{"id":45,"date":"2008-12-13T16:23:05","date_gmt":"2008-12-13T16:23:05","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/45"},"modified":"2018-05-04T21:49:26","modified_gmt":"2018-05-05T00:49:26","slug":"terra-dos-mortos-e-o-pesadelo-dos-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2008\/12\/terra-dos-mortos-e-o-pesadelo-dos-vivos\/","title":{"rendered":"&#8220;Terra dos mortos&#8221; e o pesadelo dos vivos"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1>\u201cTERRA DOS MORTOS\u201d E O PESADELO DOS VIVOS<\/h1>\n<h1><\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">(Coment\u00e1rio sobre o filme \u201cTerra dos mortos\u201d)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Nome original: Land of the dead<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/span>Produ\u00e7\u00e3o: Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Estados Unidos<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ano: 2005<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiomas: Ingl\u00eas, Espanhol, Italiano, Polon\u00eas, Franc\u00eas<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diretor: George A. Romero<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <span lang=\"EN-US\">Roteiro: George A. Romero<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elenco: Simon Baker, John Leguizamo, Dennis Hopper, Asia Argento, Robert Joy, Eugene Clark, Joanne Boland, Tony Napoo, Jennifer Baxter, Boyd Banks<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">G\u00eanero: a\u00e7\u00e3o, horror, thriller<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Fonte: \u201cThe Internet Movie Database\u201d \u2013 <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/www.imdb.com\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\">\u00a0 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O diretor de \u201cTerra dos mortos\u201d \u00e9 o veterano George Romero, dono de uma longeva obra voltada para a tem\u00e1tica dos mortos-vivos. \u00c9 de Romero o pequeno cl\u00e1ssico \u201cDespertar dos mortos\u201d, para o qual foi feita recentemente uma excelente vers\u00e3o, com o t\u00edtulo de \u201cMadrugada dos mortos\u201d. Nesta nova investida do lend\u00e1rio diretor pelo mundo dos zumbis o que mais salta \u00e0 vista \u00e9 a \u00f3bvia analogia com o momento pol\u00edtico e social atual. Estamos em um mundo j\u00e1 p\u00f3s-apocal\u00edptico, assolado por alguma esp\u00e9cie de praga (para variar, uma cat\u00e1strofe inexplic\u00e1vel, mas isso n\u00e3o tem a menor import\u00e2ncia), que transformou a maioria da popula\u00e7\u00e3o em zumbis, obrigando os sobreviventes a se refugiarem por tr\u00e1s de cercas de arame farpado e guaritas armadas sempre vigilantes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Em \u201cTerra dos mortos\u201d, h\u00e1 uma cidade que representa os Estados Unidos. Esta cidade est\u00e1 ilhada do mundo exterior, completamente infestado de zumbis. Cercas el\u00e9tricas e a barreira natural de um rio mant\u00eam os mortos-vivos afastados, al\u00e9m das armas de uma mil\u00edcia de seguran\u00e7a. Como acontece com os mexicanos e outros imigrantes ilegais que tentam cruzar a fronteira estadunidense, os zumbis s\u00e3o recebidos \u00e0 bala.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No centro da cidade h\u00e1 um condom\u00ednio de luxo chamado \u201cFidlers Green\u201d. Nesse pr\u00e9dio os ricos da cidade levam uma vida de luxo e ilus\u00e3o, entre jantares e compras, totalmente isolados do pesadelo que se passa ao redor. Da mesma forma que, no mundo atual, os Estados Unidos exaurem os recursos naturais do planeta sem a menor considera\u00e7\u00e3o pelas necessidades do restante da popula\u00e7\u00e3o mundial e pela catastr\u00f3fica degenera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ambientais globais. Na periferia dessa cidade, os humanos pobres arrastam uma exist\u00eancia abjeta, sobrevivendo \u00e0 custa de restos de comida, adquirindo o que necessitam no mercado negro, cercados de v\u00edcios como drogas, jogatina e prostitui\u00e7\u00e3o. Esses pobres da periferia da cidade s\u00e3o a classe trabalhadora dos pa\u00edses ricos, socialmente passiva e culturalmente brutalizada. H\u00e1 um velho que prega a subleva\u00e7\u00e3o dos pobres, mas seu discurso n\u00e3o encontra muita ades\u00e3o, constando do filme apenas como uma vaga lembran\u00e7a nost\u00e1lgica do discurso social contestat\u00f3rio que antigamente contagiava amplos setores das massas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Os zumbis, no mundo exterior, representam as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses pobres, do chamado Terceiro Mundo, a periferia do capitalismo mundial. N\u00e3o trabalham, n\u00e3o produzem, n\u00e3o criam, n\u00e3o pensam, apenas devoram os humanos incautos que se aventuram por seu territ\u00f3rio. De forma pat\u00e9tica, alguns repetem mecanicamente os gestos que executavam em suas ocupa\u00e7\u00f5es quando vivos, como a \u201cbanda\u201d que ainda sopra grotescamente os instrumentos em um coreto. Ainda hoje, nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, finge-se que existe um Estado, finge-se que temos elei\u00e7\u00f5es, que temos soberania, temos cultura, identidade, mas tudo n\u00e3o passa de uma farsa grotesca.