{"id":5152,"date":"2017-09-01T20:58:20","date_gmt":"2017-09-01T23:58:20","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=5152"},"modified":"2018-05-01T00:36:21","modified_gmt":"2018-05-01T03:36:21","slug":"a-crise-economica-capitalista-e-profunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2017\/09\/a-crise-economica-capitalista-e-profunda\/","title":{"rendered":"A crise econ\u00f4mica capitalista \u00e9 profunda"},"content":{"rendered":"<p>Muitos dizem que a crise vai passar e tudo vai voltar a ficar bem, mas a cada dia percebemos isso ficar mais distante. A crise que \u00e9 estrutural tem seus picos e cada um \u00e9 ainda mais grave e mais longo que o outro. \u00c9 isso que estamos vivendo desde 2008, que alguns j\u00e1 diziam ser o mais grave desde o crash de 1929 e tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 sendo o mais longo.<\/p>\n<p>Entender isso \u00e9 importante porque os capitalistas buscam, no mundo todo, retomar suas taxas de lucro retirando da classe trabalhadora e tamb\u00e9m utilizam cada vez mais formas e m\u00e9todos ainda mais agressivos. A onda mundial de ataques aos direitos trabalhistas e sociais \u00e9 a mais evidente demonstra\u00e7\u00e3o de que a explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando maior.<\/p>\n<p>Diferente das crises anteriores, quando as medidas adotadas pelos capitalistas permitiam retomar crescimento anterior, ou seja, retomar os lucros, as principais economias do mundo n\u00e3o conseguem alcan\u00e7ar os n\u00edveis de crescimento que tinham antes de 2007. At\u00e9 crescem, mas n\u00e3o crescem o esperado pelos capitalistas.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo longo de pico de crise, que chamaremos aqui de longa depress\u00e3o, tem-se um crescimento t\u00e3o baixo e lento que as economias n\u00e3o retornam a n\u00edveis anteriores. E como parte da crise estrutural \u2013 que atinge a totalidade do sistema e n\u00e3o se limita apenas a um pa\u00eds, com dura\u00e7\u00e3o permanente \u2013 n\u00e3o nos deixa ver sinais de recupera\u00e7\u00e3o. Isso significa que necessitamos tamb\u00e9m, como classe trabalhadora, de formas e m\u00e9todos agressivos na organiza\u00e7\u00e3o e na luta para n\u00e3o continuarmos arcando com as consequ\u00eancias da crise.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios elementos que dificultam resolver a crise econ\u00f4mica e reverter de maneira consistente a queda da taxa de lucro. Em alguns momentos o capital pode aumentar investimentos e a produtividade, aumentar a explora\u00e7\u00e3o sobre a classe trabalhadora, expandir o consumo e na mais grave crise at\u00e9 ent\u00e3o, a de 1929, quando se esgotaram as medidas \u201cnormais\u201d, pode realizar uma guerra com propor\u00e7\u00f5es nunca antes vistas e que abriu longos anos de acumula\u00e7\u00e3o de capitais.<\/p>\n<p>Hoje, os capitalistas n\u00e3o podem lan\u00e7ar m\u00e3o de um confronto militar nas propor\u00e7\u00f5es da II Grande Guerra, pois, nesse momento, significaria a aniquila\u00e7\u00e3o da humanidade e, por consequ\u00eancia, do pr\u00f3prio capital. Somente com uma queima de capital nessa propor\u00e7\u00e3o se poderia entrar em um per\u00edodo longo de estabilidade e hoje pode-se mover a ind\u00fastria da guerra somente em guerras locais ou regionais.<\/p>\n<p>E outro elemento importante \u00e9 o peso do capital especulativo e fict\u00edcio sobre as demais fra\u00e7\u00f5es do capital que atuam sem controle e colocam contradi\u00e7\u00f5es. O deslocamento de imensas somas de capitais para remunerar o capital especulativo tem como efeito reduzir as possibilidades de investimentos, que seria fundamental para retomada de um crescimento consistente.<\/p>\n<p>Esses problemas conjuntamente indicam que em um curto espa\u00e7o de tempo n\u00e3o haver\u00e1 a retomada do crescimento nos mesmos patamares do per\u00edodo pr\u00e9-crise. Os pr\u00f3prios organismos internacionais da burguesia (FMI, BM, etc.) n\u00e3o est\u00e3o ousando apostar em uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o. E para n\u00e3o assustar fazem o discurso de que a recupera\u00e7\u00e3o vai ser longa e lenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Riqueza cada vez mais concentrada, pobreza cada vez mais ampla<\/h2>\n<p>Dados de 2015, nos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE, que re\u00fane 34 pa\u00edses), os 10% mais ricos concentravam 50% da riqueza, enquanto os 40% mais pobres tinham acesso apenas a 3% dela. Nesse per\u00edodo, a metade da riqueza do mundo estava nas m\u00e3os de apenas 62 pessoas. Quando consideramos todos os pa\u00edses do mundo, por dados de janeiro de 2017, apenas 8 pessoas possuem uma riqueza ao equivalente a 3,6 bilh\u00f5es de pessoas, a metade mais pobre que o capitalismo produziu em sua exist\u00eancia. Com o aumento da explora\u00e7\u00e3o essas desigualdades tendem a aumentar.