{"id":4895,"date":"2016-10-21T16:13:41","date_gmt":"2016-10-21T18:13:41","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4895"},"modified":"2018-05-28T16:48:58","modified_gmt":"2018-05-28T19:48:58","slug":"balanco-sobre-as-eleicoes-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2016\/10\/balanco-sobre-as-eleicoes-2016\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o sobre as elei\u00e7\u00f5es 2016"},"content":{"rendered":"<style type=\"text\/css\"><!--\np { margin-bottom: 0.25cm; direction: ltr; color: rgb(0, 0, 0); line-height: 120%; }p.western { font-family: \"Calibri\",sans-serif; font-size: 11pt; }p.cjk { font-family: \"Calibri\",sans-serif; font-size: 11pt; }p.ctl { font-family: \"Times New Roman\",serif; font-size: 11pt; }\n--><\/style>\n<h2>No primeiro turno o voto foi contra o PT e em alguns locais contra Temer<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Espa\u00e7o Socialista<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Movimento de Organiza\u00e7\u00e3o Socialista &#8211; MOS<\/p>\n<p>O PT foi o grande derrotado no primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es municipais deste ano. Das 93 maiores cidades (que t\u00eam segundo turno) do pa\u00eds, o PT somente elegeu um prefeito no primeiro turno. Nas que acontecem o segundo turno, se mantem em disputa em 7 cidades. E as chances de ganhar em todas elas s\u00e3o pequenas dado que a maioria das candidaturas de oposi\u00e7\u00e3o largaram com grande margem de inten\u00e7\u00e3o de voto. Com isso, encolheu 60% em rela\u00e7\u00e3o ao que havia eleito em 2012 (sendo que muitos desses eleitos sa\u00edram do partido para se livrar do desgaste e concorrer com outras legendas). A milit\u00e2ncia e as bancadas de vereadores desmoralizadas tamb\u00e9m foram drasticamente reduzidas.<a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/eleicoes.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4896 alignright\" alt=\"eleicoes\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/eleicoes-300x146.jpg\" width=\"300\" height=\"146\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/eleicoes-300x146.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/eleicoes.jpg 615w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O PMDB, ainda que tenha mantido o n\u00famero de prefeitos eleitos, sofreu derrotas importantes no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. A maioria dos eleitos foi em cidades menores (como nas regi\u00f5es do agroneg\u00f3cio) e m\u00e9dias. Nas capitais chegou no segundo somente em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Esses dados nos permitem chegar a conclus\u00e3o da intensidade do desgaste do PT e de setores do PMDB que estavam mais vinculados a Temer, expressando tamb\u00e9m a impopularidade do governo que tem \u00edndices de reprova\u00e7\u00e3o j\u00e1 semelhantes ao de Dilma.<\/p>\n<p>Sabemos que o resultado eleitoral n\u00e3o \u00e9 o meio mais seguro de avaliar os processos pol\u00edticos e, principalmente, a consci\u00eancia m\u00e9dia dos trabalhadores porque tem muitas distor\u00e7\u00f5es, no entanto, o conjunto dos elementos que aparecem na realidade aponta para a constata\u00e7\u00e3o de que, nas grandes cidades, onde os candidatos estavam mais identificados com o PT e com Temer foram muito mal como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, cidades do ABC, Campinas, etc.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao PT ainda \u00e9 importante destacar duas outras quest\u00f5es: A primeira que, desde 2015 j\u00e1 apont\u00e1vamos, a experi\u00eancia com o PT era generalizada e atingia regi\u00f5es tradicionais com peso eleitoral do partido. Nessas elei\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de confirmar essa experi\u00eancia, demonstra que se aprofundou. No ABC, por exemplo, a vota\u00e7\u00e3o no partido n\u00e3o ultrapassou 20% e, depois de muitos anos, perdeu nas regi\u00f5es perif\u00e9ricas da cidade de S\u00e3o Paulo. A segunda, \u00e9 que a direita conseguiu colar (ou enganar, pois sabemos muito bem que o PT n\u00e3o tem nada de esquerda) o discurso de que as gest\u00f5es do PT eram de esquerda, o que levou tamb\u00e9m, em geral, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o dos votos nessas elei\u00e7\u00f5es na esquerda socialista.