{"id":3991,"date":"2015-06-08T10:20:30","date_gmt":"2015-06-08T13:20:30","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=3991"},"modified":"2015-06-08T22:45:34","modified_gmt":"2015-06-09T01:45:34","slug":"manifesto-do-bloco-classista-anticapitalista-e-de-base-ao-ii-congresso-da-csp-conlutas-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/06\/manifesto-do-bloco-classista-anticapitalista-e-de-base-ao-ii-congresso-da-csp-conlutas-2015\/","title":{"rendered":"Manifesto do Bloco Classista Anticapitalista e de Base ao II Congresso da CSP-Conlutas 2015"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?attachment_id=3993\" rel=\"attachment wp-att-3993\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3993 alignleft\" alt=\"man\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/man.jpg\" width=\"395\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/man.jpg 1372w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/man-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/man-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><\/a>\u00a0<b>Novos<\/b><b>\u00a0<\/b><b>Desafios do Sindicalismo em Tempos de Crise<\/b><b>\u00a0<\/b><b>do Capitalismo<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p>O capitalismo (funcionamento da sociedade baseado no lucro) vive uma profunda crise estrutural, isto \u00e9,\u00a0que n\u00e3o encontra sa\u00edda. Isso o leva a aprofundar drasticamente a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores,\u202f\u00e0\u202fsuc\u00e7\u00e3o do dinheiro p\u00fablico atrav\u00e9s do mecanismo das D\u00edvidas Nacionais,\u202f\u00e0\u202ftransforma\u00e7\u00e3o do ambiente e todas as rela\u00e7\u00f5es sociais em mercadoria e\u202f\u00e0\u202fGuerra como meio de alavancar o crescimento da economia.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>As \u00fanicas perspectivas que o capitalismo\u202fpode oferecer s\u00e3o o desemprego e a precariza\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e a privatiza\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o do ambiente, uma vida sem sentido e, no limite, a destrui\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria\u00a0humanidade atrav\u00e9s das guerras.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Como respostas aos in\u00fameros ataques, ressurge o\u202fascenso\u202fdas\u202flutas dos trabalhadores, especialmente do setor mais jovem e mais\u202fprecarizado, entretanto, marcado por importantes contradi\u00e7\u00f5es, em especial a aus\u00eancia de um projeto\u202fsocialista\u202fde sociedade. Os trabalhadores lutam contra os sintomas do sistema capitalista, mas n\u00e3o contra o pr\u00f3prio sistema. Trata-se da\u202fcrise de\u202falternativas\u202fsocialistas, agravada pela aus\u00eancia de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria consequente a n\u00edvel internacional.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Essa crise do lado dos trabalhadores s\u00f3 ser\u00e1\u202fsuperada\u202fse houver o avan\u00e7o da consci\u00eancia socialista, organismos independentes dos trabalhadores e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas revolucion\u00e1rias com influ\u00eancia\u202fobjetivando\u202fa destrui\u00e7\u00e3o\u202fdo capitalismo e constru\u00e7\u00e3o de uma socialista.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o sindical\u00a0tamb\u00e9m\u00a0deve ser repensada para responder a esses desafios atuais. Tem que servir para desenvolver essa alternativa anticapitalista e socialista.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>N\u00e3o pode mais ficar no terreno do imediatismo e das lutas fragmentadas!\u202f\u202fPrecisamos que a CSP-Conlutas\u00a0fa\u00e7a\u00a0campanhas permanentes que se expressem em seus materiais\u00a0e\u00a0publica\u00e7\u00f5es\u00a0e de seus sindicatos filiados.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<ul>\n<li>Contra o Pagamento da D\u00edvida P\u00fablica\u202fque s\u00f3 neste ano vai consumir\u202fR$\u202f1,35 trilh\u00e3o ou 46% do or\u00e7amento do pa\u00eds, uma sangria que literalmente est\u00e1 destruindo os servi\u00e7os p\u00fablicos em geral.<\/li>\n<li>Contra o desemprego\u202fe\u202fa precariza\u00e7\u00e3o.