{"id":54,"date":"2008-12-13T16:36:25","date_gmt":"2008-12-13T16:36:25","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/54"},"modified":"2018-05-04T21:48:37","modified_gmt":"2018-05-05T00:48:37","slug":"ray","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2008\/12\/ray\/","title":{"rendered":"Ray"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1>RAY<\/h1>\n<h1><\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Nome original: Ray<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Produ\u00e7\u00e3o: Estados Unidos<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ano: 2004\/I<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiomas: Ingl\u00eas<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diretor: Taylor Hackford<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <span lang=\"EN-US\">Roteiro: Taylor Hackford, James L. White<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elenco: Jamie Foxx, Kerry Washington, Regina King, Clifton Powell, Harry J. Lennix, Bokeem Woodbine<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">G\u00eanero: biografia, drama, m\u00fasica<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Fonte: \u201cThe Internet Movie Database\u201d \u2013 <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/www.imdb.com\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\">\u00a0 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As biografias de celebridades correm facilmente o risco de se transformarem em um burocr\u00e1tico exerc\u00edcio laudat\u00f3rio sem nenhuma intensidade dram\u00e1tica. Principalmente quando o biografado, ainda vivo, tem o poder de exercer alguma interfer\u00eancia sobre a obra, como \u00e9 o caso de \u201cPel\u00e9 eterno\u201d, que por encomenda de Edson Arantes do Nascimento se transformou num filme caseiro de recorda\u00e7\u00e3o, a que somente sua fam\u00edlia suporta assistir. O risco de algo semelhante acontecer cercava a biografia de Ray Charles filmada por Taylor Hackford, uma vez que foi produzida sob os ausp\u00edcios do m\u00fasico, que p\u00f4de assisti-la, ou melhor, ouvi-la (\u00e9 f\u00e1cil esquecer que o cantor era cego), antes de morrer, em 2004, e dar sua aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O desastre cinematogr\u00e1fico total n\u00e3o aconteceu gra\u00e7as \u00e0 coragem quase inacredit\u00e1vel que o pr\u00f3prio Ray Charles mostrou ao concordar em expor todas as facetas de sua trajet\u00f3ria, mesmo as mais sombrias. Numa \u00e9poca em que as celebridades se transformaram em aberra\u00e7\u00f5es para o circo de horrores da m\u00eddia (vide o julgamento de Michael Jackson), \u00e9 dif\u00edcil encontrar o equil\u00edbrio na delicada tarefa de expor uma rica e incomum personalidade humana com sua carga inerente de v\u00edcios e virtudes, sem cair na tenta\u00e7\u00e3o de divinizar (como em \u201cPel\u00e9 Eterno\u201d) ou satanizar o objeto em quest\u00e3o. N\u00e3o se pode dizer que \u201cRay\u201d encontra esse equil\u00edbrio perfeito, uma vez que resvala num certo exagero, melodrama e afeta\u00e7\u00e3o, mas a tentativa \u00e9 digna.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ray Charles exp\u00f5e nesta biografia seu v\u00edcio em hero\u00edna, seus adult\u00e9rios, as escolhas musicais e empresariais equivocadas, os companheiros de jornada a quem abandonou pelo caminho, a busca cega por fama e fortuna (com perd\u00e3o pelo trocadilho). Ele exp\u00f5e seus defeitos como quem acredita que a qualidade extraordin\u00e1ria de sua arte pode redimir todos os pecados. Essa parece ser a cren\u00e7a que move a realiza\u00e7\u00e3o do filme e a disposi\u00e7\u00e3o para confessar os erros.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">O talento \u00e9 a sa\u00edda para enfrentar a condi\u00e7\u00e3o duplamente discriminada de negro e de deficiente visual e depois, de viciado em drogas. \u00c9 interessante como no in\u00edcio de carreira ele era discriminado pelos pr\u00f3prios colegas m\u00fasicos negros por ser cego, deixado de fora e exclu\u00eddo das farras que se seguiam aos shows. Pelo menos at\u00e9 que o p\u00fablico feminino descobrisse quem era o verdadeiro talento da banda.