{"id":4449,"date":"2016-02-21T19:30:42","date_gmt":"2016-02-21T22:30:42","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4449"},"modified":"2018-05-01T00:39:47","modified_gmt":"2018-05-01T03:39:47","slug":"a-austeridade-pesa-mais-para-a-mulher-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/02\/a-austeridade-pesa-mais-para-a-mulher-trabalhadora\/","title":{"rendered":"A austeridade pesa mais para a mulher trabalhadora"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/2016\/02\/a-austeridade-pesa-mais-para-a-mulher-trabalhadora\/grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1\/\" rel=\"attachment wp-att-4450\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-4450 alignleft\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1.jpg\" alt=\"grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1\" width=\"384\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1.jpg 610w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/grecia-nao-somos-idiotas-somos-m-1-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Precariza\u00e7\u00e3o e Desemprego para as mulheres na Europa da austeridade<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">(texto subs\u00eddio para o debate de conjuntura internacional da Confer\u00eancia do Espa\u00e7o Socialista, em Outubro de 2015)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"justify\"><strong>Thais Menezes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Estourada a crise de 2008, a contra tend\u00eancia que o capital encontrou para tentar seguir seu curso de valoriza\u00e7\u00e3o foi dessa vez a chamada pol\u00edtica de austeridade, uma pol\u00edtica de retirada de direitos e cortes nos investimentos p\u00fablicos que tem como consequ\u00eancia direta um profundo rebaixamento das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Mesmo com muita luta e em um cen\u00e1rio de greves gerais pela europa, as pol\u00edticas de austeridade foram implementadas em diversos pa\u00edses da Europa, com a desculpa de resgatar as economias nacionais. O que se viu foi o contr\u00e1rio, a Europa sangra aos poucos e as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores se rebaixam desesperadoramente. Apesar das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es da crise terem afetado primeiramente o emprego dos homens, com o desenrolar da crise, a situa\u00e7\u00e3o das mulheres, como setor j\u00e1 mais explorado da classe trabalhadora, se agravou ainda mais como consequ\u00eancia dessa pol\u00edtica. Dentre as medidas, os cortes nas despesas p\u00fablicas e os aumentos dos impostos se destacam nesse debate. O emprego \u00e9 afetado diretamente no setor p\u00fablico e impacta tamb\u00e9m todo o setor privado. A j\u00e1 massacrante desigualdade salarial entre homens e mulheres se agrava ainda mais desde o estourar da crise.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da OIT \u201cTend\u00eancias Mundiais de Emprego das Mulheres 2012\u201d afirma que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">\u201cNo per\u00edodo anterior ao da crise, entre 2002 e 2007, a diferen\u00e7a entre a taxa de desemprego mundial entre mulheres (5,8%) e homens (5,3%) era de 0,5 ponto percentual. J\u00e1 no decorrer da crise, de 2009 a 2012, o \u00edndice subiu para 0,7 ponto percentual. As mulheres registram 6,4% de desemprego e homens 5,7%.O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m indica que no mundo metade das mulheres trabalham com servi\u00e7os, um ter\u00e7o na agricultura e um sexto na ind\u00fastria. Nos pa\u00edses desenvolvidos, cerca de 85% delas est\u00e3o concentradas nas \u00e1reas de Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o. Para a OIT, isso indica que h\u00e1 mais limites para as mulheres em suas escolhas de emprego. Ao redor do mundo h\u00e1 cerca de 1,3 bilh\u00e3o de mulheres no mercado de trabalho. Isso equivale a menos de 40% do total de 3,3 bilh\u00f5es de trabalhadores.\u201d (Portal CTB.ORG )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Em Portugal, por exemplo, de 9% em 2008, sobe para 15,7% em 2014. Na Espanha, j\u00e1 em 2010, o sal\u00e1rio das mulheres j\u00e1 era 78% mais baixo que o dos homens. Sob o dom\u00ednio da Troika, estudos de 2014 comprovam que as mulheres portuguesas s\u00e3o a maioria nas situa\u00e7\u00f5es mais precarizadas como no setor afetado pelo desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o, pelos contratados tempor\u00e1rios, trabalhos de tempo parcial, trabalhos que pagam apenas o sal\u00e1rio m\u00ednimo e maioria tamb\u00e9m entre os trabalhadores que sofrem de doen\u00e7as profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Em 2012 os reflexos da crise internacional e das pol\u00edticas de austeridade j\u00e1 mostravam\u00a0 maior