\u202fAs lutas contra as demiss\u00f5es n\u00e3o podem ser tratadas como at\u00e9 agora, inclusive pela CSP-Conlutas, como lutas por local de trabalho. \u00c9 preciso uma campanha nacional que tenha como centro a redu\u00e7\u00e3o da Jornada de Trabalho Sem Redu\u00e7\u00e3o dos Sal\u00e1rios e a abertura das contas das empresas para os trabalhadores!<\/li>\n<li>Contra o racismo.\u202fUma campanha permanente tendo como centro o Combate ao genoc\u00eddio do povo negro e as cotas proporcionais nas universidades e nos empregos!<\/li>\n<li>Pelo fim do patriarcado e pelas demandas de g\u00eanero!\u202fO desafio \u00e9\u202fque os sindicatos levem de fato\u202fesse debate\u202fjunto a todos os trabalhadores e n\u00e3o tenham apenas as comiss\u00f5es ou secretarias de mulheres por formalidade. Os jornais, sites e campanhas dos sindicatos devem ter espa\u00e7os pr\u00e9-definido para essas quest\u00f5es. O machismo tamb\u00e9m deve ser combatido dentro das entidades e movimentos, a fim de maior participa\u00e7\u00e3o das\u202ftrabalhadoras. Devem\u00a0existir pol\u00edticas espec\u00edficas como creches, cuidadores e outros para propiciar a participa\u00e7\u00e3o das companheiras que sejam m\u00e3es. A\u202fCSP-Conlutas\u202fdeve mostrar na pr\u00e1tica sua diferen\u00e7a com as demais centrais tamb\u00e9m nessa quest\u00e3o! Por Atos de\u00a08\u00a0de mar\u00e7o independentes do governismo (PT e seu bloco) e das centrais pelegas e governistas.<\/li>\n<li>Defesa das quest\u00f5es\u202fLGBTs:\u202fConcebemos um movimento LGBT: a) de luta;\u202fb)\u202fantigovernista\u202f\u2013 ou seja,\u00a0de\u00a0oposi\u00e7\u00e3o aos governos burgueses de plant\u00e3o e contra a pol\u00edtica aplicada por esses governos para o setor. Isso implica que, como parte da disputa pela consci\u00eancia, defenderemos as nossas concep\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e te\u00f3ricas no interior desses grupos e n\u00e3o atuaremos em grupos que tenham posi\u00e7\u00f5es\u202fanti-socialistas\u202fe governistas; c) classista \u2013 formado por trabalhadores\/as e de defesa dos interesses da classe trabalhadora; d) socialista \u2013 que luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista e por uma sociedade sem classe social;<\/li>\n<li>Contra o capital,\u202fseus governos e a necessidade de um poder dos trabalhadores!\u202fMais do que lutar contra os sintomas\u202fdo capitalismo\u202fprecisamos explicar que a crise que enfrentamos se deve \u00e0 l\u00f3gica do capitalismo\u202fe que s\u00f3 os trabalhadores podem apontar outra proposta de sociedade, o socialismo; de que \u00e9 preciso uma revolu\u00e7\u00e3o para mudar essa sociedade e que s\u00f3 os trabalhadores podem encabe\u00e7ar essa revolu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos continuar limitados (isso inclui a CSP-CONLUTAS) a um sindicalismo imediatista e \u00e0 divis\u00e3o por categorias. N\u00e3o podemos tamb\u00e9m nos limitar aos m\u00e9todos anteriores de luta. Al\u00e9m das greves necess\u00e1rias, \u00e9 preciso que a CSP-Conlutas\u202fimpulsione a necessidade de m\u00e9todos mais radicalizados como os bloqueios e ocupa\u00e7\u00f5es de f\u00e1bricas, terras e rodovias. Se o capitalismo\u202fse une e endurece\u00a0contra os trabalhadores, os\u00a0trabalhadores tamb\u00e9m precisam se unir e endurecer!<\/li>\n<\/ul>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<h3>2 &#8211; A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nacional e as tarefas pol\u00edticas colocadas.<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<p>O cen\u00e1rio projetado\u202fpara 2015\u202fe 2016\u202f\u00e9 de recess\u00e3o, aumento da infla\u00e7\u00e3o,\u202fdestrui\u00e7\u00e3o\u202fde servi\u00e7os p\u00fablicos, privatiza\u00e7\u00f5es (portos, aeroportos, rodovias,\u202fBR Distribuidora, Caixa\u202fSeguros) e principalmente\u202fa\u202ftentativa da burguesia de retomar os direitos trabalhistas conquistados historicamente pela classe trabalhadora. Ainda se somam problemas como a seca e a falta d&#8217;\u00e1gua, provocada pela falta de investimentos em v\u00e1rios estados do pa\u00eds, chegando a situa\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O naufr\u00e1gio do projeto petista de um capitalismo \u201cbom para todos\u201d encontra\u00a0a classe m\u00e9dia radicalizando\u202fe a classe trabalhadora \u00f3rf\u00e3 de um projeto de sociedade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>As dire\u00e7\u00f5es governistas dos movimentos sociais\u202ftratam a amea\u00e7a de impeachment\u202fcom o\u202fdiscurso alarmista de uma suposta amea\u00e7a de golpe, o que\u202fconstitui uma chantagem contra os movimentos sociais para impedir que se coloquem em luta contra o governo,\u202filusoriamente querendo\u202fmostrar\u202fque h\u00e1 uma direita que \u00e9 \u201cainda pior\u201d do que o PT.