<\/p>\n<h2>Direita se fortalece, PT e esquerda perdem votos<\/h2>\n<p>Um dos problemas dessa experi\u00eancia com o PT \u00e9 que a imensa maioria das pessoas se aproximam dos partidos e representantes da direita.<\/p>\n<p>Dentro de um crescimento eleitoral de setores mais conservadores o PSDB foi o que mais se fortaleceu, conquistando cidades importantes como em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Esse fortalecimento se explica muito por ser o PSDB um partido de oposi\u00e7\u00e3o de direita ao PT (como parte do bipartidarismo que se instalou no pa\u00eds nos \u00faltimos anos), que unifica parcelas da burguesia, n\u00e3o fazia parte da base aliada no governo petista e \u00e9 protegido pela grande m\u00eddia. Assim, conseguiu atrair os votos daqueles que se diziam contra o PT. Um bom exemplo foi o final da campanha do primeiro turno em SP quando havia a possibilidade de Haddad ir para o segundo turno, os muitos votos de Marta e Russomano migraram para D\u00f3ria para retirar qualquer chance de reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente a falta de consci\u00eancia de classe dos\/as trabalhadores\/as explica a contradi\u00e7\u00e3o de, para se opor a Temer e ao PT, fortalecer o partido que defende com maior \u00eanfase medidas contra os trabalhadores como os cortes de verbas dos servi\u00e7os p\u00fablicos, a Reforma do Ensino M\u00e9dio e a Reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Junto com o PSDB, outros setores conservadores tamb\u00e9m sa\u00edram vitoriosos no processo eleitoral: A elei\u00e7\u00e3o de membros do MBL (como Fernando Holliday, que coloca seu discurso racista a servi\u00e7o da elite branca), os 14 % na ultradireita no RJ (Bolsonaro), a reelei\u00e7\u00e3o da bancada da bala em SP e de v\u00e1rios policiais pelo pa\u00eds afora. Casos como esses nos d\u00e3o elementos importantes para considerar e entender as raz\u00f5es do fortalecimento das for\u00e7as de direita e de seus partidos. Dentro do PSDB o mais fortalecido foi Alckmin. Elegeu os apadrinhados e sai na frente na disputa que tem com Serra e A\u00e9cio para ver quem vai ser o candidato a presidente em 2018.<\/p>\n<p>Seguindo nessa din\u00e2mica, os votos em partidos de esquerda como PSOL, o PCB e o PSTU tamb\u00e9m tiveram redu\u00e7\u00e3o em n\u00fameros absolutos. Mesmo o PSOL teve redu\u00e7\u00e3o na quantidade de votos. A diferen\u00e7a \u00e9 que dessa vez foram mais concentrados nas grandes cidades e capitais, o que permitiu, inclusive, que sua bancada de vereadores crescesse e que fosse para o segundo turno em 3 cidades (Rio de Janeiro, Sorocaba e Bel\u00e9m).<\/p>\n<p>Depois de mais de 10 anos de sua funda\u00e7\u00e3o, come\u00e7a a ocupar o espa\u00e7o eleitoral de esquerda que h\u00e1 muito tempo foi deixado pelo PT. Mas, \u00e9 preciso ressaltar que as campanhas eleitorais desse partido seguem ainda o velho padr\u00e3o do PT dos anos 90, j\u00e1 com um programa de gest\u00e3o do Estado burgu\u00eas. Basta ver suas campanhas eleitorais deste ano, que tiveram como eixo a gest\u00e3o da m\u00e1quina municipal, como se fosse um a gest\u00e3o o grande problema que os trabalhadores enfrentam nas cidades.