{"id":4379,"date":"2016-01-10T23:54:03","date_gmt":"2016-01-11T01:54:03","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4379"},"modified":"2016-01-28T10:43:42","modified_gmt":"2016-01-28T12:43:42","slug":"nota-de-apoio-a-chapa-1-para-o-sindicato-dos-bancarios-de-bauru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/01\/nota-de-apoio-a-chapa-1-para-o-sindicato-dos-bancarios-de-bauru\/","title":{"rendered":"Extrapolar os limites da luta sindical &#8211; Nota de apoio \u00e0 chapa 1 para o Sindicato dos Banc\u00e1rios de Bauru"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?attachment_id=4386\" rel=\"attachment wp-att-4386\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4386\" alt=\"bandeira\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bandeira.jpg\" width=\"819\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bandeira.jpg 819w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bandeira-300x73.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/a>As elei\u00e7\u00f5es para o sindicato dos banc\u00e1rios de Bauru se colocam no marco do fim de mais de uma d\u00e9cada de derrotas dos trabalhadores e de seus s\u00edmbolos de luta contra a explora\u00e7\u00e3o. O resultado das diversas experi\u00eancias colocadas dentro do campo socialista durante o s\u00e9culo XX foi devastador. A hist\u00f3ria da luta dos trabalhadores nas \u00faltimas d\u00e9cadas deixou como resultado uma grande perda na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as frente aos patr\u00f5es, que nos imp\u00f4s derrotas significativas, como as reestrutura\u00e7\u00f5es produtivas, o consequente rebaixamento dos postos de trabalho, as privatiza\u00e7\u00f5es, a amplia\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o e as diversas retiradas de direitos. Tivemos tamb\u00e9m um retrocesso na consci\u00eancia dos trabalhadores. Hoje a nossa classe sequer se reconhece como \u00fanica respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de toda a riqueza do mundo. Somos. E por sermos, somos tamb\u00e9m o \u00fanico setor da sociedade que tem a legitimidade para escolher os rumos que a sociedade deve tomar para levar a humanidade a uma emancipa\u00e7\u00e3o de fato. Mas n\u00e3o controlamos hoje a sociedade, nos submetemos \u00e0 classe patronal. O n\u00e3o reconhecimento de toda essa realidade estreita os horizontes da sociedade de conjunto, e, dentro disso, do movimento dos trabalhadores. Assim, \u00e9 frequente a nega\u00e7\u00e3o das ferramentas de luta da classe trabalhadora, como os partidos socialistas, mesmo que independentes dos patr\u00f5es, as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e at\u00e9 os sindicatos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u201cO homem faz a sua Hist\u00f3ria a partir de condi\u00e7\u00f5es dadas\u201d<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto de n\u00e3o reconhecimento, n\u00e3o \u00e9 pouco importante com qual entendimento o movimento dos trabalhadores se organiza ou deixa de se organizar para tocar a luta por condi\u00e7\u00f5es de trabalho, uma luta imediata, que visa resolver problemas colocados para hoje, luta que chamamos tamb\u00e9m de econ\u00f4mica. Toda luta econ\u00f4mica em si mesma tem um limite muito estreito. Pouco adianta lutarmos por reposi\u00e7\u00e3o salarial ou para que nossa realidade nos bancos e departamentos seja um pouco menos insuport\u00e1vel se n\u00e3o lutarmos contra a l\u00f3gica fundadora desses problemas. As lutas imediatas t\u00eam a sua import\u00e2ncia, afinal os problemas de hoje est\u00e3o colocados para hoje. Mas se n\u00e3o formos capazes de colocar essas lutas a servi\u00e7o de uma estrat\u00e9gia maior, que ataque o problema pela ra\u00edz, passaremos nossas vidas a enxugar gelo. Basta notarmos que a cada vit\u00f3ria dos trabalhadores no campo econ\u00f4mico, mais cedo ou mais tarde, \u00e9 retomada pela patronal e seus governos, que se rearticulam para reaver