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Os humanos fazem visitas ao territ\u00f3rio habitado pelos mortos-vivos, entrando e saindo quando querem. Zumbis n\u00e3o s\u00e3o humanos, portanto podem ser mortos sem culpa. Ningu\u00e9m chora pelos iraquianos mortos diariamente \u00e0s dezenas por atentados suicidas, pelos palestinos chacinados \u00e0s d\u00fazias pelas incurs\u00f5es assassinas do ex\u00e9rcito israelense em suas favelas nos \u201cterrit\u00f3rios ocupados\u201d. Por falar em favelas, ningu\u00e9m chora quando a PM chacina jovens negros na periferia das nossas cidades, ou o tr\u00e1fico de drogas o faz. Ningu\u00e9m p\u00e1ra o mundo para lamentar pelos eg\u00edpcios mortos num atentado terrorista, porque o mundo j\u00e1 havia sido parado para prantear as v\u00edtimas de Londres, poucos dias antes. Existem v\u00edtimas e v\u00edtimas. Algumas t\u00eam a qualidade de chamar a aten\u00e7\u00e3o, devido ao pa\u00eds onde nasceram, \u00e0 l\u00edngua que falam, \u00e0 religi\u00e3o que professam, \u00e0 \u201cra\u00e7a\u201d a que pertencem, ao Estado a que servem, \u00e0 economia que movimentam. Estes mobilizam a m\u00eddia em grandes espet\u00e1culos de luto coletivo. Outros s\u00e3o apenas estat\u00edstica, n\u00fameros com os quais ningu\u00e9m se importa (a n\u00e3o ser \u00e9 claro as fam\u00edlias das v\u00edtimas).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Segue a vida. A sina dos mortos-vivos \u00e9 serem massacrados, chacinados, explodidos, explorados, vilipendiados das maneiras mais s\u00f3rdidas. Alguns zumbis s\u00e3o contrabandeados para o submundo da cidade estadunidense, onde, exibidos como aberra\u00e7\u00f5es, servem de divers\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o humana. Mais ou menos como as prostitutas-escravas traficadas para os pa\u00edses ricos, ou os m\u00fasicos de rua, artistas de circo, tratados como atra\u00e7\u00f5es de uma subcultura ex\u00f3tica, os biscateiros, mendigos, etc. (os eletricistas com apar\u00eancia n\u00e3o caucasiana&#8230;).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Como no mundo real, o sistema se mant\u00e9m com base na explora\u00e7\u00e3o da zona exterior pelos agentes armados vindos da cidade humana. O milion\u00e1rio Kaufman, dono do Fidlers Green, conta com uma tropa de mercen\u00e1rios encarregados de excursionar pelo mundo exterior para saquear os recursos naturais e tudo o que a popula\u00e7\u00e3o da cidade necessita para sobreviver. Pois est\u00e1 claro que os b\u00e1rbaros zumbis s\u00e3o incapazes de aproveitar esses recursos. Assim sendo, os marines precisam buscar petr\u00f3leo no Iraque para manter o estilo de vida estadunidense.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Acontece que um dos mercen\u00e1rios encarregados de fazer esse tipo de servi\u00e7o sujo volta-se contra seu patr\u00e3o. N\u00e3o por ideologia, mas por dinheiro, por desejar viver ele pr\u00f3prio como membro da elite no Fidlers Green. Essa figura representa os ditadores que os Estados Unidos semearam pelo terceiro mundo afora para conter as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses perif\u00e9ricos enquanto suas riquezas eram saqueadas. Ditadores como Somoza, Suharto, Mobutu, Castelo Branco, Pinochet, o X\u00e1, Noriega, o pr\u00f3prio Saddam Hussein, etc.. O mercen\u00e1rio do filme amea\u00e7a usar as armas (de destrui\u00e7\u00e3o em massa) desenvolvidas para a mil\u00edcia em que trabalhava tendo como alvo o pr\u00f3prio Fidlers Green, chantageando Kaufman por dinheiro. Como Osama bin Laden, cria\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, que chegou \u00e0s vias de fato explodindo o WTC.