{"id":4104,"date":"2015-07-18T11:02:52","date_gmt":"2015-07-18T14:02:52","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4104"},"modified":"2015-07-18T11:02:52","modified_gmt":"2015-07-18T14:02:52","slug":"jornal-80-avancos-e-desafios-enfrentados-pela-maio-greve-dos-professores-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/07\/jornal-80-avancos-e-desafios-enfrentados-pela-maio-greve-dos-professores-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Jornal 80: Avan\u00e7os e desafios enfrentados pela maio greve dos professores em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\n@page { margin: 0.79in }\n\t\tP { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH2 { margin-bottom: 0.08in }\n\t\tH2.western { font-family: \"Liberation Sans\", sans-serif; font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.cjk { font-size: 14pt; font-style: italic }\n\t\tH2.ctl { font-size: 14pt; font-style: italic }\n--><\/style>\n<p>Queremos aqui fazer um balan\u00e7o da maior greve dos professores da rede p\u00fablica de S\u00e3o Paulo, luta que se estendeu por 92 dias e que polemizar\u00e1 com outras organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4107 alignright\" alt=\"3\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Entendemos que as poss\u00edveis pol\u00eamicas s\u00e3o construtivas para fazer avan\u00e7ar politicamente o movimento dos professores nesse momento t\u00e3o dif\u00edcil para os trabalhadores e seus filhos, que a cada dia enfrentam desemprego, retirada de direitos hist\u00f3ricos, piora de suas condi\u00e7\u00f5es de vida e precariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, dos quais dependem tanto.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o nos colocamos como o suprassumo ou os melhores e mais combativos militantes revolucion\u00e1rios. Da mesma forma, n\u00e3o afirmamos que trata-se de uma quest\u00e3o de \u00e9tica ou mal-caratismo por parte dos demais setores de oposi\u00e7\u00e3o. Enveredar por esse caminho, n\u00e3o permite avan\u00e7ar na organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos trabalhadores e no enfrentamento ao capital e seus agentes e governos.<\/p>\n<p>O nosso ponto de vista se d\u00e1 em base \u00e0 nossa compreens\u00e3o da realidade e na forma como vemos o momento atual da luta de classes e o papel cumprido pelos governos diante da crise capitalista, que encontra-se de modo mais latente no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Governos duros e comprometidos com os interesses capitalistas<\/h2>\n<p>Os governos, de um modo geral, intensificaram seus comprometimentos com os interesses capitalistas. Por tratar-se de um Estado burgu\u00eas, isso ocorre desde a sua funda\u00e7\u00e3o. No entanto, a partir do agravamento da crise estrutural do capitalismo, isso se aprofundou.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, nos anos 1990, com a implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas neoliberais, verificamos tal papel dos governos, com um avan\u00e7o significativo a partir de 2008.<\/p>\n<p>Da\u00ed o uso corrente e recorrente do dinheiro p\u00fablico no atendimento dos interesses do empresariado, retirada de direitos hist\u00f3ricos, ataques \u00e0s aposentadorias e sucateamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s do endurecimento dos governos, est\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de garantir o funcionamento da ordem do capital e sua lucratividade, e, no atendimento da agiotagem financeira, temos o problema da D\u00edvida P\u00fablica, que consome boa parte dos or\u00e7amentos dos governos.<\/p>\n<p>A greve dos professores da rede p\u00fablica estadual de S\u00e3o Paulo \u2013 e de outros estados e munic\u00edpios brasileiros \u2013 se deu no marco desse contexto t\u00e3o nocivo aos interesses dos trabalhadores e seus filhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O endividamento p\u00fablico dos governo federal, estaduais e municipais<\/h2>\n<p>De acordo com a Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, os estados e diversos munic\u00edpios brasileiros est\u00e3o fortemente endividados. Desde o final da d\u00e9cada de 1990, com o refinanciamento das ent\u00e3o existentes d\u00edvidas dos estados e dos Munic\u00edpios. \u00c9 nesse per\u00edodo que surge a Lei de Responsabilidade Fiscal.