{"id":4014,"date":"2015-06-16T20:45:42","date_gmt":"2015-06-16T23:45:42","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4014"},"modified":"2018-05-01T00:43:02","modified_gmt":"2018-05-01T03:43:02","slug":"jornal-79-ajuste-fiscal-terceirizacao-desemprego-dilma-e-o-congresso-nacional-tiram-dos-trabalhadores-para-dar-aos-empresarios-causas-da-restricao-do-credito-e-as-consequencias-para-os-trabalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/06\/jornal-79-ajuste-fiscal-terceirizacao-desemprego-dilma-e-o-congresso-nacional-tiram-dos-trabalhadores-para-dar-aos-empresarios-causas-da-restricao-do-credito-e-as-consequencias-para-os-trabalha\/","title":{"rendered":"Jornal 79: Ajuste fiscal, terceiriza\u00e7\u00e3o, desemprego&#8230; Dilma e o Congresso Nacional tiram dos trabalhadores para dar aos empres\u00e1rios!"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CAUSAS DA RESTRI\u00c7\u00c3O DO CR\u00c9DITO E AS CONSEQU\u00caNCIAS PARA OS TRABALHADORES<\/p>\n<p>J\u00e1 discut\u00edamos que as bases da pol\u00edtica econ\u00f4mica implementada pelo PT se apoiavam centralmente em incentivar o consumo interno (expans\u00e3o do cr\u00e9dito, redu\u00e7\u00e3o de impostos para as empresas, etc.), exportar commodities (min\u00e9rios, agricultura, etc.) e em incentivar o investimento externo (com condi\u00e7\u00f5es muito vantajosas e seguras para o capital estrangeiro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reafirmamos que \u00e9 um modelo para garantir o lucro do capital e n\u00e3o para beneficiar a classe trabalhadora, que com as facilidades em fazer credi\u00e1rio, empr\u00e9stimos e compra no cart\u00e3o entrou na din\u00e2mica do endividamento constante. Como diz Lula: Bancos, agroneg\u00f3cio, multinacionais e com\u00e9rcio \u201cnunca lucraram tanto\u201d. Para os trabalhadores algumas migalhas.<br \/>\nIsso pode ser identificado tamb\u00e9m atrav\u00e9s dos programas sociais, que juntos n\u00e3o passam de 0,5 % do PIB. Como exemplo temos o PROUNI ou outros programas educacionais, que ao mesmo tempo em que permitem o acesso ao ensino superior (em universidade e cursos bem precarizados) permitem a transfer\u00eancia de bilh\u00f5es de dinheiro p\u00fablico para os empres\u00e1rios da Educa\u00e7\u00e3o que, mesmo assim, fecharam muitos cursos nas faculdades que aderiram ao programa desde o in\u00edcio, n\u00e3o possuem pol\u00edtica para perman\u00eancia dos estudantes e contam com alto n\u00famero de estudantes desistentes.<br \/>\nTamb\u00e9m temos a quest\u00e3o do n\u00edvel salarial, dos empregos gerados ou formalizados, desde o primeiro governo Lula, 95% s\u00e3o com sal\u00e1rios de at\u00e9 1,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos (hoje por volta de R$ 1200,00).<br \/>\nEnfim, esse modelo em que a classe trabalhadora tem a maior parte de seu sal\u00e1rio utilizado para pagar contas e d\u00edvidas** enquanto \u00e9 permitido grandes lucros para o empresariado como um todo e, especialmente, para os chamados rentistas (bancos e os que vivem somente de renda) seguiu durante v\u00e1rios anos.<br \/>\nMas, essa pol\u00edtica dependia muito de uma conjuntura mundial que conseguisse absorver as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. O problema \u00e9 que a crise mundial iniciada em 2008 ainda persiste (com muitas desigualdades) e os pre\u00e7os das commodities ca\u00edram muito, em especial, no in\u00edcio desse ano em que tiveram como m\u00e9dia a queda no pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro de 48%; do petr\u00f3leo de 50% e a da soja de 20%.<br \/>\nA consequ\u00eancia disso \u00e9 que a balan\u00e7a comercial teve um d\u00e9ficit (diferen\u00e7a entre o que exporta e o que importa) de aproximadamente 12 bilh\u00f5es de reais. E os investimentos externos, desde 2012, v\u00eam caindo, ainda que lentamente. A crise e as restri\u00e7\u00f5es impostas ao cr\u00e9dito t\u00eam nesses dois elementos sua explica\u00e7\u00e3o principal.