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como qualquer celebridade, Ray Charles foi passado para tr\u00e1s mais de uma vez em sua escalada rumo ao topo do competitivo showbiz estadunidense. Da mesma forma, deixou para tr\u00e1s alguns dos que o apoiaram no in\u00edcio da carreira. Foi acusado de vendido e mercen\u00e1rio pelos m\u00fasicos negros mais engajados, quando assinou com uma grande gravadora e come\u00e7ou a fazer m\u00fasicas mais comerciais. Estamos tratando aqui de uma transforma\u00e7\u00e3o e um dilema que eram comuns naquele per\u00edodo extraordin\u00e1rio. A \u00e9poca retratada, as d\u00e9cadas de 1950 e 60, foi a da explos\u00e3o da m\u00fasica pop, com as diferentes vertentes do rock n\u2019 roll disputando a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. N\u00e3o apenas a trajet\u00f3ria de Ray Charles foi colhida num turbilh\u00e3o, mas a da m\u00fasica em geral.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Passou-se da condi\u00e7\u00e3o em que o m\u00fasico era um profissional que ganhava o suficiente para viver com seus shows para aquela em que se assinam contratos milion\u00e1rios, se vendem milh\u00f5es de discos, se aparece na televis\u00e3o em rede nacional, se fazem turn\u00eas ao exterior, se compram mans\u00f5es, etc.. Ray foi um dos astros desse per\u00edodo e enfrentou todas as suas contradi\u00e7\u00f5es, pagando um elevado pre\u00e7o pessoal por isso e se sobressaindo por for\u00e7a de seu talento, de modo que seu nome dever\u00e1 constar de qualquer antologia da m\u00fasica do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A explos\u00e3o da m\u00fasica pop, tendo como eixo o rock n\u2019 roll, catapultou para a fama toda uma s\u00e9rie de subg\u00eaneros e estilos da m\u00fasica negra, com seus respectivos astros, como Ray Charles, que saltaram os muros de seu gueto cultural e social para se tornarem \u00eddolos de toda uma gera\u00e7\u00e3o. A d\u00e9cada de 1960 foi o per\u00edodo em que a juventude WASP passou a ouvir a m\u00fasica do proletariado negro. Isso era um dos aspectos cruciais da chamada \u201crebeli\u00e3o da juventude\u201d, pois atacava um dos pilares fundamentais do conservadorismo em todos os tempos, a repress\u00e3o sexual. As classes sociais subalternas s\u00e3o em geral mais desreprimidas sexualmente que as superiores, raz\u00e3o pela qual a m\u00fasica negra era considerada escandalosamente sensual ou \u201ccoisa do dem\u00f4nio\u201d pelos guardi\u00f5es da moral e dos bons costumes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Do ponto de vista dos brancos ou dos estrangeiros, a m\u00fasica de Ray Charles era mais uma das novidades quentes do per\u00edodo. Mas para os pr\u00f3prios negros, ela era mais do que escandalosa, era abertamente sacr\u00edlega. Tratava-se de uma uni\u00e3o do \u201crythm and blues\u201d (R&amp;B) com o \u201cgospell\u201d. O gospell \u00e9 a m\u00fasica que embala os cultos das igrejas protestantes de denomina\u00e7\u00e3o batista ou pentecostal freq\u00fcentadas pelos negros. O gospell \u00e9, musicalmente, t\u00e3o nitidamente diferente do R&amp;B quanto s\u00e3o para n\u00f3s brasileiros o forr\u00f3 e o samba, com a diferen\u00e7a radical de que um deles \u00e9 sacro e o outro profano.