<\/p>\n<p>Com isso, os estados e munic\u00edpios tiveram que assumir o compromisso de promover r\u00edgido ajuste fiscal mediante o enxugamento de gastos e investimentos, al\u00e9m da privatiza\u00e7\u00e3o de empresas p\u00fablicas, inclusive os bancos estaduais.<\/p>\n<p>Alguns estados e munic\u00edpios passaram a buscar recursos no exterior, junto a bancos privados internacionais e Banco Mundial, para pagar a Uni\u00e3o. Recursos esses que s\u00e3o em d\u00f3lares e que, portanto, se sujeitam \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es do c\u00e2mbio, aumentando ainda mais a d\u00edvida. S\u00e3o d\u00edvidas atualizadas a cada m\u00eas e que, por conta disso, s\u00e3o acrescidas ainda mais pelos elevados juros e \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;) o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo refinanciou uma d\u00edvida de R$ 11 bilh\u00f5es no ano 2000. Em 2013 essa d\u00edvida alcan\u00e7ou o patamar de R$ 58 bilh\u00f5es, apesar de o munic\u00edpio ter pago R$ 28 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o no per\u00edodo.\u201d (Esses dados e os seguintes relativos a d\u00edvida p\u00fablica s\u00e3o da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida)<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao estado de S\u00e3o Paulo, em 1996, a d\u00edvida p\u00fablica era de R$ 16 bilh\u00f5es, passando para R$ 50 bilh\u00f5es em 1997, ap\u00f3s o refinanciamento, e encontra-se em aproximadamente R$ 192 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre 2011 e 2015, Alckmin destinou R$ 124,632 bilh\u00f5es para a rolagem da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso, o funcionalismo p\u00fablico estadual perde poder de compra a cada ano, a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual funcionam de modo precarizado, temos a falta de \u00e1gua e um sem n\u00famero de problemas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o governo federal, somente em 2015, destinar\u00e1 cerca de 47% do PIB. Por isso os R$ 69, 9 bilh\u00f5es de cortes de Dilma, sendo R$ 9,5 bilh\u00f5es do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As demiss\u00f5es e cortes na educa\u00e7\u00e3o, nos sal\u00e1rios e nas pens\u00f5es continuar\u00e3o, pois trata-se de uma orienta\u00e7\u00e3o do FMI em seu relat\u00f3rio de 18\/05\/2015, seguido \u00e0 risca pelo governo Dilma. N\u00e3o foi por acaso que o FMI se reuniu com os principais ministros do governo federal. Dilma e seus ministros est\u00e3o se alinhando ao receitu\u00e1rio deste organismo financeiro que em seu relat\u00f3rio defende que:<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;) o ajuste or\u00e7ament\u00e1rio deve continuar, com \u00eanfase na racionaliza\u00e7\u00e3o da despesa atrav\u00e9s de uma reforma abrangente dos sal\u00e1rios do setor p\u00fablico e das pens\u00f5es\u201d.<\/p>\n<h2>Professores da rede estadual de S\u00e3o Paulo: uma categoria com in\u00fameras contradi\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Os professores da rede p\u00fablica do estado de S\u00e3o Paulo, desde os anos 1990, v\u00eam sofrendo com o pioneirismo dos tucanos na aplica\u00e7\u00e3o do receitu\u00e1rio neoliberal, em que pesem as muitas lutas empreendidas pela categoria.<\/p>\n<p>A categoria encontra-se endividada e fragmentada. S\u00e3o mais de duas d\u00e9cadas de neoliberalismo em suas costas. Durante esses anos, ocorreu na rede o refor\u00e7o do individualismo e do particularismo a partir da pol\u00edtica de m\u00e9rito individual. A pol\u00edtica salarial em grande medida, passou a ser concebida a partir do princ\u00edpio do desempenho individual.<\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es de coletividade e solidariedade deram lugar ao m\u00e9rito individual.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, temos uma desigualdade entre os professores. Tem um setor da categoria que fez provas de m\u00e9rito que est\u00e1 ganhando de 10% a 25% a mais que os demais. Destes, pouqu\u00edssimos fizeram a greve.<\/p>\n<p>Perdeu-se com isso a isonomia salarial e a paridade entre quem est\u00e1 na ativa e professores aposentados. Com sucessivos anos de perdas salariais, veio a defasagem salarial e o endividamento.