<br \/>\nA balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel e os investimentos externos foram os principais financiadores e impulsionadores da pol\u00edtica de expans\u00e3o do cr\u00e9dito. Portanto, nesse \u00faltimo per\u00edodo, a redu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tamb\u00e9m est\u00e1 vinculada a isso, bem como uma maior dificuldade de consumo, para a classe trabalhadora, e n\u00e3o se trata de \u201cvontade pol\u00edtica\u201d, mas de elementos da economia internacional e da pr\u00f3pria crise do capital, isto \u00e9, qualquer governo da burguesia agiria da mesma maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DEMISS\u00d5ES S\u00c3O ESTRUTURAIS*<br \/>\nNa crise de 2009, no Brasil, o governo Lula adotou como pol\u00edtica a facilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito para as empresas, sobretudo na \u00e1rea de bens de produ\u00e7\u00e3o (m\u00e1quinas, etc.). Foram muitos empr\u00e9stimos com taxas abaixo do mercado, longo prazo para pagar e outras facilidades. Para isso tamb\u00e9m aumentou o endividamento do Estado, pois buscava no mercado dinheiro (vendendo t\u00edtulo da d\u00edvida p\u00fablica) com pagamento de 11%, 12% e at\u00e9 emprestava a generosas taxas de 6%.<br \/>\nNo primeiro momento aumentou a produ\u00e7\u00e3o e gerou alguns empregos. Mas, logo apareceram as contradi\u00e7\u00f5es tanto da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo quanto do pr\u00f3prio mecanismo de funcionamento do capital. Investimentos em bens de produ\u00e7\u00e3o visam a aumentar a produtividade e esta faz diminuir a quantidade de for\u00e7a de trabalho empregada no processo produtivo, ou seja, pode-se produzir mais (ou at\u00e9 o mesmo) com um n\u00famero menor de trabalhadores.<br \/>\nO processo de demiss\u00f5es em andamento no pa\u00eds tem a ver com esse processo: Restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito (diminuem as vendas) e aumento da produtividade (no caso das montadoras de autom\u00f3veis, a capacidade instalada \u00e9 para algo pr\u00f3ximo de 5,6 milh\u00f5es de ve\u00edculos anuais considerando as instala\u00e7\u00f5es em andamento). Isso cria condi\u00e7\u00f5es insol\u00faveis nos marcos do funcionamento do capital.<br \/>\nAcreditamos que, por enquanto, n\u00e3o deve haver uma explos\u00e3o do desemprego, mas \u00e9 preciso entender que as demiss\u00f5es, t\u00e3o necess\u00e1rias para a burguesia em momentos de crise, n\u00e3o s\u00e3o somente decis\u00f5es administrativas das empresas, s\u00e3o resultado dessa situa\u00e7\u00e3o e da pr\u00f3pria contradi\u00e7\u00e3o do funcionamento do capital.<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o demiss\u00f5es em uma ou outra empresa, s\u00e3o em ramos como o automobil\u00edstico que tem uma produ\u00e7\u00e3o (e capacidade produtiva) muito acima da capacidade de o mercado absorver.<br \/>\nEntender essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para nos prepararmos para enfrentar as demiss\u00f5es. O pr\u00f3prio funcionamento do sistema capitalista gera crises, mas os capitalistas se aproveitam das crises para aumentar o desemprego e amea\u00e7ar os nossos parcos direitos. Isso significa que as nossas lutas precisam se fortalecer para garantirmos o emprego e, ao mesmo tempo, os nossos direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONGRESSO E DILMA: AMBOS S\u00c3O GESTORES DO CAPITAL<br \/>\nUma quest\u00e3o em destaque na m\u00eddia \u00e9 uma suposta \u201crebeli\u00e3o\u201d do Congresso Nacional contra o governo Dilma. Os desonestos analistas burgueses apresentam as vota\u00e7\u00f5es no Congresso (leia-se: aprova\u00e7\u00e3o de leis contra os trabalhadores) como se houvessem \u201cdois poderes pol\u00edticos opostos\u201d e se a disputa ocorresse entre Cunha, Renan e Dilma.