<\/p>\n<h2>Os nulos, brancos, absten\u00e7\u00e3o&#8230;<\/h2>\n<p>O aumento do n\u00famero de votos nulos, brancos e absten\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foi um fato que suscitou muitos debates. Para uns essa quantidade enfraquece e deslegitima os eleitos. Para outros at\u00e9 mesmo a democracia burguesa est\u00e1 questionada. Al\u00e9m de enganosa essa caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 perigosa porque pode desviar da an\u00e1lise aquilo que \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>Primeiro porque mistura absten\u00e7\u00f5es (em um pa\u00eds com dimens\u00f5es continentais: quantos mudaram, est\u00e3o em tr\u00e2nsito, etc.?) com um tipo de voto que pode expressar muita coisa: ser de esquerda, de direita, ignor\u00e2ncia e tamb\u00e9m indiferen\u00e7a no processo pol\u00edtico, ou seja, devemos fugir da an\u00e1lise facilista de que expressam apenas rebeldia contra as elei\u00e7\u00f5es ou contra a democracia burguesa ou mesmo uma a\u00e7\u00e3o pela esquerda. Essa forma de ver esse processo nos desarma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas pol\u00edticas necess\u00e1rias para a conjuntura.<\/p>\n<p>O que s\u00e3o, ent\u00e3o? N\u00e3o se pode dizer que esses votos nulos, brancos e absten\u00e7\u00f5es s\u00e3o propriamente de direita, mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o progressistas. N\u00e3o s\u00e3o de direita porque quem queria expressar suas convic\u00e7\u00f5es de direita tinha v\u00e1rios candidatos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e muitos com potencial para derrotar \u201cqualquer espectro a esquerda\u201d.<\/p>\n<p>De esquerda? Muito menos. \u00c9 senso comum entre n\u00f3s que os problemas atuais de consci\u00eancia de classe dos trabalhadores impedem at\u00e9 mesmo de identificar os inimigos e de avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s suas conquistas. Predomina ainda um n\u00edvel de consci\u00eancia de classe rebaixado e em muitos casos de apoio a \u00e0s ideias de direita e conservadoras.<\/p>\n<p>Dialeticamente falando, essa particularidade no primeiro turno (voto nulo, branco, absten\u00e7\u00e3o, etc.) n\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3ria com o resultado eleitoral que foi essencialmente conservador. Ou seja, \u00e9 parte da mesma realidade conservadora e express\u00e3o da descren\u00e7a e de sentimentos contra a esquerda (e contra os partidos falsamente vistos como de esquerda) que se instalaram sobretudo nos setores m\u00e9dios da sociedade. N\u00e3o tem como dar aos votos nulos, brancos e absten\u00e7\u00f5es, mesmo dentro de sua diversidade, um car\u00e1ter de nega\u00e7\u00e3o da democracia burguesa ou das elei\u00e7\u00f5es, pois para isso exigiria um n\u00edvel de consci\u00eancia de classe avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Outro argumento utilizado por muitos \u00e9 o de que esse processo \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e assim seria progressivo, isto \u00e9, negar a pol\u00edtica, em tese, pode ser algo progressivo. Em tese, pois nesse caso n\u00e3o foi e como dissemos acima se insere no processo de um movimento geral de predom\u00ednio das posi\u00e7\u00f5es conservadoras.<\/p>\n<p>A indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos problemas pol\u00edticos e sociais muitas vezes \u00e9 uma postura t\u00e3o complicada que, em ultima inst\u00e2ncia, \u00e9 se posicionar ao lado do governo ou dos patr\u00f5es. Em uma greve ou uma luta, por exemplo, a indiferen\u00e7a das pessoas fortalece quem? O movimento? N\u00e3o, fortalece a patronal ou o governo. Nas lutas os indiferentes n\u00e3o s\u00e3o contados como aliados. E porque os contar\u00edamos como algo a ser, nessas condi\u00e7\u00f5es concretas, comemorada pela esquerda?<\/p>\n<p>Essa indiferen\u00e7a (com os votos nulos, brancos, absten\u00e7\u00e3o), at\u00e9 mesmo em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00ednimo que significa a democracia burguesa, no contexto atual, pode ser explicada, tamb\u00e9m com o processo eleitoral, no marco do fortalecimento das ideias conservadoras e de direita.