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 na rede um percentual cada vez maior de professores evang\u00e9licos e que defendem concep\u00e7\u00f5es de direita, que dentro do quadro pol\u00edtico atual de S\u00e3o Paulo, viram a greve como parte da polariza\u00e7\u00e3o nacional PT x PSDB. Estes ignoraram totalmente a greve, sendo que muitos defendem a pol\u00edtica educacional do governo e a redu\u00e7\u00e3o maioridade penal, e corroboram com a ofensiva cultural e ideol\u00f3gica da direita.<\/p>\n<h2>Renova\u00e7\u00e3o e desconfian\u00e7a dos novos professores<\/h2>\n<p>Muitos ativistas que participaram das lutas de junho\/julho de 2013 at\u00e9 a abertura da Copa do Mundo ingressaram na categoria seja a partir do \u00faltimo concurso, ou como professores contratados. Isso deu um g\u00e1s novo durante essa longa greve.<\/p>\n<p>Os novos professores foram a vanguarda combativa da greve. \u00c9 evidente que n\u00e3o foi apenas esse setor da categoria que fez a greve. Mas, nas principais iniciativas dos comandos de greve regionais e nos dias de Assembleias Estaduais, esse setor deu um din\u00e2mica importante para as rodovias e ocupa\u00e7\u00f5es, dando maior visibilidade pol\u00edtica para a nossa luta.<\/p>\n<p>Esse setor ainda \u00e9 minorit\u00e1rio e apresenta no seu interior ativistas que resistem a organizarem-se e at\u00e9 mesmo a sindicalizarem-se. No entanto, trata-se de um setor que deu e dar\u00e1 um novo \u00e2nimo de luta \u00e0 categoria dos professores da rede estadual.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia desse setor em parte resulta de 2013, quando vimos a presidente da APEOESP \u2013 Sindicato dos Professores de Rede Oficial do Ensino P\u00fablico de S\u00e3o Paulo \u2013 acabar com greve em uma Assembleia da categoria que queria a continuidade. \u00c9 por isso que, hora ou outra, aparece a aclama\u00e7\u00e3o de \u201cfora Bebel\u201d \u2013 presidenta do Sindicato. O \u201cfora Bebel\u201d, que foi abandonado pelos maiores setores de Oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa desconfian\u00e7a com as dire\u00e7\u00f5es dos sindicatos tamb\u00e9m interferiu na amplia\u00e7\u00e3o da greve.<\/p>\n<h2>Uma greve que fugiu do script da artsind e das maiores correntes de oposi\u00e7\u00e3o (PSOL e PSTU)<\/h2>\n<p>Demorou muito para as maiores correntes de oposi\u00e7\u00e3o ligadas ao PSOL e PSTU perceberem que a categoria passou por um processo de renova\u00e7\u00e3o. A articula\u00e7\u00e3o sindical ent\u00e3o, nem se fala. Isso se deu pelo fato de esses setores sempre tratarem as greves dentro de um mesmo script.<\/p>\n<p>Desde a greve de 2013, a categoria j\u00e1 sinalizava que estava passando por um processo de renova\u00e7\u00e3o. No entanto, esses setores ignoraram, porque tamb\u00e9m s\u00e3o questionados, inclusive os de Oposi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o t\u00eam uma atua\u00e7\u00e3o que seja uma alternativa real para o movimento. Isso s\u00f3 ocorreu no dia 13 de mar\u00e7o, na Assembleia Estadual que deflagrou a greve, quando a CSP-Conlutas colocou um carro de som alternativo do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Em nenhum momento posterior houve uma diferencia\u00e7\u00e3o consistente em que se colocasse como alternativa, de modo que os professores percebessem que existe uma alternativa \u00e0 dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do PT e PC do B.<\/p>\n<p>Ao nosso ver, os setores de Oposi\u00e7\u00e3o que est\u00e3o na diretoria estadual do sindicato est\u00e3o muito acomodados \u00e0 estrutura e aos padr\u00f5es do sindicato. Perderam a iniciativa. Visam sua constru\u00e7\u00e3o em detrimento da constru\u00e7\u00e3o do movimento. N\u00f3s tamb\u00e9m queremos nos construir, mas acima de tudo, o mais importante \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do movimento pol\u00edtico dos trabalhadores contra o capitalismo, independente de sermos maioria.<\/p>\n<p>A greve dos professores de S\u00e3o Paulo foi parte de um conjunto de lutas, mobiliza\u00e7\u00f5es e greves de professores que contagiou mais de 10 estados e munic\u00edpios. Influenciamos e fomos influenciados por essas lutas, em especial a greve dos professores do Paran\u00e1, que foi brutalmente reprimida pelo governo Beto Richa. Em que pese que tenham ocorrido in\u00fameras lutas, n\u00e3o houve iniciativa pr\u00e1tica para unificar essas greves. Tanto os cutistas governistas da CNTE, como as centrais antigovernistas que tem o PSOL e o PSTU a sua frente, nesse caso a INTERSINDICAL e CSP-Conlutas. Ficou-se apenas na admiss\u00e3o de serem pequenos e na exig\u00eancia \u00e0 CUT e CNTE.