<br \/>\nAinda que, em alguns momentos, as diferen\u00e7as e interesses entre os grupos apare\u00e7am como disputa por uma melhor gest\u00e3o, entendemos que ambos os poderes n\u00e3o s\u00e3o opostos, representam fra\u00e7\u00f5es da burguesia e do capital e buscam adotar medidas que favore\u00e7am suas fra\u00e7\u00f5es, ou seja, a burguesia \u00e9 favorecida sempre, por um ou outro setor, mesmo que haja media\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAs media\u00e7\u00f5es, em muitos momentos, ligadas \u00e0s discuss\u00f5es sobre leis, medidas provis\u00f3rias, etc. s\u00e3o no sentido de dar \u201cforma jur\u00eddica\u201d \u00e0s decis\u00f5es que j\u00e1 ocorreram no \u201cmundo real\u201d onde o capital submete tudo \u00e0 sua vontade. Tanto o Congresso Nacional quanto Dilma recebem ordens diretas dos banqueiros, dos empres\u00e1rios, do agroneg\u00f3cio e outros ramos do capital.<br \/>\nLembramos que senadores e deputados foram financiados por diferentes grupos empresariais (dos atuais 594 eleitos, 243 receberam juntos 50 milh\u00f5es de reais de 8 empresas que fazem parte da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Lava Jato\u201d.<br \/>\nAssim, as diferen\u00e7as entre grupos est\u00e3o relacionadas ao tipo e ao ritmo dos ataques. \u00c9 poss\u00edvel percebermos isso quando observamos que as medidas que visam garantir o caixa do governo (restri\u00e7\u00e3o para pens\u00e3o por morte, seguro desemprego, PIS) e est\u00e3o relacionadas ao ajuste fiscal (cortes de verbas nos servi\u00e7os p\u00fablicos) para pagamento da d\u00edvida t\u00eam como impulsionador o governo Dilma. E as medidas que beneficiam mais diretamente os empres\u00e1rios s\u00e3o impulsionadas pelo Congresso Nacional, que tem apressado ou desengavetado casos como o do PL 4330\/2004, que libera a terceiriza\u00e7\u00e3o para todas as atividades.<br \/>\nQuando insistimos que s\u00e3o gestores do capital n\u00e3o dizemos que h\u00e1 ampla unidade. O capital, mesmo sendo uma unidade, tem em seu interior fra\u00e7\u00f5es distintas: industrial, comercial, rentista, agr\u00e1rio. Cada uma carrega em si os interesses gerais do capital, mas tamb\u00e9m os particulares.<br \/>\nEm momentos de crise, como a atual, cada fra\u00e7\u00e3o busca determinar qual rumo tomar e para onde caminhar a fim de garantir a lucratividade e o capital. Essa disputa leva a certa crise de governabilidade, quanto aos rumos da gest\u00e3o do capital.<br \/>\nPortanto, as disputas no parlamento dizem respeito aos interesses do capital e n\u00e3o aos interesses dos trabalhadores, que na verdade est\u00e3o sendo as v\u00edtimas das medidas adotadas tanto pelo governo quanto pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MP-664-rasga.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4015\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MP-664-rasga.jpg\" alt=\"MP 664, rasga\" width=\"525\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MP-664-rasga.jpg 525w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/MP-664-rasga-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PT FINGE QUE \u00c9 CONTRA<br \/>\nAs medidas contra os trabalhadores, o afastamento em rela\u00e7\u00e3o aos problemas cotidianos da classe trabalhadora e o envolvimento em v\u00e1rios esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o t\u00eam sistematicamente enfraquecido o PT, a ponto de perder legitimidade em bases eleitorais hist\u00f3ricas, como em grandes cidades industriais e capitais.<br \/>\nEsse enfraquecimento do partido, somado \u00e0s medidas adotadas por Dilma (de aprofundamento do arrocho salarial e de ataques aos direitos) e \u00e0 resist\u00eancia dos trabalhadores (expressa no Dia Nacional de Paralisa\u00e7\u00f5es, 15 de abril, e as in\u00fameras greves no pa\u00eds) a esses projetos provocaram uma crise na bancada do PT e geraram reclama\u00e7\u00f5es e aus\u00eancia de parlamentares nas vota\u00e7\u00f5es, como o PL 4330\/04 (da terceiriza\u00e7\u00e3o).