Israel est&aacute; disposto a conceder. O suposto cessar-fogo decretado na regi&atilde;o viola at&eacute; mesmo as insuficientes conven&ccedil;&otilde;es e resolu&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria ONU e representam uma viola&ccedil;&atilde;o grav&iacute;ssima dos direitos humanos e da autodetermina&ccedil;&atilde;o dos povos.<\/p>\n<p>O governo terrorista de Israel insiste na argumenta&ccedil;&atilde;o de que tem o monop&oacute;lio da viol&ecirc;ncia na regi&atilde;o, podendo ser o ex&eacute;rcito, a pol&iacute;cia, a Justi&ccedil;a e o governo de palestinos, que s&atilde;o os verdadeiros donos da terra usurpada pelos sionistas. Mesmo depois  do &ldquo;cessar-fogo&rdquo;, Israel continuou bombardeando os palestinos e avan&ccedil;ando em outras medidas que na pr&aacute;tica representam mais invas&atilde;o, como a expans&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de novas casas, procurando consolidar a coloniza&ccedil;&atilde;o    sobre a Cisjord&acirc;nia. Para consolidar esses assentamentos, Israel precisa ampliar o genoc&iacute;dio e a limpeza &eacute;tnica que pratica contra os palestinos.<\/p>\n<p>Israel &eacute; um Estado imposto de fora, pelo imperialismo, como parte de um plano para manter fortes influ&ecirc;ncias em uma regi&atilde;o rica em petr&oacute;leo. Por isso os estadunidenses o financiam e o repassam as armas mais mort&iacute;feras, incluindo a tecnologia da bomba at&ocirc;mica.<\/p>\n<p>A necessidade de expans&atilde;o cont&iacute;nua &ndash; pela disputa de riquezas minerais, diminui&ccedil;&atilde;o da densidade demogr&aacute;fica, etc. &ndash; leva Israel a uma condi&ccedil;&atilde;o de guerra permanente, variando somente a intensidade. J&aacute; est&atilde;o na conta desse Estado sionista milhares de mortes de homens, mulheres, crian&ccedil;as e idosos.<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio territ&oacute;rio hoje reconhecido pela maioria dos pa&iacute;ses como sendo Israel, &eacute; parte da Palestina, ocupada pelos sionistas por meio de atentados na d&eacute;cada de 40 e, depois, pelo massacre sustentado pelo imperialismo contra as massas &aacute;rabes, ap&oacute;s a imposi&ccedil;&atilde;o deste enclave militar ileg&iacute;timo em 1948.<\/p>\n<p>Al&eacute;m dessa ocupa&ccedil;&atilde;o ilegal e ileg&iacute;tima, assim como sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, Israel &eacute; quem leva ao disparo de foguetes de autodefesa por parte de Gaza, ao bloque&aacute;-la e confin&aacute;-la numa enorme pris&atilde;o, em que 1,5 milh&atilde;o de pessoas vivem amontoadas, sem emprego, sal&aacute;rio, sa&uacute;de e comida.<\/p>\n<p>Quando o cessar-fogo foi decretado havia, segundo a m&iacute;dia burguesa,  108 palestinos mortos e 850 feridos. Destes, 21 pacientes em estado grave foram transferidos para hospitais do Egito, por meio da passagem fronteiri&ccedil;a de Rafah. Houve centenas de v&iacute;timas queimadas, amputadas e barbaramente feridas! Fontes m&eacute;dicas do territ&oacute;rio afirmam que 24 crian&ccedil;as e 10 mulheres palestinas est&atilde;o entre os mortos apenas dos &uacute;ltimos dias de ataque. Enquanto israelenses vivem do que extraem dos palestinos e se assustam com sirenes de m&iacute;sseis que caem a quil&ocirc;metros de dist&acirc;ncia, o drama dos palestinos, expulsos de sua terra e impedidos de ter seu pa&iacute;s de direito, &eacute; encontrado em cada casa, aterrados por mortes, sofrimento e humilha&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&Eacute; importante destacar que a ONU, por mais que se declare neutra, est&aacute; ao lado do Estado sionista. O reconhecimento de um Estado palestino, al&eacute;m de n&atilde;o significar a sa&iacute;da de Israel dos territ&oacute;rios palestinos ocupados, tem o objetivo de fazer com que os palestinos reconhe&ccedil;am como fato consumado a exist&ecirc;ncia do Estado de Israel. Dito de outra forma: a ONU &eacute; conivente com o massacre promovido por Israel e, l&oacute;gico, conta com o apoio e o sil&ecirc;ncio dos demais Estados.<\/p>\n<p><strong>LUTAR JUNTOS PELA LIBERTA&Ccedil;&Atilde;O DA PALESTINA. COMBATER AS DIRE&Ccedil;&Otilde;ES BURGUESAS POR UMA VIT&Oacute;RIA VERDADEIRA!<\/strong><\/p>\n<p>\nO Hamas, pressionado pela radicaliza&ccedil;&atilde;o das massas, que lhe obriga a ir mais longe do que pretendia, afirmou que em caso de incurs&atilde;o terrestre em Gaza os israelenses seriam &ldquo;enterrados&rdquo; no territ&oacute;rio. Este an&uacute;ncio n&atilde;o pode ficar apenas no discurso e &eacute; preciso realmente preparar a resist&ecirc;ncia, pois h&aacute; a possibilidade de que Israel invada Gaza para consolidar a &ldquo;sua fronteira&rdquo;. O cessar-fogo n&atilde;o acabou com esse risco e, depois das elei&ccedil;&otilde;es parlamentares israelenses de janeiro, esta invas&atilde;o pode ser lan&ccedil;ada com toda f&uacute;ria.