{"id":4991,"date":"2017-01-29T09:38:56","date_gmt":"2017-01-29T11:38:56","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=4991"},"modified":"2018-02-08T18:15:58","modified_gmt":"2018-02-08T20:15:58","slug":"jornal-96-o-moralismo-na-questao-da-organizacao-revolucionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2017\/01\/jornal-96-o-moralismo-na-questao-da-organizacao-revolucionaria\/","title":{"rendered":"Jornal 96: O moralismo na quest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p lang=\"pt-BR\" style=\"text-align: right;\">Um di\u00e1logo com S\u00e9rgio Lessa <a href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">As importantes contribui\u00e7\u00f5es de S\u00e9rgio Lessa para o Jornal Espa\u00e7o Socialista discorrem com muito dom\u00ednio sobre quest\u00f5es que inquietam, especialmente, a juventude na realidade atual. S\u00e3o temas que sempre foram muito relevantes para os movimentos de esquerda e que v\u00eam suscitando muitos questionamentos ou curiosidades de 2013 para c\u00e1.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">No Jornal Espa\u00e7o Socialista n\u00ba 95 contamos com seu texto A Quest\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria e o Movimento Anarquista e \u00e9 sobre o moralismo na quest\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o (tamb\u00e9m subt\u00edtulo no texto) que queremos aqui dialogar.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Para tratar da quest\u00e3o do que \u00e9 uma Organiza\u00e7\u00e3o ou das propostas de Organiza\u00e7\u00e3o para a luta revolucion\u00e1ria apresentadas pelo Anarquismo, o autor estabelece no texto uma contraposi\u00e7\u00e3o com Marx, Engels, Rosa e Trotsky.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Em certo sentido, todo esse debate ao longo do texto, remetido \u00e0 quest\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o em si, podemos dizer que ainda est\u00e1 em aberto, embora compreendamos que a finalidade da Organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 historicamente constru\u00edda e al\u00e9m de \u201cacumular revolucionariamente for\u00e7as nas lutas de classe em andamento\u201d, deve tamb\u00e9m buscar contribuir para o avan\u00e7o da consci\u00eancia e luta socialista.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">No entanto, quanto \u00e0 \u201csele\u00e7\u00e3o dos militantes\u201d seja para \u201cum instrumento para luta de classe imediata\u201d ou para o \u201cgerme pr\u00e1tico e te\u00f3rico, pol\u00edtico e moral de uma nova sociedade liberta\u201d h\u00e1 de se fazer algumas pondera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Esta \u201csele\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o se d\u00e1 a priori determinada pela moral, pois n\u00e3o se trata de rela\u00e7\u00f5es familiares da sociedade burguesa, se d\u00e1 pela aproxima\u00e7\u00e3o e concord\u00e2ncia com aspectos pol\u00edticos e program\u00e1ticos considerando o atual momento das lutas em andamento, na sociedade de classes. E aqui as refer\u00eancias podem ser as mesmas: Marx, Engels, Rosa Luxemburgo e Trotsky e os Anarquistas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">E se considerarmos as cr\u00edticas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de propriedade e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es familiares, com a compreens\u00e3o de que o privado \u00e9 pol\u00edtico, podemos dizer que um certo moralismo acompanha a escolha dos exemplos dados ao apresentar apenas como algo moral e com um grau de igualdade o \u201cmachismo empedernido\u201d e o \u201cadult\u00e9rio\u201d (podendo aqui, inclusive, acrescentar o pr\u00f3prio exemplo de Rosa)<a href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">O adult\u00e9rio, praticado por ambos os sexos e, como j\u00e1 dito por Alexandra Kolontai, conflito amoroso da sociedade \u201cguardi\u00e3 do capital acumulado\u201d relacionado diretamente \u00e0 vida privada, \u00e9 conden\u00e1vel pela moral burguesa, mas \u00e9 tamb\u00e9m cultivado.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Nesse sentido, \u00e9 considerado imoral porque desfaz a unidade b\u00e1sica do matrim\u00f4nio (necess\u00e1rio para manter a riqueza concentrada e n\u00e3o dispersa com poss\u00edveis filhos fora do casamento) e ao mesmo tempo \u00e9 cultivado para manter sob limites o direito de pessoas se relacionarem e tamb\u00e9m questionarem as tradi\u00e7\u00f5es. O adult\u00e9rio nasceu com a burguesia e, para muitos, \u00e9 parte da crise sexual do mundo burgu\u00eas e de sua moral.