{"id":3816,"date":"2015-03-22T14:20:06","date_gmt":"2015-03-22T17:20:06","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3816"},"modified":"2015-03-22T15:24:13","modified_gmt":"2015-03-22T18:24:13","slug":"a-classe-trabalhadora-reage-lutando-todo-apoio-as-greves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/03\/a-classe-trabalhadora-reage-lutando-todo-apoio-as-greves\/","title":{"rendered":"A Classe trabalhadora reage lutando: Todo apoio \u00e0s greves!!!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-3820 alignleft\" style=\"border: 1px solid black; margin: 3px;\" alt=\"apeoesp\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/apeoesp-300x185.jpg\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/apeoesp-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/apeoesp.jpg 420w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Com a recess\u00e3o e a crise econ\u00f4mica no Brasil os governos e os empres\u00e1rios buscam retirar ainda mais direitos dos trabalhadores para manter a lucratividade das grandes empresas e corpora\u00e7\u00f5es: mexeram no PIS, na pens\u00e3o de vi\u00favas e vi\u00favos, no aux\u00edlio acidente e no seguro desemprego e o ajuste fiscal corta mais verbas no funcionalismo p\u00fablico.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro (Pez\u00e3o \u2013 PMDB) os cortes de gastos atingiram cerca de R$ 2,6 bilh\u00f5es em todas as suas secretarias, em Minas Gerais (Fernando Pimentel \u2013 PT) reduziu 20% nos gastos com contrata\u00e7\u00e3o de servidores, em Pernambuco (Paulo C\u00e2mara \u2013 PSB) o contingenciamento \u00e9 de 320 milh\u00f5es, Alagoas (Renan Filho \u2013 PMDB) e Maranh\u00e3o (Flavio Dino &#8211; PC do B) preveem cortes de 30% dos cargos comissionados e no Paran\u00e1 (Beto Richa \u2013 PSDB) os cortes atingem cerca de 1 bilh\u00e3o em custeio para conter o d\u00e9ficit estimado para este ano.<br \/>\nNo estado de S\u00e3o Paulo (Alckmin &#8211; PSDB) reduzir\u00e1 aproximadamente 6,6 bilh\u00f5es das despesas previstas para esse ano, sendo a Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica uma das maiores afetadas. Em condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 precarizadas a situa\u00e7\u00e3o atenua-se, escolas que j\u00e1 n\u00e3o tinham verbas e funcion\u00e1rios para suprirem suas necessidades agora vivenciam uma situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica.<\/p>\n<h2>Intensificam os ataques e aumenta a resist\u00eancia<\/h2>\n<p>No Paran\u00e1, o governo tentou retirar v\u00e1rios direitos e atrasou o 13\u00ba do ano passado, mas os trabalhadores reagiram. Protagonizaram a maior greve entre as categorias e contaram com a ades\u00e3o das comunidades escolares, obrigando o governo a recuar das medidas.<br \/>\nA vit\u00f3ria dessa luta animou outras categorias do estado. Os garis, que t\u00eam um sal\u00e1rio que chega no m\u00e1ximo em 1180 reais, rejeitaram a proposta da patronal e iniciaram a greve dia 17 de mar\u00e7o. Reivindicam reajuste salarial, roupas mais leves no ver\u00e3o, m\u00ednimo de 3 trabalhadores por caminh\u00e3o (h\u00e1 casos em que trabalham em dupla, portanto, mais trabalho e mais desgaste), entre outras reivindica\u00e7\u00f5es para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro a COMLURB ofereceu apenas 3% de reajuste salarial para os garis, uma verdadeira provoca\u00e7\u00e3o a essa categoria que protagonizou umas das maiores lutas de trabalhadores no ano passado. Enfrentou prefeito, Tribunal do Trabalho &#8211; que havia julgado ilegal a greve &#8211; e imprensa, \u00a0mas ganhou o apoio da popula\u00e7\u00e3o e conquistou vit\u00f3ria importante. Agora, novamente entram em greve. O prefeito do Rio de Janeiro alega que n\u00e3o tem como reajustar sal\u00e1rios por conta da crise econ\u00f4mica, \u00a0mas tem dinheiro para as Olimp\u00edadas, para os cargos de confian\u00e7a e para pagar as empreiteiras.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, duas greves impediram demiss\u00f5es na Volks\/ABC e na GM\/SJC.\u00a0E agora tem a greve dos professores e a luta dos trabalhadores da SABESP contra as demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Alckmin aumentou a conta de \u00e1gua e amea\u00e7ou demitir funcion\u00e1rios da SABESP. Os trabalhadores conseguiram, pelo menos por enquanto, reverter 390 demiss\u00f5es programadas pela empresa. Esses trabalhadores prestam servi\u00e7o exatamente onde mais s\u00e3o necess\u00e1rios, que \u00e9 na manuten\u00e7\u00e3o da tubula\u00e7\u00e3o. Isso no momento em que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 sem \u00e1gua e sofrendo o racionamento.<\/p>\n<p>E na Educa\u00e7\u00e3o continua aprofundando a destrui\u00e7\u00e3o da escola p\u00fablica. Logo no in\u00edcio do ano ocorreu o fechamento de salas e a demiss\u00e3o de 35 mil professores contratados (categoria &#8220;O&#8221;). Mas, faltam professores nas escolas e aprovados em concurso aguardam na fila. Alckmin n\u00e3o discute sequer reposi\u00e7\u00e3o salarial com uma categoria que j\u00e1 carrega um hist\u00f3rico de baixo sal\u00e1rio, acumula perdas de mais de 70% em rela\u00e7\u00e3o a outros profissionais graduados e concursados, que n\u00e3o possui direitos b\u00e1sicos como FGTS, aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Nas escolas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, que na pr\u00e1tica significam condi\u00e7\u00f5es de ensino e de aprendizado, continuam p\u00e9ssimas. Salas lotadas, falta giz, cadeiras, laborat\u00f3rios (ci\u00eancias, inform\u00e1tica, bibliotecas, etc.), quadras sem condi\u00e7\u00f5es de uso, falta at\u00e9 material de limpeza e higiene.