<\/p>\n<p>Por isso, os palestinos devem repetir o exemplo dos trabalhadores de outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o que, de armas na m&atilde;o, combateram e seguem combatendo seus d&eacute;spotas genocidas. Da mesma forma, a resist&ecirc;ncia expulsou o imperialismo do Iraque e o est&aacute; fazendo no Afeganist&atilde;o. Israel e o imperialismo n&atilde;o deixam alternativas: s&oacute; a resist&ecirc;ncia armada, combinada com a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores palestinos e dos trabalhadores israelenses que s&atilde;o contra a pol&iacute;tica do governo sionista, e tamb&eacute;m a solidariedade internacional e a press&atilde;o pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica sobre os governos que negociam e sustentam Israel podem obrigar o sionismo a recuar e parar com esse e outros ataques que certamente est&aacute; tramando. <\/p>\n<p>N&atilde;o temos acordo com os m&eacute;todos do Hamas de usar da viol&ecirc;ncia indiscriminadamente contra alvos civis, muito menos com sua pr&aacute;tica de ataques a outros grupos combativos palestinos. Tampouco temos acordo com seu programa burgu&ecirc;s e fundamentalista religioso, que defende um Estado teocr&aacute;tico isl&acirc;mico e capitalista.<\/p>\n<p>Mas, apesar de nossas diferen&ccedil;as com o Hamas n&atilde;o se atenuarem um mil&iacute;metro sequer, h&aacute; uma guerra neste momento. E, ou se luta junto dos trabalhadores agredidos palestinos, ou se est&aacute; junto do imperialismo e dos agressores sionistas de Israel. Defendemos o direito de todo povo atacado a se defender. A neutralidade ou a postura diletante, sem dizer o lado da trincheira em que se est&aacute;, faz coro com os agentes sionistas e com as posturas pr&oacute;-imperialistas, tal como faz o pr&oacute;prio governo Dilma.<\/p>\n<p>Em todas as horas,  e mais ainda nessa, somos todos palestinos e esta guerra tamb&eacute;m &eacute; nossa! <\/p>\n<p>O governo Dilma deveria ter uma posi&ccedil;&atilde;o bem definida: denunciar o massacre do povo palestino, exigir a retirada de Israel dos territ&oacute;rios ocupados e utilizar todos os mecanismos de press&atilde;o, como o rompimento das rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas,  proibi&ccedil;&atilde;o da importa&ccedil;&atilde;o de produtos de empresas israelenses ou controladas por sionistas. Mas n&atilde;o temos nenhuma ilus&atilde;o de que isso possa vir a ocorrer, tendo em vista o compromisso que este governo tem com o imperialismo e com o capital. Afinal, o pr&oacute;prio governo Dilma &eacute; um governo dos capitalistas.<\/p>\n<p>Cada palestino morto &eacute; um dos nossos que se foi. A solidariedade com o povo palestino &eacute; parte da luta de classes mundial. &Eacute; parte da mesma luta das manifesta&ccedil;&otilde;es que ocorrem na Europa ou das greves que se deflagram contra os patr&otilde;es e governos no Brasil, Argentina e demais pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>As massas &aacute;rabes j&aacute; mostraram o caminho e Israel j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais invenc&iacute;vel como se dizia. J&aacute; foi escorra&ccedil;ado de Gaza e do sul do L&iacute;bano. Esse &eacute; o momento de derrotar o sionismo outra vez e preparar a destrui&ccedil;&atilde;o desse Estado terrorista e teocr&aacute;tico, para assim construir um &uacute;nico Estado onde possam conviver &aacute;rabes e judeus, independentemente de suas convic&ccedil;&otilde;es religiosas.<\/p>\n<p>Por fim, &eacute; importante destacar que o islamismo, seja l&aacute; qual for a variante, n&atilde;o representa uma sa&iacute;da de classe para os trabalhadores &aacute;rabes. A solu&ccedil;&atilde;o definitiva somente poder&aacute; vir a partir do momento em que os trabalhadores conseguirem impor uma pol&iacute;tica classista, por fora das correntes do islamismo e da burguesia &aacute;rabe.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; importante uma pol&iacute;tica que busque atrair os trabalhadores israelenses que s&atilde;o v&iacute;timas do sionismo. Por isso defendemos um Estado multi&eacute;tnico que congregue o proletariado &aacute;rabe e israelense e que esteja sob controle dos organismos dos trabalhadores.<\/p>\n<p class=\"rteright\"><span style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255);\">Espa&ccedil;o socialista e&nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/www.movimentorevolucionario.org\" style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255);\">Movimento Revolucion&aacute;rio<\/a><span style=\"font-size: 14px; background-color: rgb(255, 255, 255);\">, dezembro de 2012<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":961,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=378"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6176,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378\/revisions\/6176"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}