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Isso n\u00e3o significa que deva ser proclamado ou expurgado como dever moral na sociedade burguesa. Significa que em todas as esferas da vida, inclusive, as v\u00e1rias formas de rela\u00e7\u00f5es pessoais na sociedade do capital precisam ser superadas e qualquer camarada \u201cadmitido\u201d, inicialmente ou n\u00e3o, na Organiza\u00e7\u00e3o necessita despertar, no di\u00e1logo com a classe, a \u00e2nsia em p\u00f4r abaixo as bases da propriedade privada que assolam as rela\u00e7\u00f5es de camaradagem, solidariedade e companheirismo, imp\u00f5em o individualismo exacerbado e a propriedade de um sobre o outro.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">E \u00e9 exatamente esse tipo de rela\u00e7\u00e3o sob as bases da propriedade que tem cada vez mais exigido da mulher, n\u00e3o do homem, que se mantenha no padr\u00e3o \u201cbela, recatada e do lar\u201d coberta por um v\u00e9u de pureza, que lhe \u00e9 covardemente arrancado quando assim n\u00e3o se apresenta ou quando resolve adotar tamb\u00e9m o adult\u00e9rio, pr\u00e1tica hipocritamente recusada por esta sociedade. Esse momento, inclusive, que mais tem contribu\u00eddo para que os \u00edndices dos v\u00e1rios tipos de viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o deixem de subir, especialmente de assassinatos.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Essa realidade, com toda a sua atualidade, necessita de a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e te\u00f3ricas, o que n\u00e3o significa a cren\u00e7a em reformas substantivas. Ou, corre-se o risco desses homens e mulheres, cada um em seu tempo, insistirem em demonstrar suas fragilidades e erros por tr\u00e1s da teoria e n\u00e3o a necessidade de buscar coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica em sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Aqui restringirmos os exemplos dados, tomamos como refer\u00eancia o que podemos considerar, no m\u00ednimo, como uma contradi\u00e7\u00e3o: Marx ao escrever toda a sua obra \u2013 base fundamental para lutarmos por uma outra sociedade e, em especial, um artigo como o Sobre Suic\u00eddio (Boitempo, 2016), que denuncia a opress\u00e3o contra as mulheres v\u00edtimas do patriarcado e da tirania familiar e do absoluto poder do homem sobre a esposa para manter a propriedade privada \u2013 reproduzir ao longo de sua maturidade essas mesmas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">E a quest\u00e3o que se coloca n\u00e3o pode ser se era capaz ou n\u00e3o de criar outros tipos de rela\u00e7\u00f5es. A quest\u00e3o colocada \u00e9 que, de fato, um outro regime social ainda n\u00e3o estava colocado. No entanto, n\u00e3o significa abrir m\u00e3o de subverte-lo em todas as suas esferas, inclusive, no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es pessoais para reafirmar a camaradagem, solidariedade e companheirismo de classe. T\u00e3o pouco estagnar-se em pleno s\u00e9culo 19 j\u00e1 que consideramos \u201chistoricamente mut\u00e1vel os relacionamentos humanos\u201d.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Diferente do adult\u00e9rio em si \u00e9 o machismo empedernido, que atravessa a sociedade como um todo, apresent\u00e1vel das mais variadas formas e pr\u00e1ticas, que trazem em si diferentes tipos e n\u00edveis de viol\u00eancia contra a mulher para impor autoridade (submeter e subordinar), para decidir sobre o corpo, sobre o prazer e, at\u00e9 mesmo, sobre o momento em que dever\u00e1 deixar de viver.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">O patriarcado \u2013 regido por esse poder, pelo medo e pelo casamento monog\u00e2mico \u2013 institucionalizado pelo Estado que dissemina ou mant\u00e9m essa viol\u00eancia necess\u00e1ria aos ditames do capital, n\u00e3o pode ser mascarado e t\u00e3o pouco enfrentado sem a unidade de homens e mulheres que \u201cproduzem o conte\u00fado material de toda riqueza social\u201d.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Para tanto \u00e9 fundamental insistirmos hoje, conforme muito bem indicado por Saffioti<a href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a>, que a desigualdade, a viol\u00eancia e a intoler\u00e2ncia n\u00e3o s\u00e3o inerentes ao ser social. Portanto, pass\u00edveis de serem superadas.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mantermos como algo invis\u00edvel os \u00edndices que expressam essa viol\u00eancia por todo o mundo e que o Brasil mant\u00e9m: estima-se que devem ter ocorrido entre 129,9 mil a 454,6 mil estupros no pa\u00eds em 2015, o que significa dizer que mais de cinco pessoas s\u00e3o estupradas por hora no Brasil.<a href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a> Houve um crescimento de 11,6% da taxa de homic\u00eddios de mulheres entre 2004 e 2014, o que se traduz em treze mulheres assassinadas por dia no Brasil.<a href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a> As mulheres tamb\u00e9m sofrem com a aus\u00eancia de oportunidades no mercado de trabalho: a menor taxa de desemprego corresponde \u00e0 dos homens brancos (5%), ao passo que a maior remete \u00e0s mulheres negras (12%). No intervalo entre os extremos, encontram-se as mulheres brancas (9%) e os homens negros (7%).