{"id":42,"date":"2008-12-13T16:18:38","date_gmt":"2008-12-13T16:18:38","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/42"},"modified":"2018-05-04T21:49:40","modified_gmt":"2018-05-05T00:49:40","slug":"um-dia-sem-mexicanos-obreirismo-e-telenovela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2008\/12\/um-dia-sem-mexicanos-obreirismo-e-telenovela\/","title":{"rendered":"&#8220;Um dia sem mexicanos&#8221;: Obreirismo e telenovela"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1>\u201cUM DIA SEM MEXICANOS\u201d:<\/h1>\n<h1>OBREIRISMO E TELENOVELA<\/h1>\n<h1><\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">(Coment\u00e1rio sobre o filme \u201cUm dia sem mexicanos\u201d)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nome original: A day without a mexican<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Produ\u00e7\u00e3o: Estados Unidos, M\u00e9xico, Espanha<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ano: 2004<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiomas: Ingl\u00eas, Espanhol<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diretor: Sergiu Arau<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Roteiro: Sergiu Arau, Yareli Arizmendi<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elenco: Caroline Aaron, Tony Abatemarco, Melinda Allen, Frankie J. Allison, Fernando Arau, Yareli Arizmendi, Todd Babcock, Maria Beck<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 G\u00eanero: com\u00e9dia, drama, fantasia<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <span lang=\"EN-US\">Fonte: \u201cThe Internet Movie Database\u201d \u2013 <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/www.imdb.com\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\">\u00a0 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesta com\u00e9dia misturada com drama social, partimos de um acontecimento fant\u00e1stico para ter a oportunidade de explorar um curioso recorte da realidade social estadunidense e especificamente californiana. O que aconteceria se, da noite para o dia, todos os mexicanos que moram na Calif\u00f3rnia desaparecessem? Pois bem, o autor do filme, o mexicano Sergio Arau, nos d\u00e1 a resposta. Sua obra procura jogar para a plat\u00e9ia de ambas as nacionalidades, ou ambas as culturas, a reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da presen\u00e7a desse contingente populacional \u201calien\u00edgena\u201d para a constru\u00e7\u00e3o do estado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Uma esp\u00e9cie de n\u00e9voa cerca a Calif\u00f3rnia, cortando qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o. E ao mesmo tempo, os mexicanos desaparecem. A partir da desapari\u00e7\u00e3o, os estadunidenses \u201cpuros\u201d ter\u00e3o que aprender a viver sem a m\u00e3o de obra barata dos mexicanos. O n\u00edvel mais \u00f3bvio da an\u00e1lise aponta para o fato de que os mexicanos s\u00e3o os respons\u00e1veis por todos os servi\u00e7os subalternos e proletarizados: colheita agr\u00edcola, servi\u00e7os dom\u00e9sticos, postos de gasolina, motoristas de t\u00e1xi, etc.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Mas isso \u00e9 apenas uma das faces do problema. O desaparecimento s\u00fabito dos mexicanos d\u00e1 margem a uma discuss\u00e3o que do nosso ponto de vista latino-americano n\u00e3o faz muito sentido, mas para a audi\u00eancia dos dois pa\u00edses em quest\u00e3o, \u00e9 muito relevante. O que \u00e9 um \u201cmexicano\u201d e o que \u00e9 um estadunidense? Em certo momento, o filme \u00e9 obrigado a explicar, didaticamente, que abaixo do Rio Grande existem mais de quarenta pa\u00edses. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, para o estadunidense t\u00edpico, que em regra desconhece o que se passa no resto do mundo, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 desnecess\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Na cabe\u00e7a desse estadunidense t\u00edpico, todo imigrante ilegal \u00e9 \u201cmexicano\u201d, mesmo que seja guatemalteco, hondurenho, brasileiro, etc. \u201cMexicano\u201d, nesse contexto simb\u00f3lico, ganhou uma conota\u00e7\u00e3o quase pejorativa, como os termos \u201cchicano\u201d, ou \u201ccucaracho\u201d, equivalentes para o \u201cnigger\u201d que se usa depreciativamente para os negros.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Se esses imigrantes n\u00e3o s\u00e3o todos \u201cmexicanos\u201d, o que s\u00e3o ent\u00e3o? Latinos? Hisp\u00e2nicos? A denomina\u00e7\u00e3o do grupo desaparecido \u00e9 um dos aspectos importantes da quest\u00e3o levantados pelo filme. H\u00e1 outros. O mais importante deles talvez seja o da Hist\u00f3ria. A pr\u00f3pria Calif\u00f3rnia, al\u00e9m do Texas e de outros Estados, foram roubados do M\u00e9xico no s\u00e9culo XIX. \u00c9 no m\u00ednimo bizarro que os mexicanos (sem aspas) sejam tratados como imigrantes estrangeiros ilegais em cidades que se chamam Los Angeles, San Francisco, San Diego, etc., nomes que n\u00e3o tem nada de anglo-sax\u00e3o. Logo, do ponto de vista hist\u00f3rico, quem \u00e9 estrangeiro e quem \u00e9 \u201calien\u00edgena\u201d na terra de quem?