<br \/>\nMas, lembramos que essa crise \u00e9 de alguns poucos deputados e senadores. O PT oficialmente est\u00e1 de acordo com as medidas do governo, pois na C\u00e2mara de Deputados a bancada aprovou as emendas provis\u00f3rias 664 e 665 (seguro desemprego, PIS, benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, etc.). No Senado, Humberto Costa \u00e9 o principal articulador para a aprova\u00e7\u00e3o desses ataques contra os trabalhadores.<br \/>\nPelo n\u00edvel de rejei\u00e7\u00e3o, o PT tenta dizer para a popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 contra esses projetos e busca passar a imagem de que continua defendendo os interesses dos trabalhadores. Mas, na pr\u00e1tica, \u00e9 outra coisa.<br \/>\nTer votado contra o PL 4330, no caso do PT, n\u00e3o quer dizer muita coisa, t\u00eam v\u00e1rios setores (nem todos de esquerda) que s\u00e3o contra esse maldito projeto. O que diz muito \u00e9 o fato de n\u00e3o fazer nada para mobilizar a classe trabalhadora para enfrentar nas ruas esse ataque, mesmo estando na dire\u00e7\u00e3o de muitos sindicatos e da CUT.<br \/>\nEssa \u00e9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o PT \u00e9 uma das bases de sustenta\u00e7\u00e3o do projeto do capital implantado no pa\u00eds. Lembrando ainda que os governos do PT fizeram tamb\u00e9m a Reforma da Previd\u00eancia e beneficiaram empresas com redu\u00e7\u00e3o do IPI, etc.<br \/>\nDessa forma, mesmo com o enfraquecimento do PT no parlamento, o partido ainda \u00e9 o condutor principal desse projeto do capital. Por isso a ideia do impeachment n\u00e3o se concretizou. As medidas necess\u00e1rias para garantir \u00e0 burguesia a lucratividade e o controle sobre o movimento social (movimentos populares, estudantil e CUT) legitimam o PT perante o capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/940910-joaquim-levy_senado-4.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4021\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/940910-joaquim-levy_senado-4.jpg\" alt=\"940910-joaquim levy_senado-4\" width=\"1600\" height=\"987\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/940910-joaquim-levy_senado-4.jpg 1600w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/940910-joaquim-levy_senado-4-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/940910-joaquim-levy_senado-4-1024x631.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">INTERESSES GERAIS DO CAPITAL E A FRA\u00c7\u00c3O HEGEM\u00d4NICA<br \/>\nOpinamos que uma das raz\u00f5es de o PT ser governo, sem sofrer grandes questionamentos da burguesia, foi a capacidade de \u201cservir\u201d a todas as fra\u00e7\u00f5es do capital. Obras de infraestrutura para a constru\u00e7\u00e3o civil, est\u00edmulos para o setor exportador, isen\u00e7\u00e3o de impostos para a ind\u00fastria, expans\u00e3o do cr\u00e9dito que ajuda a todos, mas em especial a burguesia comercial, empr\u00e9stimos a juros abaixo do mercado, entre outras medidas. Esse foi o pre\u00e7o que o PT pagou para \u201cser aceito\u201d e se integrar completamente a ordem capitalista no Brasil.<br \/>\nNo entanto, n\u00e3o se pode negar que a base fundamental do projeto econ\u00f4mico no Brasil atende a satisfa\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o financeira do capital. Mas, \u00e9 for\u00e7oso reconhecer que n\u00e3o se trata apenas de uma prefer\u00eancia do PT por esse setor, mas de um processo objetivo. Ao se integrar ao Estado capitalista se imp\u00f5e aceitar regras, j\u00e1 estabelecidas pela pr\u00f3pria din\u00e2mica do capital, e o PT aceitou todas elas, inclusive a da corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA preponder\u00e2ncia do capital financeiro sobre os demais ramos do capital, sobretudo a partir dos anos 70, significa que as finan\u00e7as passam a ser n\u00e3o um suporte para o capital se valorizar (como era nos prim\u00f3rdios com a burguesia banc\u00e1ria), mas sim uma for\u00e7a tal que \u201cpuxa\u201d os demais capitais, sendo a mais-valia apropriada no processo produtivo direcionada tamb\u00e9m para \u201cinvestir\u201d em a\u00e7\u00f5es no mercado financeiro, em especula\u00e7\u00e3o, etc.