{"id":4981,"date":"2017-01-29T09:29:24","date_gmt":"2017-01-29T11:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4981"},"modified":"2017-01-29T09:29:24","modified_gmt":"2017-01-29T11:29:24","slug":"jornal-96-a-uerj-nao-pode-fechar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2017\/01\/jornal-96-a-uerj-nao-pode-fechar\/","title":{"rendered":"Jornal 96: A UERJ n\u00e3o pode fechar!"},"content":{"rendered":"<p lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: right;\">Rodrigo Menezes Meireles (Estudante de Matem\u00e1tica da UERJ)<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que os estudantes, professores e t\u00e9cnicos administrativos fazem den\u00fancias sobre o desmonte da universidade e da Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas. A crise da UERJ come\u00e7ou a dar sinais em 2014 e se agravou no ano de 2015. Em novembro daquele ano, denunciando o atraso no sal\u00e1rio dos terceirizados, das bolsas dos alunos cotistas e de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, os estudantes iniciaram a Ocupa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio principal da universidade. O movimento que durou 18 dias, mesmo com suas debilidades, conseguiu chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade para a quest\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o da UERJ, acelerada pelo PMDB. No ano passado, uma greve de cinco meses lutou contra o desmonte da universidade, que afeta tamb\u00e9m dramaticamente o Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto (HUPE), de cujo atendimento dependem milhares de pessoas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4982 alignright\" alt=\"2\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2-300x114.jpg\" width=\"300\" height=\"114\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2-300x114.jpg 300w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">A universidade resistiu durante todos esses anos, enquanto sua verba de custeio e investimento era dilacerada anualmente, sobretudo em 2016. Hoje, essa crise amea\u00e7a fechar as portas da universidade, quest\u00e3o\u00a0admitida publicamente pela reitoria atual e pelos anteriores, em documento assinado por eles intitulado \u201cA Uerj e o Futuro do Rio de Janeiro\u201d. Nele, o reitor afirma que &#8220;desprezar o ensino superior, a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e a pesquisa \u00e9 apostar na mis\u00e9ria, na viol\u00eancia e num futuro sem perspectivas positivas\u201d. O reitor diz ainda que \u201cfor\u00e7ar o fechamento da Uerj \u00e9 n\u00e3o pensar no futuro de nosso estado e de nosso pa\u00eds\u201d. O texto afirma, ainda, que &#8220;a Uerj est\u00e1 sendo sucateada, numa absoluta falta de vis\u00e3o estrat\u00e9gica por parte dos governantes do nosso estado, a quem incumbe o financiamento de uma universidade p\u00fablica e inclusiva como a nossa\u201d. \u00a0Entretanto, se a reitoria da UERJ estivesse de fato preocupada com o fechamento de uma das maiores universidades do pa\u00eds n\u00e3o faria uma carta t\u00e3o gen\u00e9rica e desprovida de indigna\u00e7\u00e3o. A carta na verdade \u00e9 apenas uma forma indireta de pressionar o governador, j\u00e1 que n\u00e3o o cita diretamente.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">A UERJ \u00e9 uma das poucas universidades p\u00fablicas em que os filhos da classe trabalhadora conseguem ter mais acesso, pois, ainda que se mantenha o filtro elitista e racista do vestibular, foi a primeira universidade do pa\u00eds a implementar o sistema de cotas e seu corpo discente expressa isso. \u00c9 uma universidade com uma grande composi\u00e7\u00e3o de negros e trabalhadores, diferente de tantas outras universidades p\u00fablicas em que esses quase n\u00e3o conseguem entrar. A luta em defesa da UERJ \u00e9 uma luta pela democratiza\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma luta de todos os trabalhadores.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Muitos t\u00eam lamentado a possibilidade de fechamento da UERJ, que tem causado como\u00e7\u00e3o em setores que v\u00e3o muito al\u00e9m dos que trabalham e estudam ali. Precisamos transformar esse sentimento de medo e solidariedade em uma forte campanha que lute pela manuten\u00e7\u00e3o da universidade, com o imediato pagamento de todos os sal\u00e1rios atrasados, de trabalhadores efetivos e terceirizados, e de todas as bolsas atrasadas dos estudantes.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">As ocupa\u00e7\u00f5es de escola e universidades em todo o pa\u00eds, nos \u00faltimos anos, bem como a importante greve que foi feita na UERJ demonstram que existe muita disposi\u00e7\u00e3o de luta. Os funcion\u00e1rios t\u00e9cnico-administrativos est\u00e3o em greve desde o dia 16 de janeiro. At\u00e9 que os repasses sejam normalizados. No dia 23 de janeiro, os docentes, com indicativo de greve, realizaram sua assembleia para discutir a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">O que precisamos hoje \u00e9 de uma organiza\u00e7\u00e3o e um programa \u00e0 altura da crise para podermos impedir o fechamento da UERJ. O DCE da universidade, infelizmente, n\u00e3o tem ajudado em nada para mobilizar os estudantes e muito menos a UNE.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Mas, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos nos restringir \u00e0 luta na UERJ: a crise que est\u00e1 amea\u00e7ando a universidade de fechar suas portas \u00e9 uma crise do Estado, ligada \u00e0 crise nacional. Por isso, essa luta tem que se aliar aos demais setores em luta, como os servidores que hoje lutam contra os ataques de Pez\u00e3o.\u00a0O STF e os governos estadual e federal preparam um pacote de ataques a todos os trabalhadores e aos servi\u00e7os p\u00fablicos, o que inclui a privatiza\u00e7\u00e3o de empresas como a CEDAE. Enquanto isso,\u00a0Picciani quer se livrar da UERJ dizendo a Pez\u00e3o que a passe para o governo federal, o que \u00e9 s\u00f3 uma forma velada de dizer que defende a privatiza\u00e7\u00e3o da UERJ, j\u00e1 que \u00e9 isso que Temer quer fazer com todas as estatais fluminenses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo Menezes Meireles (Estudante de Matem\u00e1tica da UERJ) N\u00e3o \u00e9 de hoje que os estudantes, professores e t\u00e9cnicos administrativos fazem<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4981"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4983,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4981\/revisions\/4983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}