o controle do campo em que conseguimos com muita luta avan\u00e7ar. Cada vez que conseguimos um reajuste salarial um pouco melhor, que conseguimos barrar um processo de fechamento de escolas, um aumento da tarifa do transporte p\u00fablico, barra o avan\u00e7o de um projeto de lei, no ano seguinte novos ataques s\u00e3o colocados e l\u00e1 estamos n\u00f3s novamente, reconstruindo do zero a nossa luta. A luta sindical, por ser luta econ\u00f4mica, \u00e9, portanto, essencialmente defensiva, \u00e9 reativa. N\u00e3o agimos, mas reagimos aos ataques dos patr\u00f5es e governos \u00e0s nossas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 massacrantes de trabalho. Se avan\u00e7amos, \u00e9 dentro do horizonte estreito do jogo que est\u00e1 colocado para n\u00f3s: vender nossa for\u00e7a de trabalho da forma menos desvantajosa poss\u00edvel para os nossos patr\u00f5es, que buscam compra-la da forma mais vantajosa que conseguirem. Por isso se chama luta de classes. O sindicalismo se insere nessa realidade j\u00e1 dada e dentro de seus limites j\u00e1 colocados.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A necessidade de extrapolar os limites da luta sindical<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sindicalismo, portanto, se olhado em sua ess\u00eancia, n\u00e3o combate, mas de certa forma legitima essa ordem social existente, em que o imperativo \u00e9 a venda da for\u00e7a de trabalho. O sindicalismo trabalha a partir da exist\u00eancia de exploradores e explorados e n\u00e3o de sua nega\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 seu principal limite.<br \/>\nN\u00e3o se trata aqui de negar a import\u00e2ncia da luta sindical, mas de entender a sua ess\u00eancia e o papel que lhe cabe na hist\u00f3ria. No sindicalismo cabe, por exemplo, o papel de defesa da patronal, muitas vezes n\u00e3o declaradamente, mas simplesmente atuando de forma a conter as lutas, dando vantagem aos patr\u00f5es, como vemos hoje pa\u00eds afora nas nossas greves fazer a CUT, ou em outras categorias a For\u00e7a Sindical, a CTB e diversas outras for\u00e7as auxiliares da patronal. O sindicalismo, em si mesmo, portanto, n\u00e3o \u00e9 necessariamente revolucion\u00e1rio. A incorpora\u00e7\u00e3o dos sindicatos \u00e0 estrutura do Estado, concretizada a partir de Get\u00falio Vargas, \u00e9 uma grande prova disso e agrava essa natureza j\u00e1 limitada do movimento sindical. Partir desses pressupostos \u00e9 importante para n\u00e3o nos perdemos na din\u00e2mica incessante da roda que tende a girar at\u00e9 o infinito, do nada a lugar nenhum, a luta sindical.<br \/>\n\u00c9 partindo da\u00ed que nos situamos dentro do campo do movimento que s\u00f3 v\u00ea solu\u00e7\u00e3o para os problemas dos trabalhadores extrapolando os limites dessa din\u00e2mica. Para n\u00f3s, o movimento sindical s\u00f3 serve aos trabalhadores quando se conforma como uma de v\u00e1rias das ferramentas de luta contra a ordem capitalista. Queremos o fim dessa l\u00f3gica, queremos o fim da explora\u00e7\u00e3o, o fim do trabalho assalariado, o fim dos patr\u00f5es e com o fim das diferen\u00e7as de classe social acabar\u00e1 tamb\u00e9m a necessidade da exist\u00eancia dos pr\u00f3prios sindicatos. A luta sindical n\u00e3o responde \u00e0s necessidades dos trabalhadores de conjunto, junto com tudo o que comp\u00f5e essa sociedade do lucro precisa tamb\u00e9m um dia ser superada. Queremos nos organizar para que os trabalhadores tomem o rumo da sociedade nas m\u00e3os, para construir uma sociedade muito superior a essa, em que prevale\u00e7am as necessidades humanas e n\u00e3o o lucro, uma sociedade socialista. Nessa luta, o movimento sindical pode vir a ser uma ferramenta, mas pode tamb\u00e9m ser um obst\u00e1culo.