<br \/>\nO ac\u00famulo gigantesco de capitais e o tamanho das empresas fazem dessa fra\u00e7\u00e3o do capital uma for\u00e7a material capaz de subordinar o Estado \u00e0s suas necessidades. O tamanho da d\u00edvida p\u00fablica do Brasil (que durante o governo petista cresceu como nunca) \u00e9 o reflexo direto do controle das empresas financeiras sobre o Estado. Exemplos s\u00e3o os cortes anunciados pelo governo em diversos servi\u00e7os (Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade, obras, etc.), sem mexer uma v\u00edrgula nos recursos do Or\u00e7amento federal, destinado ao pagamento da d\u00edvida.<br \/>\nA exist\u00eancia de fra\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m de seus interesses particulares n\u00e3o quer dizer que algumas delas podem ser mais vantajosas para a classe trabalhadora. S\u00e3o Interesses particulares, que dependem da explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho para manterem seus lucros. \u00c9 um processo objetivo, para al\u00e9m dos interesses particulares de cada capitalista.<br \/>\nA imposi\u00e7\u00e3o do capital financeiro sobre as demais fra\u00e7\u00f5es (a taxa de juros muito alta, por exemplo) \u00e9 tamb\u00e9m uma imposi\u00e7\u00e3o do capital de conjunto sobre a classe trabalhadora. Caso, eventualmente, haja a redu\u00e7\u00e3o da lucratividade \u2013 queda da taxa de lucro \u2013 por conta desses altos juros, esses burgueses adotam medidas (com a participa\u00e7\u00e3o direta das institui\u00e7\u00f5es estatais burguesas: parlamento, judici\u00e1rio, etc.) para recompor a sua lucratividade, ou seja, a ofensiva da fra\u00e7\u00e3o financeira significa mais explora\u00e7\u00e3o contra os trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fiesp-e-sindicalistas.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4017\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fiesp-e-sindicalistas.jpg\" alt=\"fiesp e sindicalistas\" width=\"970\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fiesp-e-sindicalistas.jpg 970w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/fiesp-e-sindicalistas-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 970px) 100vw, 970px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMO CARACTERIZAMOS A SITUA\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA? COMO A CRISE ATINGE A CLASSE TRABALHADORA?<br \/>\nVivemos um momento de ofensiva da burguesia, que se apresenta, especialmente, em duas frentes: 1) nas f\u00e1bricas com as demiss\u00f5es ou a imposi\u00e7\u00e3o (por amea\u00e7a de demiss\u00e3o) de acordos que retiram direitos e at\u00e9 reduzem sal\u00e1rios e a continuidade da reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva (fus\u00e3o de empresas, substitui\u00e7\u00e3o de trabalho vivo por morto, etc.) e 2) no parlamento e Dilma que atacam a legisla\u00e7\u00e3o e os direitos trabalhistas.<br \/>\nE se no ciclo anterior o ataque aos direitos foi menor em alguns setores de emprego formalizado (metal\u00fargicos, por exemplo) no atual momento o ataque \u00e9 generalizado e atinge setores que antes tiveram direitos preservados. As MPs 664 e 665 e o PL 4330\/2004 s\u00e3o medidas que atingem o conjunto da classe trabalhadora, do setor privado e p\u00fablico.<br \/>\nO desemprego (ou a amea\u00e7a), a retirada de direitos, o endividamento e o comprometimento da renda familiar s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias da crise recessiva sobre os trabalhadores. A burguesia, como classe dominante e controladora do Estado, ainda consegue adotar medidas para manter sua lucratividade e joga sobre a classe trabalhadora os efeitos da crise, criada pelo pr\u00f3prio sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/falaze.