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca imperialista \u2013 suscintamente caracterizada pela concentra\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o (cart\u00e9is), monop\u00f3lio dos grandes bancos (a preponder\u00e2ncia das organiza\u00e7\u00f5es rentistas), controle econ\u00f4mico do mercado mundial e a partilha territorial do mundo (colonialismo ou neocolonialismo) por um pequeno grupo de pa\u00edses \u2013 n\u00e3o est\u00e1 eliminada a concorr\u00eancia, pelo contr\u00e1rio, se mant\u00e9m forte e regulada principalmente pelos organismos internacionais como a ONU, FMI, Banco Mundial, entre outros.<\/p>\n<p>No entanto, diante da crise, essa concorr\u00eancia negociada pode ruir e abrir um per\u00edodo de disputas mais intensas entre os pa\u00edses imperialistas e at\u00e9 mesmo entre pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o imperialistas. Quando n\u00e3o chegam em acordos, essas disputas aparecem sob a forma pol\u00edtica e tamb\u00e9m militar. E como tem prevalecido nesse momento a aus\u00eancia de acordos no campo econ\u00f4mico alguns pa\u00edses j\u00e1 t\u00eam colocado sua for\u00e7a militar em movimento. Enquanto as fra\u00e7\u00f5es da burguesia se mant\u00eam em disputa na concorr\u00eancia \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora que entra no jogo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Uma ofensiva global sobre direitos sociais e trabalhistas<\/h2>\n<p>Diante da queda da taxa de lucros os capitalistas disparam v\u00e1rias medidas: Redu\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas e sociais, desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas, venda de ativos e empresas do Estado (privatiza\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o e outros mecanismos de transfer\u00eancia de bens estatais para as empresas privadas). Em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo os governos e a patronal t\u00eam implementado essas medidas.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista na Fran\u00e7a, os trabalhos parciais nos Estados Unidos, os \u201cminijobs\u201d na Alemanha (sem direitos \u00e0 aposentadoria, seguro desemprego, com jornada de tempo parcial), a terceiriza\u00e7\u00e3o, a aprova\u00e7\u00e3o da Reformas Trabalhista e a tentativa de aprovar a Reforma da Previd\u00eancia no Brasil e o aumento da idade m\u00ednima para aposentadoria em v\u00e1rios pa\u00edses s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es de se tratar de uma pol\u00edtica global dos capitalistas sobre os direitos sociais e trabalhistas.<\/p>\n<p>Outra medida que a burguesia est\u00e1 impondo diz respeito \u00e0s formas de organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, atacando o direito \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, impedindo a sindicaliza\u00e7\u00e3o, cooptando as dire\u00e7\u00f5es sindicais, enfim, v\u00e1rias medidas que resultaram em atrelar os principais sindicatos e centrais sindicais ao Estado e \u00e0 gest\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>E diante do aumento da mis\u00e9ria, do desemprego, da precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e da retirada de direitos em n\u00edvel mundial, a resist\u00eancia da classe trabalhadora aumenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A resist\u00eancia da classe trabalhadora<\/h2>\n<p>Os trabalhadores gregos e in\u00fameras greves gerais, as gigantescas mobiliza\u00e7\u00f5es na Fran\u00e7a, a greve geral no Brasil e na Argentina. Apesar de n\u00e3o termos obtido vit\u00f3rias, foram recolocados em cena os v\u00e1rios setores da classe trabalhadora mundial.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, as mobiliza\u00e7\u00f5es de caminhoneiros que se estenderam por v\u00e1rios setores de trabalhadores como motoristas, rurais, professores e estudantes. Antes, as mobiliza\u00e7\u00f5es gigantescas exigindo a apura\u00e7\u00e3o do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa.<\/p>\n<p>No Chile, milh\u00f5es marcharam contra as Administradoras de Fundos de Pens\u00e3o, al\u00e9m das mobiliza\u00e7\u00f5es do movimento estudantil. Tamb\u00e9m a greve dos mineiros da regi\u00e3o de Escondida chegou a balan\u00e7ar o mercado mundial de cobre.