{"id":4790,"date":"2016-08-31T08:30:21","date_gmt":"2016-08-31T11:30:21","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4790"},"modified":"2018-05-28T16:49:09","modified_gmt":"2018-05-28T19:49:09","slug":"o-brasil-nao-pode-mais-ser-qualificado-como-semi-colonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/08\/o-brasil-nao-pode-mais-ser-qualificado-como-semi-colonia\/","title":{"rendered":"O Brasil n\u00e3o pode mais ser qualificado como semi-col\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><b style=\"font-family: Calibri, serif;\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/2016\/08\/o-brasil-nao-pode-mais-ser-qualificado-como-semi-colonia\/1b\/\" rel=\"attachment wp-att-4791\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4791 alignleft\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1b.jpg\" alt=\"1b\" width=\"401\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1b.jpg 401w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/1b-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a>Lu\u00eds C\u00e9sar Nunes*<\/b><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">\u00c9 um pouco estranho que o Brasil, a segunda maior economia no continente, superando at\u00e9 mesmo o inequ\u00edvoco imperialista Canad\u00e1, seja tratado pelo conjunto da esquerda brasileira como uma semicol\u00f4nia, pa\u00eds atrasado, subdesenvolvido ou em desenvolvimento, ao que se acrescentou nos \u00faltimos anos o ep\u00edteto de emergente. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">A associa\u00e7\u00e3o do Brasil com o imperialismo \u00e9 t\u00e3o grande que chega a ser ris\u00edvel quando se faz manifesta\u00e7\u00f5es diante de consulados norte\u00adamericanos com os cartazes; Fora ianques. A globaliza\u00e7\u00e3o ampliou o papel do pa\u00eds na cena regional e internacional. N\u00e3o s\u00f3 pelo MERCOSUL e a UNASUL, mas tamb\u00e9m pelo BRICS. A influ\u00eancia brasileira se faz notar nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, pelos financiamentos do BNDES, pela presen\u00e7a de multinacionais sediadas no Brasil como Oderbrecht e Petrobr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Mas tamb\u00e9m se estende para a \u00c1frica, especialmente Angola (ASA) e pa\u00edses \u00e1rabes (ASPA). Al\u00e9m disso, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds que possui for\u00e7as armadas potentes e in\u00fameras empresas multinacionais. H\u00e1 alguns anos Rui Maurini chamou a rela\u00e7\u00e3o do Brasil na regi\u00e3o de subimperialista. Gonzalez Casanova fala da rela\u00e7\u00e3o de colonialismo interno em muitos pa\u00edses. Recentemente, D.Harvey denominou de novo imperialismo pa\u00edses como \u00cdndia e Brasil que por conta de seus extensos investimentos em pa\u00edses nos quais se aprofundou a alian\u00e7a estrat\u00e9gica, acabam sendo intermedi\u00e1rios do capital internacional. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">A a\u00e7\u00e3o militar tamb\u00e9m \u00e9 importante, o Brasil \u00e9 hoje um grande exportador de armamentos, uma de suas ind\u00fastrias mais din\u00e2micas, h\u00e1 ind\u00fastria militar e desenvolvimento nuclear. Tudo isso seria suficiente para uma rediscuss\u00e3o do papel ocupado pelo pa\u00eds no cen\u00e1rio mundial. N\u00e3o mais como mera semicol\u00f4nia, mas como um novo tipo de imperialismo. A contradi\u00e7\u00e3o do processo \u00e9 que o novo presidente neoliberal eleito na Argentina \u00e9 aliado do Mercosul e parece mais pr\u00f3ximo dos interesses do empresariado brasileiro. Ao mesmo tempo pretende excluir a Venezuela. Afinal, o que \u00e9 o Mercosul? Uma organiza\u00e7\u00e3o da unidade econ\u00f4mica sul\u00adamericana ou um baluarte do Subimperialismo brasileiro? Odebrecht, Vale\/BHP, Petrobras, BTG Pactual, o capitalismo imperial domina o Estado com seus m\u00e9todos mafiosos. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Mas o que foi pior foi a a\u00e7\u00e3o imperial brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas com a cumplicidade de Evo Morales na Bol\u00edvia, por meio das obras do Iirsa, em estradas e barragens avan\u00e7ando por territ\u00f3rios ind\u00edgenas. E tamb\u00e9m as empresas queridinhas do PT no Equador, que inclusive acabou por romper o acordo com a Odebecht e a Petrobras acabou por sair, deixando o pa\u00eds sob maior influ\u00eancia chinesa.(1) <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O aparelho de Estado brasileiro nada mais \u00e9 que um balc\u00e3o de cassino legislando, julgando e gerenciando os lucros do tr\u00e1fico de influ\u00eancias. Quem mais defendeu o l\u00edder da gangue no Senado foi o PSDB, isso prova que os partidos\u00adeleitorais nada mais s\u00e3o que fac\u00e7\u00f5es de interesses de classe para organizar a rapinagem. A frente popular (pacto entre lideran\u00e7as sindicais\u00ad epopulares com a alta burguesia j\u00e1 estava constru\u00edda dentro do pr\u00f3prio PT, que j\u00e1 \u00e9 um partido oper\u00e1rio \u00adburgu\u00eas pelo menos desde a primeira elei\u00e7\u00e3o que Lula perdeu para presidente, quando n\u00e3o queria ganhar), existia j\u00e1 dentro do partido e foi gradativamente sendo ampliada pelos acordos eleitorais. Banqueiros, agroneg\u00f3cio, empreiteiras, dilapida\u00e7\u00e3o de recursos naturais (solo, \u00e1gua, min\u00e9rios, florestas), se juntaram todos os capitalistas e decidiram sacrificar o povo para ampliar lucros.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Bibliografia: 1) ZIBECHI Ra\u00fal. Brasil potencia. Entre la integraci\u00f3n regional y un nuevo imperialismo. Bogot\u00e1: Ediciones desde abajo, 2012. ISBN: 978\u00ad958\u00ad8454\u00ad29\u00ad0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><b>*\u00e9 professor da rede estadual e municipal do Rio de Janeiro<\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><b>Sobre as contribui\u00e7\u00f5es individuais de militantes do MOS ao debate com o Espa\u00e7o Socialista<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Na aproxima\u00e7\u00e3o entre o Espa\u00e7o Socialista e o Movimento de Organiza\u00e7\u00e3o Socialista, algumas discuss\u00f5es foram levantadas de forma individual por membros do nosso coletivo e n\u00e3o como posicionamento do grupo. Essas discuss\u00f5es est\u00e3o pautadas ao longo desse processo. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Entendendo que uma das discuss\u00f5es centrais para aqueles que tem a estrat\u00e9gia da Revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o Estado Brasileiro, como destru\u00ed-lo, algumas contribui\u00e7\u00f5es foram feitas nesse sentido. A primeira \u00e9 a do companheiro Lu\u00eds C\u00e9sar sobre que tipo de economia esse Estado responde. Na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, teremos um aporte resumido do trabalhador do Judici\u00e1rio-RJ, Alex Brasil, sobre o Estado de Exce\u00e7\u00e3o brasileiro, travestido de democracia-burguesa e o modelo particular petista de Estado de Exce\u00e7\u00e3o. E, em seguida, os aportes de Lu\u00eds C\u00e9sar, dentro desse contexto, sobre o n\u00e3o apoio \u00e0s greves de policiais e do trabalhador do Judici\u00e1rio Fluminense V\u00edlson Siqueira sobre o avan\u00e7o da presen\u00e7a f\u00edsica do capitalismo brasileiro, sobre o retrocesso na consci\u00eancia dos trabalhadores e a rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre esses fatores e a fragmenta\u00e7\u00e3o da esquerda. Para finalizar, mais um texto de Lu\u00eds C\u00e9sar sobre o apoio \u00e0s lutas do &#8220;precariado&#8221;, no setor p\u00fablico, os terceirizados. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds C\u00e9sar Nunes* \u00c9 um pouco estranho que o Brasil, a segunda maior economia no continente, superando at\u00e9 mesmo o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4791,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,73,98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4790"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5986,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4790\/revisions\/5986"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}