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia tamb\u00e9m aumenta dentro das escolas e os estudantes s\u00e3o, cada vez mais, vigiados e punidos e os professores assediados. Dessa forma, a escola vem perdendo a sua fun\u00e7\u00e3o social e se tornando um espa\u00e7o de repress\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o da juventude, especialmente nos bairros de periferia.<\/p>\n<p>Motivados por esse cen\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, no dia 13 de mar\u00e7o, cerca de 15 mil professores reuniram-se na Avenida Paulista e aprovaram a greve por tempo indeterminado enfrentando um governo que n\u00e3o reconhece o direito de greve, n\u00e3o busca dialogar com a categoria, passa por cima das necessidades b\u00e1sicas das escolas, \u00a0insiste no corte de verbas, na demiss\u00e3o e apostam na passividade.<\/p>\n<p>Sem a greve a situa\u00e7\u00e3o dos professores apenas pioraria, pois demonstraria que a categoria concorda com um governo que destr\u00f3i a Educa\u00e7\u00e3o e busca retirar ainda mais as nossas conquistas tentando impor a obrigatoriedade do cumprimento de mais horas na escola, a digita\u00e7\u00e3o em tempo real das aulas com a Secretaria Digital, a implementa\u00e7\u00e3o do Novo Modelo de Tempo Integral. Al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es que mexem diretamente na vida funcional do professor como a revis\u00e3o de c\u00e1lculos para aposentadoria, mudan\u00e7as no Estatuto do Magist\u00e9rio, gest\u00f5es coercitivas e carreiras meritocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>As reivindica\u00e7\u00f5es dos professores cobram o desmembramento de classes superlotadas, exigem o m\u00e1ximo de 25 alunos por turma, recontrata\u00e7\u00e3o dos professores categoria \u201cO\u201d, melhorias nos espa\u00e7os educacionais, aumento do vale-transporte e vale-alimenta\u00e7\u00e3o para todos, al\u00e9m da equipara\u00e7\u00e3o salarial de 75,33% com as demais categorias com forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel \u00a0superior e sal\u00e1rio m\u00ednimo do DIEESE para jornada b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Com uma semana de greve s\u00e3o quase 86 mil professores parados, numa demonstra\u00e7\u00e3o clara de indigna\u00e7\u00e3o e de necessidade da luta.<\/p>\n<p>Quanto aos atos dos dias 13 (convocado pela CUT, UNE e MST) e 15 (convocado por setores de direita) reafirmamos a convic\u00e7\u00e3o de n\u00e3o participar de nenhum dos dois. Nem apoiamos o governo Dilma e nem estamos com a oposi\u00e7\u00e3o de direita. Seguimos em oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo do PT e seu bloco, na luta por 10% do PIB para a Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica j\u00e1, contra a pol\u00edtica de corte de verbas e destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos implementadas pelos governos, direcionando verbas p\u00fablicas para a iniciativa privada, para bancos e empres\u00e1rios que n\u00e3o aceitam queda em seus lucros. Para se ter ideia de como a economia continua privilegiando os banqueiros em 2015 mais de 1 trilh\u00e3o de reais ser\u00e3o utilizados com o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<h2>Somente a unidade da classe trabalhadora para impor um cen\u00e1rio favor\u00e1vel \u00e0 luta<\/h2>\n<p>Esses s\u00e3o alguns exemplos pr\u00e1ticos da rea\u00e7\u00e3o dos trabalhadores contra os planos dos governos, que n\u00e3o suportam tanta humilha\u00e7\u00e3o e descaso. O nosso instrumento de luta continua sendo a mobiliza\u00e7\u00e3o e a greve. \u00c9 necess\u00e1rio que todas as categorias se solidarizem e entrem na luta contra o desemprego, o n\u00e3o aumento de sal\u00e1rio, a intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho, o corte de verbas, o aumento de pre\u00e7os, etc.<\/p>\n<p>Num momento em que os governos e o empresariado querem retirar v\u00e1rios dos nossos direitos, a vit\u00f3ria dessas greves pode fortalecer as lutas dos demais trabalhadores. N\u00e3o podemos perder para fortalecer quem sempre sai ganhando, a burguesia.<\/p>\n<p>Todo apoio e solidariedade \u00e0s greves! \u00a0Piquetes (nas cidades onde acontecem greves), virais nas redes sociais, mo\u00e7\u00f5es de solidariedade, apoio financeiro aos fundos de greve, etc. Unidade na luta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a recess\u00e3o e a crise econ\u00f4mica no Brasil os governos e os empres\u00e1rios buscam retirar ainda mais direitos dos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3820,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3816"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3823,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816\/revisions\/3823"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}