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4020\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/falaze.jpg\" alt=\"falaze\" width=\"800\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/falaze.jpg 800w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/falaze-300x173.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AS LUTAS E A NECESSIDADE DE UNIDADE DA CLASSE TRABALHADORA<br \/>\nTamb\u00e9m tem sido parte da conjuntura um crescente aumento da resist\u00eancia contra toda essa situa\u00e7\u00e3o, que se expressa no aumento das greves (no setor privado e p\u00fablico) e das a\u00e7\u00f5es dos movimentos populares com ocupa\u00e7\u00f5es urbanas. S\u00e3o lutas em defesa do emprego, por reajuste salarial, contra o corte de direitos, por moradia, etc.<br \/>\nNesse \u00faltimo per\u00edodo, os professores foram, sem d\u00favida nenhuma, a vanguarda das lutas. Professores municipais e estaduais lutam pela valoriza\u00e7\u00e3o da carreira e por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, como os do Paran\u00e1 com importante ades\u00e3o e repercuss\u00e3o capazes de fazer com que o governo Richa (PSDB) mergulhasse em uma profunda crise depois da brutal repress\u00e3o \u00e0 luta, que resultou em mais de 200 feridos pela Pol\u00edcia Militar.<br \/>\nEssas greves e mobiliza\u00e7\u00f5es conseguiram empurrar as dire\u00e7\u00f5es sindicais para a realiza\u00e7\u00e3o de um Dia Nacional de Paralisa\u00e7\u00f5es, 15 de abril, com atos na maioria das capitais do pa\u00eds. O mesmo ocorrendo para o 29 de maio, com v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es dos movimentos.<br \/>\nComo a tend\u00eancia \u00e9 de agravamento dos elementos de crise por conta das contradi\u00e7\u00f5es que cada medida do governo carrega, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que tenhamos o aumento das lutas. No m\u00eas de maio temos a campanha salarial dos trabalhadores do Metro e da CPTM\/SP, para o m\u00eas de junho a luta do funcionalismo p\u00fablico federal, com greves de professores e t\u00e9cnicos das universidades federais.<br \/>\nUma quest\u00e3o colocada como fundamental nesse processo, que o Paran\u00e1 j\u00e1 indicou, \u00e9 a necessidade de radicalizar as lutas, bloquear as ruas\/rodovias, organiz\u00e1-las em cada local com a forma\u00e7\u00e3o de Comandos de Greve, buscar apoio da popula\u00e7\u00e3o e\/ou outros setores de trabalhadores, enfim, medidas que fa\u00e7am ampliar cada luta no sentido de construirmos a greve geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lutas.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4016\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lutas.jpg\" alt=\"lutas\" width=\"456\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lutas.jpg 456w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lutas-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/lutas-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 456px) 100vw, 456px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PROBLEMA ESTRUTURAL: CONSTRUIR SA\u00cdDAS TAMB\u00c9M ESTRUTURAIS<br \/>\nEst\u00e1 bem explicito a \u201cradicalidade\u201d da burguesia para preservar os seus lucros. No Congresso, nas medidas econ\u00f4micas do governo e nas demiss\u00f5es que se alastram.<br \/>\nE radicalidade deve ser enfrentada com radicalidade. Do lado dos trabalhadores a radicalidade somente se expressa com a\u00e7\u00f5es que atingem o cora\u00e7\u00e3o da economia capitalista, a produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, como greves, bloqueios de rodovias, etc. E tamb\u00e9m com propostas que enfrentem, de um ponto de vista dos interesses da classe trabalhadora, todas essas medidas.<br \/>\nO que temos visto \u00e9 que as dire\u00e7\u00f5es sindicais, incluindo a\u00ed as de esquerda, insistem em se manter nos limites de discuss\u00f5es administrativas ou dentro da ordem (reivindica\u00e7\u00e3o de investimentos na cidade, etc.) e se aproveitam para apresentar propostas, como faz a CUT, de um \u201cPlano de prote\u00e7\u00e3o ao emprego\u201d com redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios.