{"id":5656,"date":"2018-03-05T00:27:44","date_gmt":"2018-03-05T03:27:44","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=5656"},"modified":"2018-05-28T16:47:30","modified_gmt":"2018-05-28T19:47:30","slug":"carnaval-carioca-de-2018-novamente-a-velha-manipulacao-das-organizacoes-globo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2018\/03\/carnaval-carioca-de-2018-novamente-a-velha-manipulacao-das-organizacoes-globo\/","title":{"rendered":"Carnaval Carioca de 2018: novamente, a velha manipula\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Globo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Alex Brasil*<\/strong><\/p>\n<p>Reescrever a hist\u00f3ria recente do pa\u00eds tem sido uma das constantes a\u00e7\u00f5es dos grandes meios de comunica\u00e7\u00f5es no Brasil. Al\u00e9m dos lament\u00e1veis &#8220;Guias Politicamente Incorretos&#8221; editados pela Revista Veja (que teve at\u00e9 Lob\u00e3o &#8211; argh! &#8211; como um dos autores), essa pr\u00e1tica tem juntado tamb\u00e9m outros &#8220;bar\u00f5es&#8221; da comunica\u00e7\u00e3o como os Frias da Folha de S\u00e3o Paulo e os Marinho das Organiza\u00e7\u00f5es Globo, para citar alguns.<\/p>\n<p>No caso da Folha de S\u00e3o Paulo, ficou marcante o absurdo editorial escrito em 2009, dizendo que no Brasil tinha existido uma &#8220;ditabranda&#8221;, registre-se que a Folha de S\u00e3o Paulo cedeu seus ve\u00edculos para a\u00e7\u00f5es dos agentes da repress\u00e3o visando o exterm\u00ednio da luta armada, que enfrentava a ditadura militar.<\/p>\n<p>J\u00e1, no caso das organiza\u00e7\u00f5es Marinho, no mesmo ano de 2009, a Globov\u00eddeos coproduziu o document\u00e1rio &#8220;Wilson Simonal, ningu\u00e9m sabe o duro que dei&#8221;, em que procura desfazer a imagem do cantor como dedo-duro a servi\u00e7o da ditadura e procura colocar a tortura que o cantor encomendou ao seu contador Raphael Viviani como um ato impensado, mas n\u00e3o como um ato colaboracionista do artista com o regime militar.<\/p>\n<p>Em outras palavras quis afirmar que: Simonal sofreu &#8220;patrulha ideol\u00f3gica&#8221; da esquerda, personificada no jornal alternativo &#8220;O Pasquim&#8221; e nos cartunistas Jaguar, Ziraldo e, principalmente, Henfil. Muitos que s\u00e3o leigos nessa hist\u00f3ria compram o barulho do document\u00e1rio e v\u00e3o al\u00e9m: Simonal tamb\u00e9m sofreu racismo por ser negro e tamb\u00e9m por ser o artista mais popular no Brasil, no final dos anos 60 e in\u00edcio dos anos 70.<\/p>\n<p>N\u00e3o quis se lembrar o document\u00e1rio (coproduzido pelo casseta Claudio Manoel, ent\u00e3o empregado muito bem pago pela emissora global) de que Wilson Simonal, antes da den\u00fancia do Pasquim, tinha gravado &#8220;Brasil, Eu Fico&#8221; de Jorge Ben, m\u00fasica de qualidade duvidosa e que se alinhou ao lado da ditadura no desafio aos guerrilheiros, feito no slogan &#8220;Brasil, ame ou deixe-o&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso do epis\u00f3dio de tortura, o policial do DOPS, amigo do cantor contatado para dar a surra no contador, M\u00e1rio Braga, foi um dos respons\u00e1veis pela morte do guerrilheiro Stuart Angel, do MR-8, dias antes.