<a href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">E na possibilidade da visibilidade, com a compreens\u00e3o de que a Organiza\u00e7\u00e3o cumpra o papel de contribuir para a educa\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o dessas rela\u00e7\u00f5es junto a classe que produz o conte\u00fado material da riqueza, \u00e9 imprescind\u00edvel que todos e todas se reeduquem diante das lutas necess\u00e1rias num momento de crise estrutural cada vez mais profunda.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Isso requer, desde as reivindica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para sobreviv\u00eancia e para se manter viva, o que n\u00e3o pode ser o mesmo que oportunidades iguais, at\u00e9 a possibilidade de caminhar no sentido de \u201clibera\u00e7\u00e3o das mulheres centrada na igualdade substantiva, que n\u00e3o encontra sa\u00eddas para sua realiza\u00e7\u00e3o dentro dos limites do sistema do capital<a href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a>\u201d e para isso n\u00e3o pode haver espa\u00e7o para a insist\u00eancia do machismo empedernido, ou realmente pouco se questiona o \u201c\u00e2mago do sistema dominante de reprodu\u00e7\u00e3o sociometab\u00f3lica\u201d e seus limites absolutos.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Portanto, o machismo empedernido n\u00e3o \u00e9 algo moral ou imoral como refer\u00eancia da moral burguesa, \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o concreta e sistem\u00e1tica dos ditames do capital \u00e0s rela\u00e7\u00f5es pessoais, sustentado pela classe que produz o conte\u00fado material de toda riqueza social e demais assalariados, encoberto hipocritamente pela burguesia e capaz de fascinar mentes brilhantes atra\u00eddas pelo comodismo ou imobilismo e pela vida \u201cfacilitada\u201d por mulheres.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\">Assim, \u00e9 imprescind\u00edvel para o nosso tempo fortalecer as lutas em andamento e a consci\u00eancia socialista com a \u201cpr\u00e1xis revolucion\u00e1ria\u201d para que mulheres e homens encontrem sentido em trilhar os caminhos para a sociedade socialista sem que interrompam os passos para enfrentarem, entre n\u00f3s, al\u00e9m de todos os problemas enfrentados por estarmos juntos com a nossa classe, os descaminhos de pr\u00e1ticas t\u00e3o cru\u00e9is.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Referente ao texto <\/span><\/span><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>A Quest\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria e o Movimento Anarquista<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">, publicado no Jornal Espa\u00e7o Socialista n\u00ba 95 \u2013 nov\/dez 2016.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Luxemburgo Rosa. Camarada e Amante: Cartas de Rosa Luxemburgo a Leo Jogiches. Rio Janeiro: Paz e Terra, 1983. Rosa abandonou Jogiches porque passou a gostar e resolveu morar com Konstantin Zetkin. <\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Saffioti, Heleieth. G\u00eanero, Patriarcado, Viol\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2015.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Segundo mostra o 10\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, produzido pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote5\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Dados do Atlas da Viol\u00eancia de 2016, uma publica\u00e7\u00e3o do Ipea e do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote6\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> De acordo com a 4\u00aa Edi\u00e7\u00e3o da Revista Retrato das Desigualdades de G\u00eanero e Ra\u00e7a, uma publica\u00e7\u00e3o conjunta do Ipea, ONU Mulheres, Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres \u2013 SPM e Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial \u2013 SEPPIR<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote7\">\n<p lang=\"pt-BR\"><a href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a><span style=\"font-family: Calibri,serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> M\u00e9sz\u00e1ros Istv\u00e1n. Para Al\u00e9m do Capital. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2002.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um di\u00e1logo com S\u00e9rgio Lessa 1 As importantes contribui\u00e7\u00f5es de S\u00e9rgio Lessa para o Jornal Espa\u00e7o Socialista discorrem com muito<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,6,65],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4991"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4992,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions\/4992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}