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Contra essa chantagem,\u202fafirmamos categoricamente que n\u00e3o existe\u202fgolpe\u202fem andamento.\u202fCeder\u202f\u00e0 chantagem do governismo e defender o PT contra esse suposto golpe nesse momento significa compactuar com todos os ataques desse governo contra os trabalhadores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h3>3- Devemos refor\u00e7ar a luta e a mobiliza\u00e7\u00e3o independente dos trabalhadores.<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>A classe trabalhadora precisa se colocar no cen\u00e1rio pol\u00edtico como\u00a0independente do governo e dos aparatos governistas. A via da luta, das greves, das ocupa\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es coletivas deve ser a resposta para enfrentar os governos, o congresso\u202fe a patronal, assim como a luta contra as burocracias sindicais e todas suas\u00a0as\u00a0pr\u00e1ticas e concep\u00e7\u00f5es. As ideias reacion\u00e1rias na sociedade devem ser combatidas pela pr\u00e1tica da luta e do enfrentamento da nossa classe contra a burguesia. S\u00f3 a luta muda\u00a0a\u00a0vida, essa deve ser a refer\u00eancia para a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Central.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?attachment_id=3996\" rel=\"attachment wp-att-3996\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3996  alignleft\" title=\"Reuni\u00e3o do Bloco Classista Anticapitalista e de Base no II Congresso da CSP-Conlutas 2015\" alt=\"IMG_1099[1]\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_10991.jpg\" width=\"439\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_10991.jpg 1306w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_10991-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_10991-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_10991-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><\/a><\/div>\n<div>\n<p>A tarefa hist\u00f3rica da classe trabalhadora \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o\u202fdo\u202fsocialismo. Qualquer organiza\u00e7\u00e3o que se omita dessa tarefa est\u00e1 condenada a repetir a trajet\u00f3ria e os erros do PT e da CUT. O papel da\u00a0nossa Central \u00e9 impulsionar a luta pelas reivindica\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, de maneira a desenvolver a consci\u00eancia do enfrentamento classista\u202fe socialista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h3>4 &#8211; Balan\u00e7o da CSP-Conlutas:\u202fFalta iniciativa\u202fpara se apresentar como Alternativa pr\u00e1tica<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da CSP-Conlutas\u202f(majoritariamente formada pelo PSTU)\u202fno \u00faltimo per\u00edodo n\u00e3o se mostrou \u00e0 altura do desafio de construir uma alternativa de organiza\u00e7\u00e3o para os trabalhadores, capaz de intervir no cen\u00e1rio pol\u00edtico com uma plataforma classista, independente e combativa.\u202fEsse problema \u00e9 ainda mais grave\u202fao vivenciarmos um aumento das lutas, greves e manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Uma nova vanguarda de trabalhadores e jovens se coloca em luta contra a precariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e das condi\u00e7\u00f5es de\u202ftrabalho em diversas categorias. Ao\u202finv\u00e9s de se sintonizar\u202fcom esse processo,\u202fa\u00a0CSP\u202fse colocou muitas vezes por detr\u00e1s dos acontecimentos n\u00e3o produzindo\u202finiciativas\u202fcapazes\u202fde colocar os trabalhadores como protagonistas na cena pol\u00edtica. N\u00e3o houve campanhas pol\u00edticas permanentes como