<br \/>\nO caso das demiss\u00f5es nas Montadoras \u00e9 exemplar. Diante de amea\u00e7a de demiss\u00f5es, os acordos de f\u00e9rias coletivas e layoff t\u00eam sido apresentados como vit\u00f3ria da categoria, sendo que, na verdade, o m\u00e1ximo que se faz \u00e9 empurrar o problema para depois.<br \/>\nA atual configura\u00e7\u00e3o do capital (de crise estrutural) indica, cada vez mais, para o aprofundamento da explora\u00e7\u00e3o sobre o trabalho (desemprego, redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, retirada de direitos, etc.). As nossas lutas enfrentam o desafio de avan\u00e7ar para al\u00e9m das reivindica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, por um programa que questione o sistema de conjunto.<br \/>\nEntendemos que a forma de reduzir o desemprego \u00e9 com a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem reduzir os sal\u00e1rios. As empresas continuam lucrando e se demitirem em massa devem ser estatizadas (sob controle dos trabalhadores). A solu\u00e7\u00e3o para os problemas do corte de verbas na Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade, etc. \u00e9 n\u00e3o pagar a d\u00edvida p\u00fablica. N\u00e3o temos motivos para que as a\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora sejam limitadas aos lucros das empresas, n\u00f3s produzimos e as crises n\u00e3o s\u00e3o criadas por n\u00f3s. Precisamos resolver todos esses problemas considerando as necessidades dos trabalhadores e n\u00e3o do empresariado.<br \/>\nAssim, contribuir para o desenvolvimento da consci\u00eancia da classe trabalhadora, a fim de que compreenda que esses problemas n\u00e3o ser\u00e3o solucionados dentro do capitalismo e nos seus moldes, que a burguesia \u00e9 nossa inimiga, \u00e9 fundamental. Mas, n\u00e3o podemos esperar que governo, Congresso Nacional, partidos da burguesia e dire\u00e7\u00f5es sindicais governistas e pelegas busquem amenizar os problemas da classe trabalhadora. A nossa luta precisa ser cada vez mais intensa, organizada, em unidade e com o objetivo radical de transforma\u00e7\u00e3o dessa sociedade.<br \/>\nA tarefa de radicaliza\u00e7\u00e3o das lutas imediatas combinada com solu\u00e7\u00f5es estruturais, historicamente, cabe \u00e0 esquerda revolucion\u00e1ria. E nesse momento da luta \u00e9 imprescind\u00edvel que se construa um Encontro Nacional de Ativistas a fim de unificar e intensificar as lutas e aprovar um Programa de Luta que fortale\u00e7a os trabalhadores em cada local de trabalhado, estudo, moradia para buscarmos barrar as demiss\u00f5es, os cortes de direitos e a ofensiva da burguesia com o respaldo das dire\u00e7\u00f5es sindicais governistas e pelegas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*As diverg\u00eancias sobre os v\u00e1rios \u00edndices relativos ao desemprego t\u00eam a ver com a metodologia da pesquisa.<br \/>\nQuando est\u00e1vamos fechando essa edi\u00e7\u00e3o, o IBGE anunciou os dados do desemprego pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) de abril: 6,4%. \u00cdndice bem menor do que o da PNAD Cont\u00ednua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua) divulgado no primeiro trimestre, de 7,9%.<br \/>\nO IBGE passar\u00e1 a utilizar somente a PNAD Cont\u00ednua (mas ainda n\u00e3o est\u00e1 definido quando, pois interessa mais ao governo a PME porque os seus \u00edndices geralmente est\u00e3o abaixo dos demais) e \u00e9 importante sabermos a diferen\u00e7a entre elas. Al\u00e9m dessas duas h\u00e1 ainda a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios). E a PNAD Cont\u00ednua vai substituir as duas.<br \/>\nA PME entrevista pessoas em 44 mil domic\u00edlios, em seis regi\u00f5es metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Porto Alegre). A Pnad coleta dados anualmente em 147 mil domic\u00edlios, em 1.100 munic\u00edpios. J\u00e1 a Pnad Cont\u00ednua \u00e9 trimestral, mais abrangente, pois a pesquisa \u00e9 realizada em 211 mil domic\u00edlios, em 3.500 munic\u00edpios.