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Uma ferramenta de luta dos trabalhadores rumo a sua emancipa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entender o movimento sindical como uma atua\u00e7\u00e3o dentro desses estreitos limites da luta pelas demandas imediatas dos trabalhadores e entender o movimento sindical como algo muito al\u00e9m disso imprime a ele potenciais diversos. N\u00e3o reivindicamos, portanto, um movimento sindical que se perca na luta pelas pautas dessa ou daquela categoria, que fique preso a o que determinam os calend\u00e1rios institucionais, \u00e0s suas campanhas salariais e ao calend\u00e1rio das elei\u00e7\u00f5es sindicais. N\u00e3o defendemos esse sindicalismo exatamente pelo fato de que essa rotina em si mesma n\u00e3o oferece perspectiva nenhuma de rompimento com a l\u00f3gica de explora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA exist\u00eancia dessa vis\u00e3o mais totalizante que coloque a luta dentro da perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 para n\u00f3s, portanto, um dos pressupostos para que a atua\u00e7\u00e3o em qualquer movimento n\u00e3o se perca nas armadilhas da patronal.<br \/>\nNesse sentido, n\u00e3o s\u00f3 defendemos e achamos legitimo, mas sobretudo julgamos fundamental que existam ativistas, militantes, organiza\u00e7\u00f5es e inclusive partidos que reivindiquem o socialismo e a independ\u00eancia de classe atuando como dire\u00e7\u00e3o do movimento dos trabalhadores. Qualquer setor do movimento que queira defender os interesses dos trabalhadores \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias precisa alcan\u00e7ar essa vis\u00e3o totalizante da realidade. A melhor e mais honesta das inten\u00e7\u00f5es, sem uma vis\u00e3o mais totalizante da luta sindical, tende a ser aos poucos absorvida pela l\u00f3gica do sindicalismo. O destino \u00e9 ser neutralizado ou incorporado \u00e0 sua estrutura por meio do afastamento do trabalho e de seus esperados v\u00edcios burocr\u00e1ticos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da apar\u00eancia, uma ess\u00eancia revolucion\u00e1ria<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sindicatos hoje s\u00e3o t\u00e3o atrelados \u00e0 estrutura da sociedade de classes que mesmo que suas dire\u00e7\u00f5es tenham os p\u00e9s fincados na luta pelo socialismo n\u00e3o existe garantia alguma de que sua atua\u00e7\u00e3o estar\u00e1 isenta de cair nas armadilhas dessa rotina.<br \/>\nTer um programa que defenda o socialismo e as bandeiras de luta hist\u00f3ricas do socialismo n\u00e3o garante uma atua\u00e7\u00e3o de fato revolucion\u00e1ria. De nada adianta ter essas bandeiras e sustentar uma vis\u00e3o do socialismo que na pr\u00e1tica leva a uma atua\u00e7\u00e3o oportunista, que prioriza a constru\u00e7\u00e3o do partido ou organiza\u00e7\u00e3o mesmo que para isso seja preciso sacrificar o movimento dos trabalhadores. De nada adianta ter um belo programa sem praticar o respeito pelas inst\u00e2ncias de base do movimento, colocando as reuni\u00f5es do movimento \u00e0 servi\u00e7o da aprova\u00e7\u00e3o da linha dos partidos e organiza\u00e7\u00f5es e de seus calend\u00e1rios. De nada adianta ter um programa socialista sem um trabalho de base real junto aos banc\u00e1rios, desviando o tempo de libera\u00e7\u00e3o de seus dirigentes e a estrutura sindical para constru\u00e7\u00e3o do partido ou organiza\u00e7\u00e3o. Da mesma forma que uma atua\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tenha a revolu\u00e7\u00e3o socialista como objetivo maior tem como destino se adaptar \u00e0 l\u00f3gica sindical, reivindicar um programa socialista n\u00e3o garante uma atua\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. S\u00e3o duas faces da mesma moeda.