as apontadas acima, a quest\u00e3o do desemprego foi tratada como luta por empresa, e sem apostar em m\u00e9todos mais radicalizados, levando a derrotas sem que se tivesse esgotado as armas de luta dos trabalhadores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O exemplo da GM de S\u00e3o Jos\u00e9 \u00e9 emblem\u00e1tico, pois derrotas foram apresentadas como vit\u00f3rias para encobrir os problemas na pol\u00edtica. No principal sindicato dirigido pelo setor majorit\u00e1rio (PSTU), n\u00e3o houve de fato uma Greve por tempo indeterminado contra as demiss\u00f5es e a f\u00e1brica fez a reestrutura\u00e7\u00e3o que desejava. Isso \u00e9 um balan\u00e7o negativo que precisa ser enfrentado para que, no pr\u00f3ximo per\u00edodo, essas derrotas n\u00e3o se repitam,\u202fj\u00e1 que\u202fos desafios agora se generalizaram\u202fe\u202fas demiss\u00f5es est\u00e3o por todos os lados!<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>As formas de luta devem buscar interferir no processo de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o do capital \u2013 \u00fanica forma de causar impacto \u2013 com greves, paralisa\u00e7\u00f5es, passeatas, bloqueios, greves gerais com a\u00e7\u00f5es de rua, etc. As marchas e atos devem ser vistos como prepara\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es maiores e mais fortes e n\u00e3o como fim em si, como t\u00eam sido.\u202fS\u00f3 alcan\u00e7aremos um\u202fprocesso de mobiliza\u00e7\u00e3o real com a for\u00e7a necess\u00e1ria para\u202fbarrar os ataques de 2015 construindo o movimento\u00a0na\u00a0base e com a combatividade e o\u202fclassismo\u202fcomo premissas. Na contram\u00e3o\u00a0disso, a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da CSP-Conlutas\u202ftem cada vez mais priorizado outro tipo de\u202fl\u00f3gica de funcionamento para a Central, baseada nas reuni\u00f5es e acordos de c\u00fapula entre dirigentes, uma atua\u00e7\u00e3o que\u202fchamamos de superestrutural. Esse modo de operar n\u00e3o\u202ffavorece\u202fo avan\u00e7o da consci\u00eancia e\u202fde uma capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma dos trabalhadores. Al\u00e9m disso, essa\u202fconstru\u00e7\u00e3o\u202fsuperestrutural da Central mostrou que nos momentos em que mais precis\u00e1vamos\u202fde for\u00e7a, nossa\u202fCentral estava enfraquecida, tinha p\u00e9s de barro, pois foi constru\u00edda de cima para baixo. Defendemos uma Central que seja de fato dos trabalhadores,\u202fconstru\u00edda de baixo para cima!<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Mas,\u202fpara isso, \u00e9 preciso que haja um trabalho pol\u00edtico permanente, sobre a base das categorias, para que a classe responda positivamente \u00e0s propostas de luta nos momentos mais agudos.\u202fRessaltamos ainda as falhas e debilidades organizativas,\u202fcomo a falta de materiais para panfletagens, atividades de massa e de investimento em novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o (v\u00eddeos,\u202ffacebook,\u202fwhatsapp, etc.), que permitam aumentar o alcance das pol\u00edticas da Central entre os trabalhadores.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h3><\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<h3>5)\u202fUnidade de a\u00e7\u00e3o com as centrais governistas, sim.\u202f\u202fMas,\u00a0Chapas e frentes permanentes\u00a0apenas com setores que tenham rompido com a CUT e que tenham um programa em defesa da classe trabalhadora!<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sabemos que\u202ftodo movimento possui\u202fsetores combativos e lutadores de base empenhados em defender as demandas dos trabalhadores sem ceder aos subornos da patronal e \u00e0s sedu\u00e7\u00f5es dos cargos. Por\u00e9m, a CUT, CTB e outras centrais s\u00e3o hoje comandadas por dirigentes que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o s\u00e3o mais trabalhadores, &#8220;subiram na vida&#8221; \u00e0 custa\u00a0do movimento sindical, virando sindicalistas profissionais,\u202f\u00e9 o que chamamos hoje de burocracia sindical. Hoje,\u202fpor mais que tenham um discurso bonito, na pr\u00e1tica,\u202f as dire\u00e7\u00f5es dessas centrais ou\u202fdefendem\u202fas pol\u00edticas do governo no movimento