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Da\u00ed o espanto da mulher de Ray (ex-cantora de gospell) ao ouvi-lo tocar um gospell com letra de R&amp;B, ou um R&amp;B com melodia de gospell, mesmo que composto em homenagem a ela. A caracter\u00edstica musical do gospell de unir uma voz principal a um coral que responde em contraponto foi comercialmente explorada por Ray e suas backing vocals, as \u201cRaelettes\u201d. Ele usou os recursos mel\u00f3dicos do gospell para cantar sua paix\u00e3o pelas mulheres, acompanhado por cantoras que invariavelmente se tornavam suas amantes, o que s\u00f3 ajudava a deixar a coisa toda ainda mais incendi\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Essa c\u00f3pula entre o sagrado e o profano faz com que a carreira de Ray decole e com ela tamb\u00e9m o filme. Especialmente a partir do momento em que ele entra para o elenco da gravadora Atlantic Records e passa a evoluir musicalmente e encontrar seu pr\u00f3prio som. Sua fase mais criativa e revolucion\u00e1ria se desenrola nesse per\u00edodo. Antes disso, ele era semi-amador, e depois, como todo artista consolidado, se torna comercial e repetitivo. Se o restante do filme \u00e9 convencional e at\u00e9 burocr\u00e1tico, o momento que retrata o seu auge criativo vale por todos os defeitos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 dif\u00edcil ficar parado na poltrona do cinema quando \u00e9 mostrada a g\u00eanese de cl\u00e1ssicos como \u201cWhat did I say?\u201d, totalmente improvisada, que quando \u00e9 tocada ao vivo pela primeira vez, literalmente p\u00f5e a casa abaixo, como diz o pr\u00f3prio Ray; ou \u201cHit the road, Jack\u201d, composta quando sua amante (e backing vocal) Margie Hendricks rompeu com ele; ou ainda \u201cUnchain my heart\u201d, j\u00e1 fora da Atlantic. Estamos tratando de um per\u00edodo da hist\u00f3ria em que a m\u00fasica realmente significava algo, e por isso ainda permanece irresistivelmente poderosa d\u00e9cadas depois, fazendo empalidecer qualquer cria\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea e parecer que vivemos em outro planeta.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas n\u00e3o s\u00f3 de m\u00fasica vive um filme (o que chega a ser uma pena) e \u00e9 preciso de alguma maneira encaminhar o desenlace dram\u00e1tico da hist\u00f3ria. Apesar da fama e da fortuna, os problemas ainda perseguem Ray e ele dever\u00e1 enfrentar uma batalha para se livrar do v\u00edcio em hero\u00edna, depois que uma trag\u00e9dia o alcan\u00e7a e a mulher amea\u00e7a deix\u00e1-lo. A recompensa vir\u00e1 em 1979, quando ele \u00e9 readmitido no Estado da Ge\u00f3rgia, de onde fora banido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Banido? Sim, Ray Charles fora banido por descumprir um contrato e se recusar a tocar para uma plat\u00e9ia segregada, em pleno auge do movimento pelos direitos civis. Ray n\u00e3o foi nenhum entusiasta de primeira hora do movimento, e o filme \u00e9 honesto o suficiente para mostrar isso. Ele precisou ser convencido por um militante, na porta da casa de shows, para rever a quest\u00e3o e mudar de posi\u00e7\u00e3o. Assim, enfrentou o banimento e deixou de faturar com shows no Estado para o qual compusera \u201cGe\u00f3rgia on my mind\u201d, para desespero da gravadora. Honestidade e transpar\u00eancia s\u00e3o as maiores qualidades dessa biografia, de modo que o retorno triunfal ao Estado que adotou aquela bela can\u00e7\u00e3o como uma esp\u00e9cie de hino oferece um ponto final ideal para a narrativa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um \u00faltimo destaque vai para o ator Jamie Foxx, num desempenho antol\u00f3gico, compar\u00e1vel ao daqueles raros casos em que um ator realmente encarnou um personagem, como Ben Kingslei em \u201cGandhi\u201d ou Robert Downey Jr. em \u201cChaplin\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Daniel M. Delfino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">25\/02\/2005<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<h1>RAY<\/h1>\n<h1><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\" class=\"MsoNormal\">Nome original: Ray<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><span style=\"\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span>Produ&ccedil;&atilde;o: Estados Unidos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6128,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54\/revisions\/6128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}