<\/p>\n<p>Por que a tortura de um contador, envolvendo o DOPS? Simonal era s\u00f3cio de Jo\u00e3o Carlos Magaldi, que tamb\u00e9m tinha outra sociedade com Carlito Maia, irm\u00e3o da guerrilheira da VPR, Dulce Maia. Ao falir, o cantor desconfiou que o contador estava desviando dinheiro para Carlito Maia para este financiar a luta armada, da qual a irm\u00e3, mesmo presa e posteriormente exilada, participava.<\/p>\n<p>Por fim, o pr\u00f3prio Simonal se declarou como informante do DOPS, em 1971, conforme relatou o jornalista M\u00e1rio Magalh\u00e3es, bi\u00f3grafo de Carlos Marighela. Detalhe perniciosamente esquecido pelo document\u00e1rio, crivado de depoimentos favor\u00e1veis de funcion\u00e1rios das Organiza\u00e7\u00f5es Globo ao Simonal, como de N\u00e9lson Motta e Chico Anysio. Ali\u00e1s, este \u00faltimo por sinal ironicamente tinha escrito antes com Arnaud Rodrigues &#8220;V\u00f4 bat\u00ea p\u00e1 t\u00fa&#8221;, grande sucesso de 1975 (quando Simonal j\u00e1 estava preso pela surra no contador). Essa letra mencionava &#8220;lavando as m\u00e3os&#8221; e a situa\u00e7\u00e3o do cantor <em>&#8220;Dedura\u00e7\u00e3o um cara louco\/Que dan\u00e7ou com tudo\/ Entrega\u00e7\u00e3o com dedo de veludo\/ Com quem n\u00e3o tenho grandes liga\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Agora, no carnaval de 2018, dentro da mesma \u00f3tica de manipula\u00e7\u00e3o, as Organiza\u00e7\u00f5es Globo voltaram com for\u00e7a total na transmiss\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de desfiles das escolas de samba do grupo principal do Rio de Janeiro e o alvo dessa vez foi a pequena Para\u00edso Tuiuti de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um breve hist\u00f3rico, entre o novo com a Tuiuti e o velho com a Beija-Flor<\/strong><\/p>\n<p>Em um desfile sem efeitos especiais estudado nos EUA no estilo Paulo Barros, a Tuiuti levantou a avenida; deu voz aos antigos, atuais e futuros escravos; tamb\u00e9m denunciou toda a manipula\u00e7\u00e3o feita, principalmente, pela Rede Globo; paneleiros vestidos com camisas da CBF, patos-marionetes da FIESP; o vampiro vestido de presidente e at\u00e9 um tucano engaiolado (imagem que a Globo n\u00e3o mostrou), ou seja, tudo aquilo que beneficiou, recentemente, toda a burguesia brasileira.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeita com a edi\u00e7\u00e3o do desfile, em seguida, o G-1-Globo.com induziu \u00e0 vit\u00f3ria a escola Beija-Flor de Nil\u00f3polis, com um enredo &#8220;parecido&#8221; com o da pequena escola de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, mas que n\u00e3o ousou fazer as den\u00fancias que a Tuiuti fez. Ali\u00e1s, a escola de samba da Baixada Fluminense, se observarmos bem, se limitou a denunciar a corrup\u00e7\u00e3o, a guerra e a desigualdade social, o mercado da f\u00e9, isto \u00e9, coisas que podem estar no discurso dos partid\u00e1rios da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. E nem poderia ir al\u00e9m: est\u00e1 no DNA da Beija-Flor e assim se transformou de pequena na maior pot\u00eancia do carnaval carioca.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 em demasia relembrar que a Beija-Flor subiu em 1973 para o desfile principal com um samba exaltando \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o oficial do regime militar. N\u00e3o custa recordar que dois anos antes havia sido imposta a Reforma Educacional e implantadas as odiosas disciplinas de OSPB e Educa\u00e7\u00e3o Moral e C\u00edvica para adestrar a juventude, celeiro de quadros para as manifesta\u00e7\u00f5es estudantis dos anos 60 e para a luta armada.