{"id":4139,"date":"2015-08-15T10:27:01","date_gmt":"2015-08-15T13:27:01","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4139"},"modified":"2015-08-15T10:27:01","modified_gmt":"2015-08-15T13:27:01","slug":"jornal-81-capitalismo-para-que-nos-quer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2015\/08\/jornal-81-capitalismo-para-que-nos-quer\/","title":{"rendered":"Jornal 81: Capitalismo? Para que nos quer?"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\nP { margin-bottom: 0.08in; }A:link {  }\n--><\/style>\n<p>\u201cPrec\u00e1rios nos querem, rebeldes nos ter\u00e3o!\u201d Essa foi uma constata\u00e7\u00e3o da juventude portuguesa expressa nos muros durante as manifesta\u00e7\u00f5es contra a austeridade. Mas, parece ser a decis\u00e3o de grande parte dos jovens, nos v\u00e1rios cantos do mundo, diante das duras consequ\u00eancias da crise estrutural do capital.<\/p>\n<p>Com a falta de perspectiva de vida, a falta de emprego (que sempre representou para o jovem um \u201clibertar-se\u201d) e a decad\u00eancia que atinge as v\u00e1rias esferas da vida realmente torna-se uma contradi\u00e7\u00e3o ser jovem e n\u00e3o ser rebelde a ponto de necessitar lutar para revolucionar essa sociedade.<\/p>\n<p>\u201cGera\u00e7\u00e3o lascada\u201d, \u201cGera\u00e7\u00e3o Perdida\u201d, \u201cGera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio e sem emprego\u201d, \u201cJuventudes perigosas\u201d s\u00e3o algumas das denomina\u00e7\u00f5es reservadas \u00e0 for\u00e7a de trabalho de 15 a 24 anos, em uma das fases mais importantes e intensas da vida, sob o capitalismo.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), de 2013, o desemprego entre a juventude chegaria a uma m\u00e9dia de 12,9% at\u00e9 2017. No entanto, em v\u00e1rias partes do mundo o desemprego j\u00e1 ultrapassou esse \u00edndice.<\/p>\n<p>Na Europa, mesmo com o programa \u201cGarantia para a Juventude\u201d, o desemprego varia de 7% (Alemanha) a 50,1% (Gr\u00e9cia). Os chamados NEET (sem Educa\u00e7\u00e3o, sem emprego e sem forma\u00e7\u00e3o) amargam longos anos sem emprego e os que conseguem alguma vaga est\u00e3o submetidos a contratos tempor\u00e1rios e sem direitos.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica do Sul, as taxas de desemprego entre os jovens chegam a 26,4%. \u00a0No Norte da \u00c1frica, como na Tun\u00edsia, onde iniciou a Primavera \u00c1rabe, \u00e9 de 30%.<\/p>\n<p>Nos EUA, a taxa divulgada em alguns sites (como o index mundi) \u00e9 de 17,3% e deixa claro que considera apenas quem est\u00e1 desempregado h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 diferente. Segundo a OIT a \u201cAm\u00e9rica Latina tem neste momento a gera\u00e7\u00e3o mais bem educada de sua hist\u00f3ria e a que mais sofre com as condi\u00e7\u00f5es irregulares do mercado\u201d (<a href=\"http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/416144\">http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/416144<\/a>). Ainda assim, apresenta uma taxa de desemprego de 13,3%. E, considerando essa regi\u00e3o, o Brasil apresenta um \u00edndice acima dessa m\u00e9dia, de 15,7%.<\/p>\n<p>Entendemos que o desemprego entre a juventude \u00e9 uma das consequ\u00eancias da crise e o emprego, nesse caso, est\u00e1 acompanhado do corte de direitos. E ao observarmos esses n\u00fameros podemos considerar que est\u00e3o acima dos \u00edndices divulgados de desemprego do restante da classe trabalhadora em cada um desses locais.<\/p>\n<p>Isso significa que para aumentar os lucros se busca produzir mais com menos jovens, for\u00e7a-se sal\u00e1rios mais baixos e favorece o corte de direitos para a classe trabalhadora de conjunto.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que nas v\u00e1rias partes do mundo a juventude da classe trabalhadora tem demonstrado a sua rebeldia e negado, das mais diversas formas, os n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<h2>\u00a0Contra as crises capitalistas: luta revolucion\u00e1ria!