<\/p>\n<p>No Peru trabalhadores al\u00e9m do setor p\u00fablico, os mineiros do setor de cobre de Southern protagonizaram outra greve enfrentando a explora\u00e7\u00e3o das empresas estadunidenses.<\/p>\n<p>Onde melhor tem se expressado a rela\u00e7\u00e3o lutas\/greves \u00e9 na China. Dados oficiais (divulgados pelo site China Labour Bulletin) d\u00e3o conta que no ano de 2016 foram quase 3 mil conflitos trabalhistas, envolvendo quase 1,8 milh\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nos Estados Unidos ocorreram v\u00e1rias greves, questionando a\u00e7\u00f5es de empresas que tentam diminuir sal\u00e1rio ou retirar direitos (como assist\u00eancia e benef\u00edcios de planos de sa\u00fade).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aconteceram greves de petroleiros em v\u00e1rios pa\u00edses: Gab\u00e3o, Kasaquist\u00e3o. Kuwait em 2016 teve uma greve de 3 dias que fez a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do pa\u00eds cair pela metade. Neste ano, os petroleiros (empresa estatal e outra canadense) de Costa do Marfim. Os trabalhadores p\u00fablicos tamb\u00e9m realizaram greve por tr\u00eas semanas exigindo benef\u00edcios sociais.<\/p>\n<p>S\u00e3o lutas pequenas, de resist\u00eancia aos planos de ajustes aplicados pelos diversos governos, mas s\u00e3o novidades para o momento, pois presenciamos muitos anos de ofensiva contra os direitos trabalhistas e sociais sem que houvesse lutas.<\/p>\n<p>Sem retirar a import\u00e2ncia dessas lutas \u00e9 importante demarcar que elas t\u00eam um car\u00e1ter defensivo, com o esfor\u00e7o de manter conquistas obtidas h\u00e1 muito tempo e que agora o capital quer retirar. Ainda assim se deparam com a dureza da burguesia e na maioria dos casos a classe trabalhadora tem sido derrotada.<\/p>\n<p>At\u00e9 esse momento as lutas t\u00eam tido car\u00e1ter popular, ou seja, mobiliza\u00e7\u00f5es envolvendo v\u00e1rios \u201catores sociais\u201d (classe m\u00e9dia, juventude, pequena burguesia, setores que n\u00e3o necessariamente se identificam como classe social), com v\u00e1rias demandas e sem conex\u00e3o com as bandeiras contra o capitalismo. Popular quer dizer, sem uma defini\u00e7\u00e3o precisa de classe social. Trata-se, em muitos momentos, de um peso grande de setores de classe m\u00e9dia e da pequena burguesia, suscet\u00edveis \u00e0s press\u00f5es da burguesia.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 reafirmar a necessidade de ganhar os setores pauperizados, moradores das periferias do mundo, pobres e miser\u00e1veis para se juntarem \u00e0s lutas contra o capital, sob dire\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel para enfrentarmos a ofensiva burguesa superarmos as dire\u00e7\u00f5es sindicais e pol\u00edticas do movimento mundial que est\u00e3o, com pequenas e raras exce\u00e7\u00f5es, engajadas no pr\u00f3prio projeto da burguesia. Uma ou outra cumprem um papel de \u201cesquerda capitalista\u201d, mas a maioria das organiza\u00e7\u00f5es do movimento social est\u00e1 sob controle de dire\u00e7\u00f5es burguesas, pelegas e burocr\u00e1ticas. Essas dire\u00e7\u00f5es s\u00e3o de fato um obst\u00e1culo importante a ser superado para o fortalecimento da classe oper\u00e1ria como sujeito pol\u00edtico e social.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia do proletariado industrial enquanto for\u00e7a pol\u00edtica e atuante como vanguarda das lutas \u00e9 o maior desafio que as lutas da classe trabalhadora pelo mundo enfrenta. O proletariado \u00e9 o que pode fazer a balan\u00e7a pender para o nosso lado por ser o produtor da riqueza material e interferir diretamente no cora\u00e7\u00e3o do capital. Dessa aus\u00eancia deriva um problema crucial: a aus\u00eancia de projeto socialista na consci\u00eancia da classe trabalhadora. Sem a presen\u00e7a e dire\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o movimento desenvolver uma consci\u00eancia de classe e socialista de massas. De todo modo s\u00f3 o simples fato dessas lutas existirem a possibilidade de constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa em que o movimento v\u00e1 \u00e0 esquerda com bandeiras anticapitalista e passem por cima da burocracia j\u00e1 est\u00e1 colocada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Um per\u00edodo de disputas ideol\u00f3gicas: a crise de alternativa e a direita<\/h2>\n<p>Como caracteriza\u00e7\u00e3o geral a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica mundial \u00e9 parte de um per\u00edodo de longo prazo aberto com a queda do Muro de Berlim e dos Estados burocr\u00e1ticos do Leste. Por mais lutas e resist\u00eancia que tenham ocorrido nesse per\u00edodo elas n\u00e3o foram suficientes recolocarem a luta por uma sociedade socialista. Esse per\u00edodo \u00e9 marcado pela ofensiva do capital contra os trabalhadores: neoliberalismo, amplia\u00e7\u00e3o da mundializa\u00e7\u00e3o do capital e com ela a desregulamenta\u00e7\u00e3o de direitos sociais e trabalhistas, invas\u00f5es Iraque e outros pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio, a ofensiva de Israel contra os palestinos, entre outros tantos.