{"id":4766,"date":"2016-07-26T11:24:55","date_gmt":"2016-07-26T14:24:55","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4766"},"modified":"2016-07-27T10:51:35","modified_gmt":"2016-07-27T13:51:35","slug":"trabalhadores-e-a-nossa-luta-contra-o-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/07\/trabalhadores-e-a-nossa-luta-contra-o-capital\/","title":{"rendered":"Trabalhadores e a nossa luta contra o capital"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\n<span id=\"mce_marker\" data-mce-type=\"bookmark\"><\/span><span id=\"__caret\">_<\/span><!--\np { margin-bottom: 0.1in; direction: ltr; line-height: 120%; text-align: left; orphans: 2; widows: 2; }\n--><\/style>\n<p style=\"text-align: right;\">Sayarah Santos, graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas. Militante aspirante no n\u00facleo do Espa\u00e7o Socialista na UFAL, e integrante do Grupo de Pesquisa Trabalho, Educa\u00e7\u00e3o e Ontologia Marxiana na mesma universidade.<\/p>\n<p>O imp\u00e9rio de uma classe exploradora e da ordem capitalista cada vez mais se perpetua no sistema social. A burguesia influencia a <a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/luta-sindicall-580x329.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4768 alignright\" alt=\"luta-sindicall-580x329\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/luta-sindicall-580x329-300x170.jpg\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/luta-sindicall-580x329-300x170.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/luta-sindicall-580x329.jpg 580w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>massa com suas ideologias reacion\u00e1rias, individualistas e meritocr\u00e1ticas. As desigualdades se agravam cada vez mais e n\u00f3s afetados por esse sistema o que temos feito? Estamos compactuando com a forma de ser e pensar da classe burguesa, na mera ilus\u00e3o de que um dia teremos as suas mesmas condi\u00e7\u00f5es? Ele nos usa de forma alienante e desumana, exploram nossa for\u00e7a, se apropria daquilo que n\u00e3o produz, tornam-se os donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o e decidem os rumos da sociedade, nos fazem assalariados, oferecem migalhas nos direitos sociais, roubam o nosso tempo e vida e nos fazem serem presos ao capital, n\u00e3o por escolha, mas pelas condi\u00e7\u00f5es objetivas que nos s\u00e3o negadas.<\/p>\n<p>Temos concedido a eles o poder de decidirem sobre nossas vidas, quando n\u00e3o nos conscientizamos enquanto classe e nem lutamos para derrubar a ordem do capital e toda a sua m\u00e1quina burocr\u00e1tica e estadista. Tentam a todo momento fechar os nossos olhos, calar a nossa voz, impedir os nossos p\u00e9s e ocultar a nossa mente, nos fazendo acreditar que tudo \u00e9 da forma como deve ser.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, querem nos fazer acreditar que \u00e9 poss\u00edvel viver numa sociedade capitalista \u201chumanizada\u201d e igualit\u00e1ria, e de harmonia com os patr\u00f5es. O que de fato n\u00e3o passa de uma fal\u00e1cia, uma vez que duas classes com interesses antag\u00f4nicos jamais podem ter as mesmas finalidades e defenderem um objetivo em comum; os interesses da classe trabalhadora s\u00e3o incompat\u00edveis com os interesses da burguesia e vice-versa, desse modo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que ambas as classes fa\u00e7am parte da mesma roda de amigos ou ande de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>Enquanto houver capitalismo jamais teremos uma sociedade humana e igualit\u00e1ria socialmente, pois, esse fim pressup\u00f5e a retirada dos meios de produ\u00e7\u00e3o das m\u00e3os dos capitalistas para a classe trabalhadora e sua socializa\u00e7\u00e3o, a qual tudo produz e a ela deve tudo pertencer. E n\u00e3o \u00e9 isso que o capital quer, uma vez que sua finalidade \u00e9 o dom\u00ednio sobre os meios de produ\u00e7\u00e3o, e principalmente, a produ\u00e7\u00e3o de lucro, a mais-valia, e n\u00e3o importa com que meios o capital utilize para chegar esse fim, seja por meio da explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, destrui\u00e7\u00e3o da natureza e dos seus recursos, guerras, mis\u00e9ria, fome e desigualdade. Nessa primazia o capital n\u00e3o negar esfor\u00e7os \u00e0 custa da sobreviv\u00eancia humana; alcan\u00e7ando seu objetivo, o lucro, \u00e9 o que importa o resto n\u00e3o tem valor algum.<\/p>\n<p>O que vivemos hoje na sociedade n\u00e3o \u00e9 novo e nem atual, as crises no sistema social, pol\u00edtico, econ\u00f4mico, e dentre outras, s\u00e3o produzidas historicamente sob a ordem do capital de forma cada vez mais agravante, por\u00e9m, atualmente os problemas incorrig\u00edveis do capital que n\u00e3o \u00e9 de hoje, deixaram de ser mascarados e ocultos e se revelaram com nitidez para a sociedade, e principalmente para a classe trabalhadora que sofre diariamente a ditadura do capital.<\/p>\n<p>Podemos visualizar esse panorama no quadro pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social do Brasil, no qual o governo Temer j\u00e1 anuncia a sua agenda neoliberal e capitalista, que \u00e9 materializar cada vez mais os interesses empresariais e favorecer a burguesia, em detrimento da classe trabalhadora que sente na pele a instabilidade na garantia dos direitos sociais e trabalhistas.<\/p>\n<p>E ainda achamos que o capitalismo deu certo? Onde? Em que momento? E para quem deu certo? Com certeza deu certo para a burguesia que n\u00e3o se cansa e jamais se cansar\u00e1 de explorar o trabalhador na defesa dos seus interesses e ainda se apropria daquilo que ela n\u00e3o produz, as riquezas da humanidade, vivendo a custa do trabalho e da explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora que produz e sustenta a sociedade.<\/p>\n<p>Ainda queremos conviver com o capital e acreditar que tudo pode ser resolvido e solucionado para a sociedade? Ou queremos construir uma alternativa que transcenda a ordem capitalista e possibilite uma nova sociabilidade humana? Qual o caminho que resta para a classe trabalhadora, a n\u00e3o ser se organizar, lutar e derrubar o dom\u00ednio do capital e construir uma nova alternativa. Eis a nossa tarefa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sayarah Santos, graduanda em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas. 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