{"id":4477,"date":"2016-03-13T02:29:33","date_gmt":"2016-03-13T05:29:33","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4477"},"modified":"2018-05-01T00:39:29","modified_gmt":"2018-05-01T03:39:29","slug":"jornal-87-o-desemprego-e-estrutural-e-a-mulher-da-classe-trabalhadora-brasileira-tem-sido-duramente-atacada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/03\/jornal-87-o-desemprego-e-estrutural-e-a-mulher-da-classe-trabalhadora-brasileira-tem-sido-duramente-atacada\/","title":{"rendered":"Jornal 87: O desemprego \u00e9 estrutural e a mulher da classe trabalhadora brasileira tem sido duramente atacada"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-4478\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2-264x300.jpg\" alt=\"2\" width=\"264\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2-264x300.jpg 264w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2.jpg 390w\" sizes=\"(max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/a>O aprofundamento da crise estrutural do capital afeta diretamente o mundo, as consequ\u00eancias s\u00e3o diversas. O desemprego tem sido uma das principais express\u00f5es da crise a n\u00edvel mundial. E n\u00e3o se trata, aqui, de \u00edndices de desempregadas\/os \u201caceit\u00e1veis\u201d ao capitalismo (ex\u00e9rcito de reserva). Hoje, o capital n\u00e3o consegue<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>mais controlar o crescimento deste ex\u00e9rcito de acordo com as suas necessidades, tornando o desemprego algo incontrol\u00e1vel, que tem colocado em xeque seu funcionamento vital.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Se antes a quantidade de mulheres sem emprego j\u00e1 era grande \u2013 e boa parte dela se dedicava a trabalhos dom\u00e9sticos \u2013 ou mesmo aos trabalhos informais e precarizados \u2013, agora, este n\u00famero s\u00f3 tende a aumentar, empurrando a mulher brasileira mais \u00e0 margem, tornando-se ainda mais oprimida.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">De acordo os dados do IBGE (2016), a popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 composta de 205 milh\u00f5es de habitantes, sendo 51% de mulheres.<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres ocupadas no mercado de trabalho representou, no \u00faltimo trimestre de 2015 e em Janeiro deste ano, cerca de<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>47,7%, em 2015 (1). Enquanto isso a taxa de homens ocupados \u00e9 de<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>64% (idem).<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>O que revela que a mulher ainda \u00e9 minoria no mercado de trabalho, mesmo que representem um n\u00famero maior que os homens com idade para trabalhar (IBGE, 2015) (2) .<span lang=\"pt-BR\">\u00a0<\/span>No universo das mulheres ocupadas, o total das mulheres no trabalho prec\u00e1rio e informal \u00e9 de 61%, no qual e a mulher negra \u00e9 maioria (3).<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">No que tange ao desemprego, entre as mulheres \u00e9 maior do que entre os homens. No primeiro trimestre de 2015, a taxa entre as mulheres foi de 9,6%, taxa maior do que no per\u00edodo anterior que foi de\u00a0<a class=\"western\" href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/empregos-e-carreiras\/noticias\/redacao\/2015\/05\/07\/desemprego-chega-a-79-maior-nivel-desde-o-1-trimestre-de-2013-diz-ibge.htm\"><span lang=\"pt-BR\">7,9%<\/span><\/a>.\u00a0Entre os homens, a taxa foi de 6,6%\u00a0(2).<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">As desigualdades refletidas no mundo do trabalho t\u00eam ra\u00edzes hist\u00f3ricas e sociais e contribuem para a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o da sociedade de classes. A mulher foi, e ainda \u00e9, um seguimento social historicamente subordinado e colocado numa posi\u00e7\u00e3o de duplamente oprimida: de servid\u00e3o ao marido e ao patr\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0O ex\u00e9rcito de mulheres desempregadas reflete a sua subordina\u00e7\u00e3o em duas vias: a primeiro, que \u00e9 hist\u00f3rica, \u00e9 a necessidade do capital de oprimir mulheres que n\u00e3o est\u00e3o no mercado de trabalho, colocando a mulher como serva do lar, voltadas ao trabalhado dom\u00e9stico, que consome horas de sua vida, n\u00e3o permitindo assim o desenvolvimento das suas potencialidades, para a ci\u00eancia, o conhecimento etc.. Esse trabalhado n\u00e3o mercantil\u00a0 cria as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis para a reprodu\u00e7\u00e3o da sua for\u00e7a de trabalhado e de seus maridos e filhos. (ANTUNES, 2010, p.27) (4)\u00a0.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0A segunda via \u00e9 que, para as mulheres desempregadas \u2013 independentemente de sua qualifica\u00e7\u00e3o \u2013, o espa\u00e7o no mundo do trabalho lhe \u00e9 ainda mais dificultado pela sua condi\u00e7\u00e3o social de mulher. Numa sociedade onde as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero tamb\u00e9m refletem essas desigualdades, essas mulheres ser\u00e3o as primeiras a serem demitidas, como reflexo da divis\u00e3o sexual do trabalho. Para homens e mulheres, numa sociedade dividida em classes, as \u201coportunidades\u201d n\u00e3o s\u00e3o iguais, o desemprego tem fechado as portas para essas mulheres, colocando em risco, dessa forma, a sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0\u00c9 preciso unidade da classe trabalhadora! Sem trabalhadoras\/es, a burguesia \u00e9 incapaz de exercer o seu papel de classe dominante, uma vez que a classe trabalhadora \u00e9 quem propicia as condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia das\/os capitalistas (MARX, apud M\u00c9SZ\u00c1ROS, 2007) (5).<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0Lutamos por igualdade entre mulheres e homens, com direito ao trabalho para todas e todos! Com redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, para que possamos ter uma vida mais plena, e n\u00e3o viver para trabalhar. Lutamos por uma revolu\u00e7\u00e3o social, que nos permita ser socialmente iguais.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0Nesse contexto hist\u00f3rico a luta por uma sociedade emancipada passa pela mulher. Sem as mulheres a luta vai pela metade! Pois, a opress\u00e3o a mulher contribui com os interesses do capital. Superar essas desigualdades faz parte da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade humanamente livre!<\/p>\n<h1 class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\u00a0Refer\u00eancias<\/h1>\n<ol>\n<li>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/migre.me\/t70dX. Acessado em 24 de fev 2016.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/migre.me\/t70er. Acessado em 24 de fev 2016.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/migre.me\/t70fp. Acessado em 19 de Jan 2016.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">ANTUNES Ricardo,\u00a0Produ\u00e7\u00e3o liofiliza\u00e7\u00e3o e a precariza\u00e7\u00e3o estrutural do trabalho. In: LOUREN\u00c7O Edv\u00e2nia (org) et all.\u00a0O avesso do trabalho II, trabalho, precariza\u00e7\u00e3o e sa\u00fade do trabalhador.\u00a0Parte I,\u00a0 Cap I Mudan\u00e7as no mundo do trabalho. 1.ed, S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2010, p. 21- 40.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">MARX, Karl, ENGELS, Friedrich,\u00a0Manifesto comunista. Apud M\u00c9SZ\u00c1ROS.\u00a0O desafio e o Fardo do tempo hist\u00f3rico.\u00a0Desemprego e \u201cprecariza\u00e7\u00e3o flex\u00edvel\u201d.\u00a0S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2007, p 142-160.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aprofundamento da crise estrutural do capital afeta diretamente o mundo, as consequ\u00eancias s\u00e3o diversas. 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