ou atuam buscando\u202famortecer as medidas mais radicalizadas que possam aparecer no movimento, no final das contas\u202frifando os trabalhadores em acordos com o governo e os\u202fpatr\u00f5es. Por isso, o setor\u202fmais combativo da\u202fesquerda, do qual a\u202fCSP-Conlutas\u202ffaz parte, recha\u00e7a\u202fessas centrais e as denomina &#8220;governistas&#8221;. Por\u00e9m, a CSP-Conlutas\u202fretrocedeu em sua linha de enfrentamento\u202fa essa\u202fburocracia sindical\u202fque dirige essas centrais e passou a ter\u202f\u202fuma conviv\u00eancia pac\u00edfica com setores\u202fpelegos\u202fda CUT, CTB e outras burocracias, no \u00e2mbito da estrutura sindical existente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>S\u00e3o comuns chapas da CSP-Conlutas\u202fcom setores governistas, em nome de uma pol\u00edtica imediatista voltada para o controle de alguns aparatos.\u202fIsso leva ao rebaixamento program\u00e1tico e a dificultar que os trabalhadores visualizem claramente uma alternativa \u00e0s centrais pelegas. O caso da forma\u00e7\u00e3o de chapas e apoio a Chapas com a\u202fCUT Pode Mais\u202fmerece ser relembrado, pois teve impacto negativo em elei\u00e7\u00f5es sindicais importantes como a da APEOESP (professores da rede estadual de S\u00e3o Paulo) e do CPERS (professores do Rio Grande do Sul) onde inclusive levou\u202f\u00e0\u202fdivis\u00e3o da CSP-Conlutas\u202fem duas chapas (uma com a CUT e outra\u202fda\u202fConlutas\u202fe\u202findependente) facilitando a vit\u00f3ria da chapa pura da CUT.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>N\u00e3o se prioriza a constru\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00f5es sindicais combativas, estruturadas na base das categorias, com trabalho regular e constante a partir dos locais de trabalho, interven\u00e7\u00e3o nas lutas cotidianas, etc.\u202fIsso \u00e9 grave em um momento em que \u00e9 preciso construir alternativa pol\u00edtica pr\u00e1tica ao governismo e as centrais pelegas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Nessa perspectiva,\u202ftemos que ser contr\u00e1rios \u00e0 heran\u00e7a da estrutura sindical brasileira e seu atrelamento ao Estado. \u00c9 preciso colocar como crit\u00e9rio que os sindicatos filiados \u00e0 CSP-Conlutas\u202fdevolvam o imposto sindical e sejam mantidos apenas pelas mensalidades dos associados. A\u00a0Central n\u00e3o pode se eximir da responsabilidade sobre a origem das fontes do seu financiamento. A independ\u00eancia financeira das entidades \u00e9 um pr\u00e9-requisito para a independ\u00eancia pol\u00edtica dos trabalhadores.\u202fComo resolu\u00e7\u00e3o propomos que dentro de um prazo de\u00a06\u00a0meses para que todos os sindicatos filiados \u00e0 CSP-Conlutas\u202ftenham aberto m\u00e3o do imposto sindical como crit\u00e9rio para permanecerem filiados \u00e0\u00a0Central.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Por fim, entendemos que a burocratiza\u00e7\u00e3o nos sindicatos como um problema pol\u00edtico e social, e n\u00e3o como um problema moral. A partir do momento em que determinados dirigentes s\u00e3o considerados os \u00fanicos capazes de conduzir a entidade, inverte-se o objetivo da milit\u00e2ncia, que passa a estar voltada para a manuten\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios da libera\u00e7\u00e3o sindical, mais do que para a luta da categoria.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h3>Defendemos:<\/h3>\n<\/div>\n<p>&#8211; Decis\u00f5es pol\u00edticas de impacto coletivo\u202fdevem ser tomadas nos f\u00f3runs amplos (assembleias e congressos)<\/p>\n<p>&#8211; Apenas uma reelei\u00e7\u00e3o aos diretores sindicais;<\/p>\n<p>&#8211; Renova\u00e7\u00e3o\u202fsignificativa\u202fdos membros dos \u00f3rg\u00e3os dirigentes a cada elei\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Decis\u00e3o na base acerca da libera\u00e7\u00e3o de diretores para atividades e sua representatividade;<\/p>\n<p>&#8211; Quando liberado cumpra a mesma quantidade de horas e tenha o mesmo sal\u00e1rio do trabalho que exercia.