<\/h2>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o capitalista, especialmente em per\u00edodos de crise, aumenta a falta de perspectiva de vida e o t\u00e9dio assolam que o nosso cotidiano. Sentir as duras consequ\u00eancias do desemprego, a dificuldade em estudar, viver a mis\u00e9ria cultural, a falta de lazer, os altos n\u00fameros de assassinatos na periferia, o aumento do racismo, do machismo e da lgbtfobia contribuem para termos a certeza de que precisamos encontrar caminhos, porque definitivamente n\u00e3o \u00e9 essa a sociedade que queremos.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) diz buscar sa\u00eddas e lutar contra a radicaliza\u00e7\u00e3o da juventude no mundo, ou seja, controlar as nossas a\u00e7\u00f5es para nos mantermos dentro da ordem institucional burguesa. As organiza\u00e7\u00f5es extremistas recrutam jovens com sal\u00e1rios acima da m\u00e9dia para seus ex\u00e9rcitos, as ru\u00ednas ou a morte. \u00a0A ultradireita faz propaganda de valores crist\u00e3os, mas no cotidiano da juventude pratica o \u00f3dio. Na apar\u00eancia a m\u00eddia, parte integrante e reprodutora das ideias burguesas, exige que sejamos cidad\u00e3os. Mas, propaga todas as pol\u00edticas de cortes de direitos e criminaliza\u00e7\u00e3o da juventude.<\/p>\n<p>Essa realidade ou essas circunst\u00e2ncias exigem que a nossa pauta seja a da luta revolucion\u00e1ria, n\u00e3o temos outra sa\u00edda! A organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cotidiana da juventude em cada local de trabalho, estudo e moradia precisa se contrapor ao sistema de explora\u00e7\u00e3o e do lucro que suga as nossas energias e atrofiam as nossas potencialidades, mas tamb\u00e9m necessita pautar a constru\u00e7\u00e3o da sociedade socialista onde poderemos realmente viver.<\/p>\n<h2>N\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a para a classe trabalhadora, n\u00e3o pode haver paz para os governos!<\/h2>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es, greves e mobiliza\u00e7\u00f5es j\u00e1 fazem parte do cotidiano da juventude da classe trabalhadora. S\u00e3o as mais diversas reivindica\u00e7\u00f5es: Contra o corte de direitos, por emprego, por escola e universidade p\u00fablicas de qualidade, por sa\u00fade, por transporte p\u00fablico que atenda as necessidades, por moradia, contra as v\u00e1rias formas de viol\u00eancia e infinito. Contudo, ainda pouco avan\u00e7amos.<\/p>\n<p>Precisamos ultrapassar todos esses limites que nos s\u00e3o impostos! N\u00e3o podemos esperar ou confiar em governos e partidos que aplicam medidas, ainda mais duras em per\u00edodos de crise, contra a juventude e a classe trabalhadora de conjunto para manter o lucro do empresariado, como faz o governo Dilma e todos os demais! Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esperar ou confiar em organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que silenciam ou d\u00e3o apoio velado a esses governos!<\/p>\n<p>Fortalecermos cada greve e cada manifesta\u00e7\u00e3o; mobilizarmos nos nossos locais de trabalho contra o corte de direitos e por emprego, nas universidades e escolas contra os cortes de verbas, por Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de qualidade; lutarmos em cada periferia por condi\u00e7\u00f5es de vida digna, enfim, construir e unificar as lutas da juventude da classe trabalhadora por todos os lados esse \u00e9 o nosso caminho! Que os capitalistas paguem pela crise!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPrec\u00e1rios nos querem, rebeldes nos ter\u00e3o!\u201d Essa foi uma constata\u00e7\u00e3o da juventude portuguesa expressa nos muros durante as manifesta\u00e7\u00f5es contra<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4139"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4140,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4139\/revisions\/4140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}