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Na \u00e9poca da pilhagem imperialista sobre o territ\u00f3rio do M\u00e9xico, Marx considerou historicamente progressiva a anexa\u00e7\u00e3o da Calif\u00f3rnia pelos Estados Unidos, pois isso significaria um passo adiante na dinamiza\u00e7\u00e3o da economia mundial, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do capitalismo e sua supera\u00e7\u00e3o. O velho Marx, otimisticamente, colocou o carro na frente dos bois, j\u00e1 que n\u00e3o contava com a hip\u00f3tese absurda da sobreviv\u00eancia do capitalismo por mais de um s\u00e9culo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Mas ele estava certo ao final, pois a Hist\u00f3ria, tamb\u00e9m nesse caso, est\u00e1 na base das determina\u00e7\u00f5es subjacentes que articulam uma certa realidade social dada. No s\u00e9culo XXI, o fen\u00f4meno da imigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores mexicanos sazonais para a Calif\u00f3rnia reflete a globaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de um proletariado mundial. A Calif\u00f3rnia pertence aos mexicanos n\u00e3o apenas porque foi roubada deles no passado, mas porque \u00e9 constru\u00edda por eles no presente. Para ilustrar esse fato, temos ao longo da exibi\u00e7\u00e3o um instrutivo desfile de estat\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">&#8211; A Calif\u00f3rnia \u00e9 a 5<sup>a<\/sup>. maior economia do mundo, gabam-se os californianos. Ou seja, em termos econ\u00f4micos, o estado tomado isoladamente s\u00f3 \u00e9 menor que o conjunto dos demais 49 componentes dos Estados Unidos, e do que algumas das maiores economias estrangeiras como a Alemanha, o Jap\u00e3o e o Reino Unido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; A maior contribui\u00e7\u00e3o para a economia da Calif\u00f3rnia n\u00e3o vem da renda gerada pela ind\u00fastria de cinema de Hollywood, nem das empresas do ramo de alta tecnologia situadas no chamado Vale do Sil\u00edcio, mas da agricultura.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">&#8211; 90 % da colheita agr\u00edcola \u00e9 feita por imigrantes ilegais. Trabalhadores sazonais que cruzam a fronteira na esta\u00e7\u00e3o da colheita e voltam para casa t\u00e3o logo o ciclo de trabalho se encerre, sem o direito de estabelecer v\u00ednculos. Um dos personagens mais afetados pela desapari\u00e7\u00e3o \u00e9 um fazendeiro que emprega mexicanos para a colheita de laranja. Mas o fazendeiro em quest\u00e3o \u00e9 simp\u00e1tico aos seus trabalhadores, ao contr\u00e1rio do pr\u00f3prio filho, que lidera protestos na fronteira dizendo aos mexicanos que a terra n\u00e3o lhes pertence. O filme d\u00e1 margem assim a que se manifestem diversas opini\u00f5es a respeito da presen\u00e7a mexicana.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">&#8211; A direita acusa os mexicanos de usarem indevidamente os servi\u00e7os sociais (escolas, hospitais, etc.) do estado da Calif\u00f3rnia, onerando o governo com gastos que deveriam ser destinados apenas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u201cnativa\u201d. Um acad\u00eamico da UCLA faz a conta e desmonta esse discurso. Os mexicanos contribuem com U$ 100 bilh\u00f5es para a economia da Calif\u00f3rnia. Mas a direita local reclama dos U$ 3 bilh\u00f5es que essa popula\u00e7\u00e3o consome em servi\u00e7os sociais. Nada mais t\u00edpico do que a hipocrisia e a cegueira social dos economistas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Por meio desses dados, temos uma no\u00e7\u00e3o do quanto a economia californiana depende dos imigrantes ilegais mexicanos e latinos em geral, e tamb\u00e9m do grau de explora\u00e7\u00e3o a que essa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 sujeita. Entretanto, ao refor\u00e7ar a identidade da popula\u00e7\u00e3o mexicana e latina enquanto classe proletarizada, o filme superficialmente desvia essa identidade e a situa no plano de um vago multiculturalismo estadunidense, n\u00e3o na concretude da condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-mundial de classe. N\u00e3o falta sequer o tradicional discurso apolog\u00e9tico de que \u201csomos todos cidad\u00e3os desse grande pa\u00eds\u201d, etc.