<br \/>\nS\u00e3o muitos os motivos que levam partidos socialistas a aparalherarem o movimento, e t\u00eam ra\u00edzes profundas que v\u00e3o muito al\u00e9m de um debate moral. O Espa\u00e7o Socialista \u00e9 reconhecido n\u00e3o s\u00f3 pelo ac\u00famulo neste debate contra a aparelhamento e a burocratiza\u00e7\u00e3o do movimento dos trabalhadores, mas tamb\u00e9m pela sua pr\u00e1tica de n\u00e3o apararelharem os sindicatos em que participa da dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o usufru\u00edmos de privil\u00e9gios e de nenhuma diferencia\u00e7\u00e3o com a categoria, como afastamentos, somente ajudas de custo. Entendemos, por\u00e9m, que a burocratiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um problema moral, mas material e que o aparelhamento \u00e9 a consequ\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o de uma concep\u00e7\u00e3o de movimento da qual n\u00e3o partilhamos. Sendo assim, n\u00e3o nos interessa limitar o debate a qual o setor mais ou menos burocratizado do movimento, para escolhermos o menos pior. Mas debater qual o setor do movimento que tem o maior potencial de contribuir enquanto dire\u00e7\u00e3o para impulsionar o movimento sindical a superar seus limites e ser realmente ferramenta de luta para a emancipa\u00e7\u00e3o da classe rumo a uma sociedade socialista.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A FNOB e seu potencial de luta<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os limites est\u00e3o colocados para o movimento dos trabalhadores de conjunto, e n\u00e3o nos colocamos fora dele. Dentro da FNOB n\u00e3o \u00e9 de hoje que colocamos o debate da necessidade de extrapolar os manuais. J\u00e1 debatemos em seus encontros nacionais por diversas vezes a necessidade de se avan\u00e7ar para al\u00e9m do corporativismo, lutando pela classe trabalhadora de conjunto. Iniciamos o debate sobre o burocratismo e tivemos longos debates sobre o eleitoralismo, que afeta todos os setores do movimento.<br \/>\nN\u00e3o disputar os f\u00f3runs da CONTRAF-CUT \u00e9 para n\u00f3s uma t\u00e1tica que responde a toda uma trajet\u00f3ria do movimento nacional banc\u00e1rio no \u00faltimo per\u00edodo. Estar fora do MNOB (movimento nacional de oposi\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, hegemonizado pelo pstu) \u00e9 resultado igualmente da avalia\u00e7\u00e3o que se faz da trajet\u00f3ria desse movimento e da conduta aparelhista de sua dire\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem nada a ver com promover o sectarismo ou dividir a oposi\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, essas op\u00e7\u00f5es politicas n\u00e3o nos garantem uma atua\u00e7\u00e3o que extrapole os limites do sindicalismo.<br \/>\nN\u00f3s do Espa\u00e7o Socialista constru\u00edmos hoje a FNOB por acreditar que ela representa a melhor ferramenta nacional de constru\u00e7\u00e3o de uma atua\u00e7\u00e3o que negue parte importante daquilo que n\u00e3o contribui para um movimento de horizonte revolucion\u00e1rio na categoria banc\u00e1ria. A FNOB tem muitos limites e muito o que avan\u00e7ar, mas opera hoje em uma l\u00f3gica diferente por exemplo do MNOB. A FNOB n\u00e3o \u00e9 uma correia de transmiss\u00e3o da pol\u00edtica de nenhuma organiza\u00e7\u00e3o ou partido. Al\u00e9m disso, afirmamos com toda a tranquilidade que a FNOB tem espa\u00e7o e democracia suficientes hoje para que em seu interior atuem tanto ativistas independentes, quanto partidos e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, como n\u00f3s, que busquem a constru\u00e7\u00e3o do movimento, sem que nenhum setor tenha que se subordinar \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o desta ou daquela pol\u00edtica.<br \/>\nA FNOB n\u00e3o est\u00e1 isenta de reproduzir os limites do movimento de conjunto e de sofrer com as dificuldades que imp\u00f5e hoje a realidade do movimento sindical no pa\u00eds, precisa avan\u00e7ar em diversos debates j\u00e1 colocados em seus f\u00f3runs e tamb\u00e9m nessa nota, assim como todos que se colocam como lutadores precisam, inclusive n\u00f3s. Por\u00e9m, a FNOB representa hoje do nosso ponto de vista o que de melhor existe no movimento banc\u00e1rio nacional e a reivindicamos como alternativa nacional de organiza\u00e7\u00e3o no movimento para a categoria.