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Para salvar a p\u00e1tria, Kaufman recorre ao her\u00f3i do filme, o mercen\u00e1rio chamado Denbo (uma corruptela sat\u00edrica de Rambo), encarregando-o de ca\u00e7ar o renegado. Mas nesses novos tempos, nem o mais ing\u00eanuo her\u00f3i estadunidense acredita piamente no sistema. Denbo \u00e9 um her\u00f3i desiludido, que n\u00e3o acredita mais na possibilidade de ascender socialmente e ser aceito no Fidlers Green. Seu carro (fundo de pens\u00e3o) foi roubado, sua \u00fanica lealdade acaba sendo para com o amigo deformado e a prostituta que estava prestes a ser devorada por zumbis, para divertimento do submundo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Um submundo no qual, ali\u00e1s, Kaufman pontifica como emin\u00eancia parda, providenciando as drogas e v\u00edcios que mant\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o alienada e incapaz de sublevar-se. No mundo real, a lavagem de dinheiro precisa ser deixada em paz, mesmo que isso ofere\u00e7a os canais para financiar redes terroristas, pois do contr\u00e1rio, como os Kaufmans do lado de c\u00e1 iriam reciclar o dinheiro sujo de seus esquemas corruptos (e como Kia iria financiar o Corinthians com dinheiro da m\u00e1fia russa)?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Denbo est\u00e1 desiludido com esse sistema e deseja, t\u00e3o logo feito o servi\u00e7o, emigrar para o Canad\u00e1, como muitos estadunidenses conscientes manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de fazer quando da reelei\u00e7\u00e3o de Bush. \u00c9 claro que em algum momento tudo d\u00e1 errado. Todas as lealdades e projetos se esfumam na mais brutal guerra de todos contra todos. Kaufman n\u00e3o hesita em roubar a grana do Fidlers Green, matar seus s\u00f3cios e fugir. Os zumbis rompem a cerca e invadem a cidade e tamb\u00e9m o para\u00edso dos ricos. O que seria dos filmes de zumbi sem alguma uma irrup\u00e7\u00e3o terr\u00edfica em que os mortos-vivos alcan\u00e7am o mundo humano?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">N\u00e3o \u00e9 preciso muito para que os zumbis se revoltem com sua condi\u00e7\u00e3o. Basta que um deles readquira a capacidade de pensar, ainda que numa escala muito limitada, ligando causas e efeitos no plano da imediaticidade. Isso \u00e9 suficiente para que os outros o sigam. Basta uma rea\u00e7\u00e3o instintiva contra os massacres cotidianos a que s\u00e3o submetidos para que os mortos vivos reajam. N\u00e3o \u00e9 preciso muita teoria para fazer um panela\u00e7o e derrubar um presidente; construir algo positivamente diferente a partir disso em termos de novas rela\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 o que requer uma outra discuss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\u00c9 claro que George Romero n\u00e3o est\u00e1 propondo uma Revolu\u00e7\u00e3o. Ele ilustra uma simples revolta, a vingan\u00e7a irada de uma vasta massa que se cansou de morrer sem sentido e agora est\u00e1 disposta morrer, se preciso, na tentativa de devorar (literalmente) seus algozes. Se os miser\u00e1veis do nosso mundo v\u00e3o virar a mesa para devorar os ricos (e de que forma faz\u00ea-lo) \u00e9 uma quest\u00e3o a que n\u00f3s mortos-vivos latino-americanos deveremos responder num futuro mais imediato do que se pensa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Para encerrar, \u00e9 preciso avisar que a l\u00f3gica de \u201cTerra dos mortos\u201d \u00e9 a mesma de todo filme de terror: salve-se quem puder. Tais filmes lidam com o medo instintivo que obriga qualquer um a, quando confrontado com a morte, matar se for preciso. A met\u00e1fora pol\u00edtica \u00e9 um pretexto para a barb\u00e1rie sem fim. \u201cTerra dos mortos\u201d \u00e9 um dos filmes mais sanguin\u00e1rios j\u00e1 feitos. George Romero n\u00e3o poupa o est\u00f4mago do espectador mais sens\u00edvel, que se revirar\u00e1 com o excesso de viol\u00eancia expl\u00edcita. H\u00e1 decapita\u00e7\u00f5es, mutila\u00e7\u00f5es, \u00f3rg\u00e3os humanos arrancados \u00e0 dentadas por zumbis famintos, todos os tipos de mortes tanto de humanos como de mortos-vivos. \u00c9 preciso uma dose consider\u00e1vel de humor negro para ser capaz de apreciar tanta criatividade m\u00f3rbida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Daniel M. Delfino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">20\/07\/2005<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<h1>&ldquo;TERRA DOS MORTOS&rdquo; E O PESADELO DOS VIVOS<\/h1>\n<h1><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/h1>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\">(Coment&aacute;rio sobre o filme &ldquo;Terra dos mortos&rdquo;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\"><span lang=\"EN-US\" style=\"\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\"><span lang=\"EN-US\" style=\"\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6137,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45\/revisions\/6137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}