<\/p>\n<p>Os setores antigovernistas poder\u00e3o argumentar que o 29M foi uma iniciativa que procurou unificar as lutas dos professores. Poderia ter sido, se n\u00e3o fosse apenas da boca pra fora, palavras soltas ao vento, que por si s\u00f3 n\u00e3o se realizam. Ali\u00e1s, \u00e9 o que vem ocorrendo na constru\u00e7\u00e3o da Greve Geral, sem nenhuma iniciativa pr\u00e1tica, ficando mais uma vez no plano das exig\u00eancias aos governistas do PT e PC do B.<\/p>\n<p>Nem nas categorias em que dirigem, nos sindicatos filiados \u00e0 INTERSINDICAL e CSP-Conlutas, ocorreu pelo menos 30 minutos ou uma hora de paraliza\u00e7\u00e3o em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Pra n\u00f3s do Espa\u00e7o Socialista e do Renovar Pela Luta \u2013 grupo sindical que impulsionamos em sua constru\u00e7\u00e3o \u2013, os problemas da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o podem ficar restritos apenas aos professores da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, devendo ser uma luta de todos os trabalhadores e seus filhos.<\/p>\n<p>Nos momentos de maior tens\u00e3o ou de maior radicaliza\u00e7\u00e3o, os setores de Oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deixaram a desejar, deixando os ativistas expostos a uma poss\u00edvel repress\u00e3o. Isso recai tamb\u00e9m ao MRT\/LER-QI, que quer se colocar como alternativa, mas que em v\u00e1rios momentos recuou, se recusando muitas vezes a estar lado a lado em a\u00e7\u00f5es com os setores mais din\u00e2micos. Isso aconteceu no pal\u00e1cio dos Bandeirantes, quando dificultaram em ir para a sede da Globo, no bloqueio da pista expressa da marginal Pinheiros e nas descidas na contram\u00e3o da Consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso se deu justo num momento em que, para conseguir algum ganho em suas lutas, os trabalhadores precisam infringir as regras postas pela ordem burguesa, ou seja, fazer algo a mais do script tradicional. E olha que esse setor reivindica sempre a luta dos garis que passaram por cima de v\u00e1rias amea\u00e7as e dire\u00e7\u00e3o pelega de seu sindicato.<\/p>\n<p>Queremos tamb\u00e9m ressaltar que desde a primeira Assembleia dos professores propusemos que: n\u00e3o poder\u00edamos deixar a Greve nas m\u00e3os da Bebel e ArtSind; os professores deveriam assumir o comando, pois para que a greve fosse vitoriosa seria preciso que os ativistas assumissem a greve ao seu controle; a forma\u00e7\u00e3o de um Comando Estadual de Mobiliza\u00e7\u00e3o eleito na Assembleia, com representantes da base que deveriam acompanhar as negocia\u00e7\u00f5es, impedindo qualquer golpe da burocracia com o governo; ocorressem atos nas escolas e nas regi\u00f5es e, em pontos de grande circula\u00e7\u00e3o de modo a chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e das m\u00eddias locais; a dire\u00e7\u00e3o estadual colocasse mensagens na grande m\u00eddia; a dire\u00e7\u00e3o estadual destinasse verbas para o Fundo Estadual de Greve; as Subsedes destinassem recursos para os fundos regionais de greve e por uma Plen\u00e1ria Estadual dos setores de Oposi\u00e7\u00e3o e Ativistas de base \u2013 vejam nossos materiais em www.facebook.com\/RenovarPelaLuta.<\/p>\n<p>Por fim, queremos dizer que seguiremos em luta pela democratiza\u00e7\u00e3o do nosso Sindicato, a servi\u00e7o da luta, com a participa\u00e7\u00e3o da base, dos professores.<\/p>\n<p>Pelo fim dos privil\u00e9gios dos diretores do sindicato e na luta contra os governos, o capitalismo e pela constru\u00e7\u00e3o do Socialismo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queremos aqui fazer um balan\u00e7o da maior greve dos professores da rede p\u00fablica de S\u00e3o Paulo, luta que se estendeu<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4107,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4104"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4104"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4116,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4104\/revisions\/4116"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}