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo situando-se parcialmente no plano da den\u00fancia social, o filme n\u00e3o se prop\u00f5e a lan\u00e7ar a luta de classes entre mexicanos e estadunidenses. N\u00e3o h\u00e1 uma ruptura ideol\u00f3gica completa. Tudo ficaria bem se os mexicanos fossem recebidos de volta como bons amigos. Essa \u00e9 a mensagem final. A superficialidade da solu\u00e7\u00e3o apontada decorre claro da natureza do projeto de Sergio Arau, que n\u00e3o tem seu foco na den\u00fancia social a que subsidiariamente se presta. Mais do que um panfleto pol\u00edtico, trata-se de uma curiosa e inventiva com\u00e9dia de costumes e contrastes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">A inventividade fica por conta da est\u00e9tica de televis\u00e3o. E nessa est\u00e9tica de televis\u00e3o, reconhece-se nitidamente o roteiro caracter\u00edstico de uma tradicional novela mexicana. Conduzindo a trama, temos linhas narrativas paralelas com filhos trocados (oh! a hero\u00edna nem sequer \u00e9 mexicana!), adult\u00e9rio, amantes latinos, etc. Al\u00e9m do aspecto de conte\u00fado, a est\u00e9tica televisiva tamb\u00e9m \u00e9 evidente no plano da estrutura formal.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">O filme foi montado como uma colagem de reportagens, que acompanham os personagens principais. O que temos em tela \u00e9 o retrato de uma sociabilidade mediada pela TV. Mesmo na hip\u00f3tese fant\u00e1stica do isolamento completo do estado, a televis\u00e3o n\u00e3o deixa de funcionar. A rigor, a Calif\u00f3rnia fica n\u00e3o apenas sem mexicanos, mas tamb\u00e9m sem qualquer contato com o mundo exterior. Mas a vida continua e os californianos, com sua TV local, adaptam-se e reencontram uma certa normalidade. As redes locais de TV s\u00e3o um fen\u00f4meno de muito mais peso nos Estados Unidos do que no Brasil, por exemplo. Um estado brasileiro isolado pararia completamente sem as transmiss\u00f5es da rede Globo, mas n\u00e3o um estado estadunidense, que tem suas redes locais auto-suficientes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">O que interessa ao filme explorar n\u00e3o \u00e9 a auto-sufici\u00eancia do estado, claro, e sim o misterioso fen\u00f4meno da desapari\u00e7\u00e3o em massa dos mexicanos. Nesse aspecto, o que salta \u00e0 vista \u00e9 o n\u00edvel cultural absurdamente baixo da plat\u00e9ia. As mais bizarras teorias s\u00e3o seriamente consideradas para explicar o fen\u00f4meno da desapari\u00e7\u00e3o: conspira\u00e7\u00f5es, opera\u00e7\u00f5es secretas do governo, alien\u00edgenas, apocalipse, quinta dimens\u00e3o, fator L, etc. Claro que essas hip\u00f3teses somente s\u00e3o levantadas porque se trata de uma com\u00e9dia. Mas toda a com\u00e9dia s\u00f3 \u00e9 plaus\u00edvel porque a brincadeira tem um fundo de verdade. Tudo n\u00e3o passa de uma farsa. A persegui\u00e7\u00e3o que os guardas da fronteira fazem aos mexicanos que tentam cruzar o muro \u00e9 bastante satirizada. Uma das cenas mais hil\u00e1rias acontece ao final, quando a misteriosa n\u00e9voa se dissipa e a pol\u00edcia de guarda da fronteira se confraterniza com os assustadi\u00e7os mexicanos rec\u00e9m-reencontrados.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">A comicidade n\u00e3o estaria completa sem a musicalidade. A cl\u00e1ssica \u201cCalif\u00f3rnia dreaming\u201d ganha uma bizarra vers\u00e3o com acento latino, que para os ouvidos puristas deste escriba s\u00f3 n\u00e3o soa completamente tr\u00e1gica porque se presta bem ao contexto de com\u00e9dia. Assim como a trilha sonora rap sintomaticamente composta em \u201cspanglish\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\">H\u00e1 que se destacar finalmente a espantosa similaridade entre a cultura televisiva estadunidense e a brasileira. Muito do que acontece na TV estadunidense se repete <i>ipsis literis <\/i>no Brasil. O estilo popularesco dos programas de TV do filme \u00e9 metabolizado sem dificuldade pelo espectador brasileiro, que de imediato reconhece e assimila as f\u00f3rmulas de programa\u00e7\u00e3o com as quais est\u00e1 habituado. Em televis\u00e3o, nada se cria e tudo se copia. A \u201cLila-cam\u201d exemplifica a era da TV p\u00f3s-Big Brother. A TV brasileira \u00e9 uma vers\u00e3o \u201cparaguaia\u201d daquela de nosso Grande Irm\u00e3o do norte, sem ofensa aos \u201chermanos\u201d da na\u00e7\u00e3o guarani.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Por \u00faltimo, nesses momentos de televis\u00e3o \u201ctrash\u201d em que se transformou a pol\u00edtica nacional, n\u00e3o \u00e9 demais destacar, no filme, a falta de car\u00e1ter do senador que se torna oportunisticamente amigo dos mexicanos, sendo que antes os perseguia. O M\u00e9xico est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do que pensamos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Daniel M. Delfino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">07\/08\/2005<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<h1>&ldquo;UM DIA SEM MEXICANOS&rdquo;:<\/h1>\n<h1>OBREIRISMO E TELENOVELA<\/h1>\n<h1><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/h1>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\">(Coment&aacute;rio sobre o filme &ldquo;Um dia sem mexicanos&rdquo;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6140,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42\/revisions\/6140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}