<\/p>\n<p>Para a ditadura, tanta bajula\u00e7\u00e3o n\u00e3o passou desapercebida, com o regime militar enviando o professor Marco Ant\u00f4nio, chefe do gabinete civil do STF, para assessorar a escola (conforme expressa a m\u00fasica popular brasileira sob censura &#8220;Sinal Fechado&#8221;, de Alberto Moby).<\/p>\n<p>No ano seguinte, enquanto Martinho da Vila tinha seu samba &#8220;Aruan\u00e3 A\u00e7u&#8221; preterido na Vila Isabel \u2013 por denunciar a matan\u00e7a dos \u00edndios, que pode ter chegado a tr\u00eas mil ind\u00edgenas com o crime ambiental nas obras fara\u00f4nicas da ditadura (Transamaz\u00f4nica) \u2013 a Beija-Flor desfilava no grupo principal exaltando justamente essas obras fara\u00f4nicas fundamentais para a propaganda militar do &#8220;Brasil grande&#8221; em &#8220;Brasil no ano 2000&#8221; <em>(&#8220;\u00c9 estrada cortando\/a mata em pleno sert\u00e3o&#8230;&#8221;<\/em>).<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1975, a Beija-Flor exaltaria os dez primeiros anos do Golpe Militar, cantando o PIS, o PASEP e o FUNRURAL.<\/p>\n<p>Foi com a contrata\u00e7\u00e3o do carnavalesco Jo\u00e3osinho Trinta e do diretor de harmonia La\u00edla, que a Beija-Flor teve a sua recompensa como escola &#8220;chapa branca&#8221;: ganhou o carnaval de 1976, exaltando a contraven\u00e7\u00e3o. O caminho tinha sido pavimentado antes pela ditadura.<\/p>\n<p>Em 1977, &#8220;An\u00edsio&#8221; passou o carnaval preso junto com Carlinhos Maracan\u00e3, por contraven\u00e7\u00e3o. Em declara\u00e7\u00e3o ao jornal \u00daltima Hora disse que sua pris\u00e3o<em> &#8220;n\u00e3o passou de mais um ato subversivo comandado por comunistas&#8221;. <\/em>No entanto, a Beija-Flor n\u00e3o foi prejudicada e ganhou o bi. E o patrono da escola procurava se mostrar cada vez mais alinhado com seus padrinhos em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Em 1978, no tricampeonato, em que a est\u00e9tica de samba no ch\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira foi derrotada pelo carnaval espet\u00e1culo de Nil\u00f3polis, o carnavalesco da Beija-Flor se voltou contra o hist\u00f3rico compositor portelense Ant\u00f4nio Candeia Filho.<\/p>\n<p>Candeia tinha rompido com a Portela para a funda\u00e7\u00e3o da escola alternativa Quilombo, propondo o &#8220;samba dentro da realidade brasileira&#8221;. Jo\u00e3osinho Trinta disparou: <em>&#8220;Pobre gosta de luxo. Quem gosta de mis\u00e9ria \u00e9 intelectual&#8221;<\/em>. E o grande l\u00edder sambista, claramente influenciado no final da vida por comunistas, rebateu \u00e0 altura: <em>&#8220;Como pode pobre gostar de algo que n\u00e3o conhece?&#8221;.<\/em> A agremia\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3osinho Trinta passou a ser conhecida como &#8220;Unidos da Arena&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um breve hiato nas rela\u00e7\u00f5es entre Globo e Beija-Flor, em 1979 \u2013 segundo consta, &#8220;An\u00edsio&#8221; n\u00e3o cedeu a sua mans\u00e3o em Nil\u00f3polis para as loca\u00e7\u00f5es da novela &#8220;Pai Her\u00f3i&#8221; \u2013 a Globo, em repres\u00e1lia, buscou prejudicar a transmiss\u00e3o do desfile da escola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A insist\u00eancia em detonar o novo <\/strong><\/p>\n<p>Tudo voltou a normalidade