desemprego entre as mulheres\u00a0 do que entre os homens em dez pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia: Eslov\u00e1quia, Eslov\u00eania, Espanha, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Luxemburgo, Malta, Pol\u00f4nia e Rep\u00fablica Checa. Na Espanha e na Gr\u00e9cia, mais de um quarto da m\u00e3o de obra feminina estava sem emprego j\u00e1 em 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Por ocuparem historicamente pelo mundo os postos de trabalho mais precarizados, serem alvo do trabalho informal e tempor\u00e1rio, as mulheres s\u00e3o as mais vulner\u00e1veis e quando surgem as recess\u00f5es s\u00e3o as primeiras a cair no desemprego. Na Gr\u00e9cia, por exemplo, a partir de maio de 2011, a taxa de suic\u00eddio entre as mulheres aumentou quase 36% e se manteve at\u00e9 2012. Gr\u00e9cia \u00a0(Fonte: revista m\u00e9dica\u00a0<a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/5\/1\/e005619\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BMJ Open<\/a>, <a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/5\/1\/e005619\">http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/5\/1\/e005619<\/a>). Pesquisas apontam que a queda de 1% do PIB aumenta a mortalidade infantil, de cada mil meninas nascidas vivas, 7,4 morrem. Para os meninos esse n\u00famero cai para 1,5 mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Os cortes nos investimentos p\u00fablicos tamb\u00e9m t\u00eam maior impacto na mulher trabalhadora. Afetam o j\u00e1 \u00ednfimo suporte que o estado pode vir a garantir ou n\u00e3o no sistema capitalista com servi\u00e7os b\u00e1sicos. O corte dos programas sociais se traduz em ataques que incidem diretamente nas fam\u00edlias. A chamada \u201cjuventude sem futuro\u201d europeia sobrecarrega ainda mais as mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Em Portugal, de 2009 a 2012, meio milh\u00e3o de crian\u00e7as perderam o direito ao abono e fam\u00edlia e 60% dos jovens entre os 18 e os 34 anos vive em casa dos pais. O enxugamento do estado volta a transformar a fam\u00edlia no maior pilar de apoio dos trabalhadores, relegando \u00e0s mulheres um caminho de retorno \u00e0 depend\u00eancia familiar, um retrocesso sem tamanho nas lutas das mulheres para sair da esfera privada. O legado da austeridade \u00e9 devastador e seus impactos ainda ser\u00e3o sentidos por muitos anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><b>Refer\u00eancias<\/b><\/em><b><\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.europarl.europa.eu\/atyourservice\/pt\/20150201PVL00059\/Women-and-Gender-Inequalities-in-the-Context-of-the-Crisis\">http:\/\/www.europarl.europa.eu\/atyourservice\/pt\/20150201PVL00059\/Women-and-Gender-Inequalities-in-the-Context-of-the-Crisis<\/a><\/p>\n<p>http:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/os-cortes-de-rajoy-mulheres-suportam-parte-pior\/22244<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mas.org.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=803:tres-anos-apos-a-entrada-da-troika-qual-e-a-situacao-das-mulheres-em-portugal&amp;catid=141:mulher&amp;Itemid=604#a2\">http:\/\/www.mas.org.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=803:tres-anos-apos-a-entrada-da-troika-qual-e-a-situacao-das-mulheres-em-portugal&amp;catid=141:mulher&amp;Itemid=604#a2<\/a><\/p>\n<p>http:\/\/www.envolverde.com.br\/economia\/as-mulheres-sao-as-mais-afetadas-pelas-medidas-de-austeridade\/<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/economia\/austeridade-agrava-situacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho_n612772#sthash.wLczPiU3.dpuf\">http:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/economia\/austeridade-agrava-situacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho_n612772#sthash.wLczPiU3.dpuf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/portalctb.org.br\/site\/noticias\/internacional\/18582-mulheres-sofrem-mais-com-desemprego-mundial-aponta-oit\">http:\/\/portalctb.org.br\/site\/noticias\/internacional\/18582-mulheres-sofrem-mais-com-desemprego-mundial-aponta-oit<\/a><\/p>\n<p>http:\/\/www.dialogosdosul.org.br\/as-mulheres-sao-as-mais-afetadas-pelas-medidas-de-austeridade\/12062013\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Precariza\u00e7\u00e3o e Desemprego para as mulheres na Europa da austeridade (texto subs\u00eddio para o debate de conjuntura internacional da Confer\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4450,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4449"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4449"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6004,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4449\/revisions\/6004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}