<br \/>\nOutra diferen\u00e7a \u00e9 o conceito de desocupa\u00e7\u00e3o. Para a PME, somente era considerada desempregada a pessoa que, al\u00e9m de estar sem trabalho e dispon\u00edvel para entrar no mercado, havia procurado emprego nos \u00faltimos 30 dias. J\u00e1 para a PNAD Cont\u00ednua, estar sem ocupa\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo dispon\u00edvel para um emprego \u00e9 o suficiente para a pessoa ser considerada desocupada.<br \/>\nAl\u00e9m dessas pesquisas mais controladas pelo governo, h\u00e1 tamb\u00e9m a pesquisa do DIEESE (em conv\u00eanio com a SEADE e outros \u00f3rg\u00e3os), que geralmente apresenta \u00edndices diferenciados e independentes do governo, como a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), domiciliar, realizada mensalmente, desde 1984, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belo Horizonte e no Distrito Federal. Na taxa de desempregados leva em conta tamb\u00e9m as pessoas que, embora estejam sem emprego, realizam atividades irregulares (estes s\u00e3o, pelo IBGE, considerados empregados).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**No Brasil, 59,6% das fam\u00edlias est\u00e3o endividadas com cheque pr\u00e9-datado, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cheque especial, carn\u00ea de loja, empr\u00e9stimo pessoal, presta\u00e7\u00e3o de carro e seguro. A parcela da renda comprometida com as d\u00edvidas chega a 30% como m\u00e9dia.<br \/>\nNo entanto, 20,7% das fam\u00edlias endividadas t\u00eam mais da metade de sua renda comprometida com pagamentos de d\u00edvidas. E 6,2% das fam\u00edlias n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar suas contas ou d\u00edvidas e 10,6% das fam\u00edlias se declararam muito endividadas. Dados do Peic, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dividas.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4018\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dividas.jpg\" alt=\"dividas\" width=\"1600\" height=\"1131\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dividas.jpg 1600w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dividas-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/dividas-1024x723.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*O desemprego chegou a 7,9% (m\u00e9dia entre homens e mulheres) no primeiro trimestre de 2015. Como sempre, o desemprego atinge mais as mulheres, com uma taxa de 9,6%.<br \/>\nA juventude \u00e9 outro setor que sofre mais com o desemprego. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 17,6% est\u00e3o sem trabalho. E em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero total de desempregados no pa\u00eds 44% deles s\u00e3o jovens.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas de desemprego no Brasil, os que desistiram de procurar emprego n\u00e3o s\u00e3o contados como desempregados. Dados oficiais do PNAD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/carteira-de-trabalho.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4019\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/carteira-de-trabalho.jpg\" alt=\"carteira-de-trabalho\" width=\"192\" height=\"263\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; CAUSAS DA RESTRI\u00c7\u00c3O DO CR\u00c9DITO E AS CONSEQU\u00caNCIAS PARA OS TRABALHADORES J\u00e1 discut\u00edamos que as bases da pol\u00edtica econ\u00f4mica<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,6,63],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4014"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4014"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4014\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6022,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4014\/revisions\/6022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}