nos anos 80 entre a emissora e a agremia\u00e7\u00e3o da Baixada. A Beija-Flor ganhou dividido o desfile em 1980. Introduziu temas internacionais nos enredos das escolas e em 1981, com as sete maravilhas do mundo (a antessala da &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221; dos desfiles), ficou como vice. Ganhou, em 1983, de forma bastante suspeita, com o jurado Messias Neiva dando notas baixas para todas as escolas, por exemplo, com seis para a Portela e somente um dez para a Beija-Flor. A Portela ficou somente tr\u00eas pontos atr\u00e1s, claramente prejudicada por Messias.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, o parceiro hist\u00f3rico de Jo\u00e3osinho, La\u00edla, tentou um voo solit\u00e1rio na Unidos da Tijuca, com o enredo \u201cO que d\u00e1 pra rir d\u00e1 pra chorar\u201d a luta do her\u00f3i Mitavai (o povo brasileiro) contra o monstro Macobeba (as multinacionais), em 1981. O SNI infestou agentes no desfile e a Globo tentou retardar a exibi\u00e7\u00e3o do desfile. Depois de outros enredos sociais que a escola do Morro do Borel costumava fazer antes de Paulo Barros, La\u00edla preferiu mares mais calmos, voltou para o Salgueiro e depois foi para o carnaval paraense at\u00e9 retornar para a Beija-Flor.<\/p>\n<p>Em 1986, a Beija-Flor, respons\u00e1vel pelo carnaval hollywoodiano, introduziu o merchandising no desfile com o s\u00edmbolo da Adidas em uma alegoria. Mas, os tempos no samba dos anos 80 refletiam o fim da ditadura e o crescimento das lutas sociais. Surgia o samba-enredo pol\u00edtico que se consagrou com a vit\u00f3ria do Imp\u00e9rio Serrano, em 1982, com &#8220;Bum Bum Paticumbum Prugurundum&#8221; (denunciando as &#8220;Super Escolas de Samba S\/A&#8221; tipo Beija-Flor); com a conquista da Vila Isabel, em 1988, com &#8220;Kizomba, a Festa da Ra\u00e7a&#8221; disputando &#8220;cabe\u00e7a a cabe\u00e7a&#8221; com a Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira que vinha com o tamb\u00e9m hist\u00f3rico &#8220;Cem anos: liberdade, realidade ou ilus\u00e3o?&#8221;. Ambos os enredos desmitificavam a farsa do centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a volta de La\u00edla, a Beija-Flor, em 1989, tentou pegar uma carona no samba-enredo social com &#8220;Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia!&#8221;. Bateu de frente com a Igreja cat\u00f3lica, mas, foi derrotada ironicamente pelo modelo de desfile que ajudara a criar o do carnaval suntuoso da tamb\u00e9m &#8220;chapa branca&#8221; Imperatriz Leopoldinense com &#8220;Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre N\u00f3s&#8221;.\u00a0 Mesmo assim, &#8220;Ratos e Urubus&#8221; n\u00e3o deixou de ser uma resposta reacion\u00e1ria e um deboche de Jo\u00e3osinho Trinta e La\u00edla \u00e0 vit\u00f3ria de &#8220;Kizomba&#8221;: ora, se a Vila ganhou com fantasia de palha o carnaval de 1988, por que n\u00e3o ganhar o carnaval com mendigos?<\/p>\n<p>Ap\u00f3s novamente ter chegado t\u00e3o perto ao t\u00edtulo, a escola da Baixada que j\u00e1 amargava seis anos sem t\u00edtulos, ficaria mais nove anos sem um carnaval. Com o avan\u00e7o do neoliberalismo nos anos 90, a Beija-Flor foi reconquistando o seu lugar. J\u00e1 sem Jo\u00e3o Jorge Trinta, La\u00edla foi para a Grande Rio, mas retornou tendo Milton Cunha como carnavalesco (o comentarista global t\u00e3o econ\u00f4mico e monossil\u00e1bico em rela\u00e7\u00e3o ao desfile da Para\u00edso do Tuiuti).