\u202f- Rod\u00edzio de liberados sindicais;<\/p>\n<p>&#8211; Presta\u00e7\u00e3o de contas e atividades desempenhadas na pol\u00edtica sindical, como decis\u00e3o coletiva de gastos futuros;<\/p>\n<div>\n<h3>&#8211; Contrata\u00e7\u00e3o e demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios da entidade sejam\u202fdiscutidas amplamente e com transpar\u00eancia.<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<div>\n<h3>Den\u00fancia e Debate<\/h3>\n<\/div>\n<div>\n<p>N\u00e3o\u202fpegar dinheiro da burocracia sindical\u202fpara doa\u00e7\u00f5es \u00e0 CSP\u202fsem que passe por assembleias ou f\u00f3runs amplos!\u202fPela independ\u00eancia frente \u00e0 burocracia!<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>N\u00f3s, professores da rede estadual de S\u00e3o Paulo, durante a\u202frecente\u202fGreve de mais de 80 dias, eleitos delegados para esse Congresso pelo Bloco Classista,\u202fanticapitalista\u202fe de Base, propusemos que o valor das taxas para inscri\u00e7\u00e3o dos delegados da CSP-Conlutas\u202ffosse\u202fanistiado pela metade a fim de permitir o acesso dos nossos\u00a073 delegados. A dire\u00e7\u00e3o da Central negou esse pedido.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Por outro lado, o PSTU pediu dinheiro para pagar metade das taxas dos delegados para a dire\u00e7\u00e3o central da APEOESP \u2013 Bebel (Articula\u00e7\u00e3o PT). Tamb\u00e9m teve essa pr\u00e1tica junto ao sindicato dos banc\u00e1rios, dirigido pela CUT\/PT.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De nossa parte, dissemos que concordar\u00edamos apenas se as doa\u00e7\u00f5es fossem votadas em assembleia ou algum f\u00f3rum amplo. Isso \u00e9 importante para que n\u00e3o seja usada como forma de criar\/aumentar a depend\u00eancia da CSP-Conlutas\u202ffrente \u00e0s burocracias petistas. Como tanto o PSTU como a dire\u00e7\u00e3o dessas entidades se negasse a aprovar a doa\u00e7\u00e3o em assembleias ou f\u00f3runs amplos, n\u00e3o pegamos esse dinheiro, mesmo com dificuldades para levantarmos aqui esse debate.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Entendemos que a constru\u00e7\u00e3o da CSP deve se dar de forma independente das burocracias e sem independ\u00eancia financeira n\u00e3o h\u00e1 independ\u00eancia pol\u00edtica. Doa\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem vindas, mas desde que n\u00e3o caracterizem acordos de c\u00fapula ou moedas de troca e, para isso, \u00e9 fundamental sua aprova\u00e7\u00e3o transparente e f\u00f3runs amplos e n\u00e3o\u00a0doa\u00e7\u00f5es diretas da m\u00e3o da burocracia.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O mais estranho \u00e9 que correntes que fazem todo um discurso contra a burocratiza\u00e7\u00e3o e a depend\u00eancia da burocracia\u00a0tenham pegado\u00a0esse dinheiro com o argumento de que eram contra, mas, j\u00e1 que est\u00e1 a\u00ed, vamos pegar. \u00c9 o caso do MRT (ex\u202fLER-QI). Denunciamos essa falta de coer\u00eancia entre o discurso e a pr\u00e1tica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Defendemos a constru\u00e7\u00e3o da Greve Geral\u00a0na\u00a0base como forma de iniciar essa discuss\u00e3o junto\u00a0as\u00a0categorias e movimentos e tamb\u00e9m junto aos demais setores do processo de reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento como as INTERSINDICAIS, A Unidos Pra Lutar, etc. N\u00e3o podemos tratar a constru\u00e7\u00e3o da Greve Geral apenas como exig\u00eancia \u00e0s centrais governistas pois sabemos que elas s\u00f3 dar\u00e3o algum passo nesse sentido se forem duramente pressionadas por suas bases.<\/p>\n<div>\n<p>Venha Conhecer e debater conosco!<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h3>Movimento Revolucion\u00e1rio Socialista, Espa\u00e7o Socialista\u00a0e independentes<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Novos\u00a0Desafios do Sindicalismo em Tempos de Crise\u00a0do Capitalismo &nbsp; O capitalismo (funcionamento da sociedade baseado no lucro) vive uma profunda<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3994,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3991"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3991"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4000,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3991\/revisions\/4000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}