<\/p>\n<h2>Greve Geral contra as reformas<\/h2>\n<p>Como parte do fortalecimento da direita no processo eleitoral, a burguesia e o governo trataram logo de colocar em pr\u00e1tica o plano de votar medidas em favor do capital. A aprova\u00e7\u00e3o do PLP 257 e da PEC 241 na C\u00e2mara, a constru\u00e7\u00e3o da proposta de Reforma da lei previdenci\u00e1ria (aumento da idade e igualando os regimes previdenci\u00e1rios), entre outras medidas, mostra que se construiu uma uni\u00e3o entre os v\u00e1rios partidos burgueses no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Sabemos que as elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o um campo de batalha que nos favore\u00e7a, mas tamb\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que podem, em determinadas conjunturas, servir para fortalecer o governo ou mesmo a esquerda. Um exemplo hist\u00f3rico s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es de 33 na Alemanha que, com a vit\u00f3ria do partido de Hitler, criou as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a ascens\u00e3o e fortalecimento do nazi-fascismo. Ou mesmo no Brasil com a elei\u00e7\u00e3o de FHC em 94 que deu impulso ao processo de privatiza\u00e7\u00e3o e derrotas hist\u00f3ricas que a classe sofreu nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p>E com essas elei\u00e7\u00f5es, fortaleceu-se a conjuntura de avan\u00e7o dos ataques aos j\u00e1 poucos direitos sociais e tamb\u00e9m aqueles que defendem as reformas e as medidas em andamento. N\u00e3o por acaso, Temer \u2013 mesmo com a sua impopularidade \u2013 logo colocou em andamento, como j\u00e1 era previsto, a articula\u00e7\u00e3o da base parlamentar (unidade de diversos partidos) para a aprova\u00e7\u00e3o das medidas.<\/p>\n<p>Isso tudo nos diz que a greve geral se coloca ainda mais urgente como a \u00fanica forma de derrotar esses ataques contra nossos direitos. Sem a constru\u00e7\u00e3o de uma luta nacional que unifique as diversas categorias e articule os demais movimentos sociais para a constru\u00e7\u00e3o da greve geral, ser\u00e1 bem mais dif\u00edcil derrotar Temer e seus planos.<\/p>\n<p>A derrota que a burocracia petista tem sofrido imp\u00f5e contradi\u00e7\u00f5es para a burocracia sindical que precisa se recompor com a sua base social, isso obriga a burocracia sindical cutista se pronunciar pela realiza\u00e7\u00e3o de uma paralisa\u00e7\u00e3o geral, inclusive j\u00e1 propondo a data do dia 11 de novembro.<\/p>\n<p>No entanto, a morosidade nas propostas de a\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o efetiva da greve em cada local de trabalho, a falta de chamados e agita\u00e7\u00e3o para a unidade dos trabalhadores e categorias na constru\u00e7\u00e3o da greve geral n\u00e3o contribuem para a sua realiza\u00e7\u00e3o e exige que cada trabalhador\/a assuma em suas m\u00e3os essa luta e imponha o divisor exato de nossas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As centrais sindicais, como CSP-Conlutas, tamb\u00e9m precisam dar passos decisivos no sentido de unificar as diversas lutas que ocorrem nesse momento contra a PEC 241, contra a Reformas da Previd\u00eancia e Trabalhista, contra a Reforma do Ensino M\u00e9dio. Fortalecer as a\u00e7\u00f5es com a unidade!<\/p>\n<p>\u00c9 urgente a greve geral! Barrar as reformas, barrar a ofensiva da direita e derrotar o governo j\u00e1, agora \u00e9 a hora!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro turno o voto foi contra o PT e em alguns locais contra Temer Espa\u00e7o Socialista Movimento de Organiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4896,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[98,21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4895"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4895"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6365,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4895\/revisions\/6365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}