<\/p>\n<p>Em 1998, a escola de Nil\u00f3polis voltou a ganhar um t\u00edtulo dividido com a Mangueira, de forma bastante question\u00e1vel. Nos \u00faltimos \u00b4vinte e um anos, venceu exageradamente sete dos desfiles sendo um, inclusive, pouco antes da pris\u00e3o de &#8220;An\u00edsio&#8221; em 2007 (solto, com facilidade, em 1977, 1993 e depois em 2012). Outra conquista da Beija-Flor exaltou um \u00edcone global (Roberto Carlos, em 2010). Tentou repetir a dose com o enredo exaltando outro \u00edcone, Boni, em 2014, mas fracassou. Deu a volta por cima no ano seguinte e ganhou o carnaval com o enredo vendido para a ditadura de Guin\u00e9 Equatorial, miser\u00e1vel pa\u00eds africano que financiou o desfile da azul e branco de Nil\u00f3polis.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a vit\u00f3ria de 2015 e a pol\u00eamica gerada, a Beija-Flor, mais uma vez se reinventou. Sem Jo\u00e3osinho Trinta, La\u00edla, o maior quadro desse carnaval inaugurado nos anos 70, com grande compet\u00eancia oportunista, retomou o caminho tentado em 1989, com &#8220;Ratos e Urubus&#8221;. Mas, como naquele ano, sem nunca dar nomes aos bois como fez esse ano a Tuiuti. Afinal, para a Beija-Flor \u00e9 necess\u00e1rio estar de bem com &#8220;os podres poderes&#8221; como os governantes, a FIESP, os meios de comunica\u00e7\u00e3o como a Globo, etc. Foi assim que se transformou numa pot\u00eancia, ainda que a ret\u00f3rica possa enganar e a faz ganhar novamente o carnaval.<\/p>\n<p>Tanto s\u00e3o harmoniosas as rela\u00e7\u00f5es da Beija-Flor com os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o, que, ap\u00f3s o desfile das campe\u00e3s (quando a Para\u00edso do Tuiuti foi pressionada a tirar a faixa presidencial do vampiro neoliberal) o jornalista de O Globo, Artur Xex\u00e9o, escreveu uma cr\u00f4nica buscando aliviar as rela\u00e7\u00f5es passadas da Beija-Flor com a ditadura militar (dizendo que outras escolas tamb\u00e9m fizeram enredos em homenagem ao &#8220;Brasil Grande&#8221;). Tamb\u00e9m defendeu a transmiss\u00e3o da Rede Globo no desfile da Para\u00edso Tuiuti. Al\u00e9m disso, Xex\u00e9o desmereceu o desfile da pequena escola de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, que repercutiu internacionalmente e a levou a um injusto segundo lugar, alegando que a Tuiuti apostou em um &#8220;Fla X Flu&#8221; eleitoral.<\/p>\n<p>Mais uma vez, as Organiza\u00e7\u00f5es Globo tentam reescrever a hist\u00f3ria: antes com Wilson Simonal, agora com a Beija-Flor. Uma maneira de fazer prevalecer o velho (mesmo lhe dando uma nova roupagem) e uma forma de detonar o novo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>*Militante do Movimento de Organiza\u00e7\u00e3o Socialista<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex Brasil* Reescrever a hist\u00f3ria recente do pa\u00eds tem sido uma das constantes a\u00e7\u00f5es dos grandes meios de comunica\u00e7\u00f5es no<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":5683,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80,9,6,98],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5656"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5657,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5656\/revisions\/5657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}