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A Chapa 1 reflete o que de melhor tem o movimento banc\u00e1rio<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoiamos de forma cr\u00edtica a chapa 1 por enxergarmos em seus membros o mesmo potencial que enxergamos na FNOB. Os companheiros de Bauru que formaram a chapa 1 t\u00eam amplo trabalho na base da categoria, que se provou pela exemplar paralisa\u00e7\u00e3o quase total das ag\u00eancias do Banco do Brasil na cidade na \u00faltima greve, chamando aten\u00e7\u00e3o do movimento banc\u00e1rio nacionalmente. A atua\u00e7\u00e3o dos camaradas da chapa 1 \u00e9 reconhecidamente forte na regi\u00e3o em defesa dos interesses dos trabalhadores banc\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 no per\u00edodo das campanhas salarias. Um dos motivos que nos fez romper com o MNOB, dirigido pelo PSTU, mesma for\u00e7a que comp\u00f5e hoje a maioria da chapa 2 \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do movimento somente nos momentos que interessa ao partido. Os f\u00f3runs do movimento devem ter reuni\u00f5es permanentes, ser organismos vivos, e n\u00e3o serem chamados a reunir somente em momentos em que se quer eleger delegados para congressos ou ter maior base para a aplica\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica do partido. Em S\u00e3o Paulo, atuamos no Avante Banc\u00e1rios junto a outras for\u00e7as politicas, por esse e outros motivos, com a permanente batalha para que ela seja uma frente permanente, org\u00e2nica, e n\u00e3o uma marionete de nenhuma organiza\u00e7\u00e3o ou partido.<br \/>\nApesar das semelhan\u00e7as que nos unem em muitos momentos na luta de classes, as diferen\u00e7as que nos separam do PSTU em diversos outros momentos nas frentes de atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o concretas e n\u00e3o mero divisionismo. Apesar da chapa 2 ser formada em sua maioria por membros de um partido que reivindica o socialismo (PSTU), n\u00e3o enxergamos em sua atua\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica um exemplo da rela\u00e7\u00e3o que um partido deve ter com o movimento dos trabalhadores.<br \/>\nA chapa 1, apesar de composta por companheiros independentes, mesmo com seus limites, apresenta hoje maior potencial para dirigir o movimento banc\u00e1rio em Bauru do que a chapa 2, pelos limites que o PSTU apresenta n\u00e3o s\u00f3 em Bauru, mas em todo o pa\u00eds.<br \/>\nConstru\u00edmos hoje a CSP- Conlutas junto aos camaradas dos PSTU, mas em seu interior nos diferenciamos compondo um bloco de oposi\u00e7\u00e3o, constru\u00eddo tamb\u00e9m pelos camaradas da FNOB de Bauru, exatamente porque existem importantes diferen\u00e7as. Os companheiros da chapa 1 seguem ao nosso lado nessa trajet\u00f3ria a na batalha para que o movimento dos trabalhadores avance. A chapa dos membros da FNOB se mostra aberta \u00e0s discuss\u00f5es que insistimos em pautar nos f\u00f3runs do movimento, apresentando um potencial de avan\u00e7o para a supera\u00e7\u00e3o de seus limites. O sindicato dos banc\u00e1rios de Bauru precisa de uma dire\u00e7\u00e3o aberta a estes desafios que est\u00e3o colocados para a classe trabalhadora de conjunto e com trabalho e inser\u00e7\u00e3o real junto a base dos banc\u00e1rios, por isso, chamamos os banc\u00e1rios a apoiar a chapa 1 nessas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espa\u00e7o Socialista, \u00a011 de Janeiro de 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As elei\u00e7\u00f5es para o sindicato dos banc\u00e1rios de Bauru se colocam no marco do fim de mais de uma d\u00e9cada<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4382,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4379"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4381,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4379\/revisions\/4381"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}