<\/p>\n<p>H\u00e1 em curso uma experi\u00eancia de massas \u2013 ainda que pela negativa &#8211; com as diversas dire\u00e7\u00f5es burguesa, reformistas e nacionalistas burguesas que j\u00e1 demonstraram a sua incapacidade de ser uma alternativa para os trabalhadores. E esse processo abre espa\u00e7o para a disputa pela consci\u00eancia da classe trabalhadora, de ganha-la para um projeto de ruptura com o capitalismo.<\/p>\n<p>Opinamos que uma sa\u00edda de tipo fascista n\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica dominante no interior da burguesia mundial, que ainda aposta na aplica\u00e7\u00e3o de medidas via a legalidade, ainda que cada vez mais lance m\u00e3o de formas antidemocr\u00e1ticas. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que exista enquanto movimento, que se traduziu no aumento da popularidade tanto no Brasil quanto em v\u00e1rias outras partes do mundo como nos EUA com os atos contra negros e pela supremacia branca. E considerando a profundidade da crise e os limites do capital em resolv\u00ea-la, na atual conjuntura, n\u00e3o podemos descartar completamente que no interior do imperialismo ocorra um deslocamento de um setor mais amplo em dire\u00e7\u00e3o ao fascismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Uma sa\u00edda para a classe trabalhadora<\/h2>\n<p>Nesse sentido, uma tarefa importante na luta contra o capitalismo \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o da ideia do que \u00e9 o socialismo, desmentir os ide\u00f3logos burguesas e essas dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas que deformam o conte\u00fado do socialismo e do marxismo. E \u00e9 importante reafirmarmos:<\/p>\n<p>&#8211; Controle dos meios de produ\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o ser\u00e3o s\u00f3 estatizados, mas controlados socialmente pela classe trabalhadora, atrav\u00e9s dos organismos de poder. \u00c9 a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Democracia da maioria, dos que realmente produzem a riqueza social. O poder vai ser exercido pelos produtores atrav\u00e9s de seus organismos de luta e organiza\u00e7\u00e3o. Controle sobre os representantes com revogabilidade de mandatos, sobre suas atividades e nenhum privil\u00e9gio em rela\u00e7\u00e3o aos demais membros da sociedade;<\/p>\n<p>&#8211; Cargos p\u00fablicos n\u00e3o poder\u00e3o ser utilizados para preservar o poder ou privil\u00e9gios de um grupo ou casta;<\/p>\n<p>&#8211; A decis\u00e3o sobre o que produzir, como e para que produzir e sobre toda a distribui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 decis\u00e3o coletiva, para atender as necessidades da maioria, preservar a natureza e a rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre humanos-natureza;<\/p>\n<p>&#8211; Ampla democracia com direito de exist\u00eancia de v\u00e1rios partidos oper\u00e1rios e tend\u00eancias de esquerda com seus espa\u00e7os pr\u00f3prios de decis\u00e3o sem a sobreposi\u00e7\u00e3o aos organismos do conjunto da classe trabalhadora;<\/p>\n<p>&#8211; For\u00e7as militares de defesa da revolu\u00e7\u00e3o formada por trabalhadores\/as e toda a sua oficialidade eleita e controlada democraticamente pela base das for\u00e7as militares e pelos organismos de poder da classe trabalhadora. N\u00e3o ser\u00e1 para reprimir a classe trabalhadora, mas sim um organismo de autodefesa da classe contra os capitalistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos dizem que a crise vai passar e tudo vai voltar a ficar bem, mas a cada dia percebemos isso<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":5153,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[73,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5152"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5152"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5154,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5152\/revisions\/5154"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}