{"id":5921,"date":"2018-04-30T20:01:59","date_gmt":"2018-04-30T23:01:59","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=5921"},"modified":"2018-05-28T16:58:34","modified_gmt":"2018-05-28T19:58:34","slug":"1o-de-maio-recuperar-o-seu-carater-classista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2018\/04\/1o-de-maio-recuperar-o-seu-carater-classista\/","title":{"rendered":"1\u00ba de maio: recuperar o seu car\u00e1ter classista"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" style=\"text-align: right;\" align=\"right\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i><b>N\u00f3s temos um \u00edmpeto com a idade de s\u00e9culos\u2026 Emergiremos vitoriosos mesmo que nossos sacrif\u00edcios sejam grandes. Este navio pirata, afundar\u00e1 \u2013 venha o inferno ou a mar\u00e9-alta, ele afundar\u00e1. E n\u00f3s construiremos um mundo t\u00e3o esperan\u00e7oso quanto livre\u201d (poeta comunista turco, Nazim Hikmet).<\/b><\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Atualmente, o 1\u00ba de Maio vem sendo vivenciado por grande parte da classe trabalhadora como mais um feriado no calend\u00e1rio, mas sua cria\u00e7\u00e3o foi fruto de uma hist\u00f3ria significativa de lutos e lutas, principalmente no que tange \u00e0s exig\u00eancias por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A cultura de celebra\u00e7\u00e3o alienada, infelizmente, \u00e9 alimentada, sobretudo, pelas burocracias sindicais que atrav\u00e9s de megas eventos (showm\u00edcios, com sorteio de rifas de bens prim\u00e1rios ou de autom\u00f3veis, por exemplo) buscam manter trabalhadoras e trabalhadores aliados aos seus interesses internos ou aos dos governos que est\u00e3o associadas. Neste sentido, as burocracias sindicais v\u00eam contribuindo em a\u00e7\u00f5es que acabam por deseducar parte importante da classe trabalhadora de seu papel na luta de classes, levando-a a seguir na contram\u00e3o de sua emancipa\u00e7\u00e3o do jugo do capital.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o aprofundaremos os elementos que marcaram essa data como o \u2018dia de luta internacional\u2019 da classe trabalhadora, nos remeteremos ao hist\u00f3rico das origens do 1\u00ba de maio e reafirmaremos o posicionamento do Espa\u00e7o Socialista frente a necessidade da classe trabalhadora organizada em cada local de trabalho, estudo, moradia e em processos de lutas di\u00e1rias contra os ataques de patr\u00f5es e de governos. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Temos a compreens\u00e3o que muitas (os) trabalhadoras e trabalhadores percebem isoladamente os problemas do capitalismo e a necessidade de resistir e de lutar, mas esses impulsos de revolta n\u00e3o t\u00eam se aglutinado e n\u00e3o t\u00eam convergido para um movimento que tenha reais condi\u00e7\u00f5es e um patamar necess\u00e1rio de se opor \u00e0 ordem estabelecida e que carregue uma concep\u00e7\u00e3o socialista como alternativa global para a humanidade. Em outras palavras, falta uma consci\u00eancia socialista incorporada por um setor significativo da classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por isso, sempre buscamos afirmar a urg\u00eancia em se colocar na ordem do dia das demandas da classe trabalhadora um Programa socialista como refer\u00eancia concreta, independente e classista pr\u00f3prio da classe. Para tanto, resgatar os m\u00e9todos da democracia oper\u00e1ria no interior do movimento \u00e9 uma das tarefas fundamentais at\u00e9 mesmo para fazer com que as lutas m\u00ednimas avancem e para reconstruir o projeto socialista como alternativa. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>1\u00ba DE MAIO: UM BREVE HIST\u00d3RICO INTERNACIONAL<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Primeiro de Maio, cujas origens remontam \u00e0s lutas por melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho da classe trabalhadora do final do s\u00e9culo XIX<span style=\"color: #000000;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote1sym\" name=\"sdendnote1anc\"><sup>i<\/sup><\/a><\/span><sup><span style=\"color: #000000;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote2sym\" name=\"sdendnote2anc\">ii<\/a><\/span><\/sup>, se configurou ao longo do tempo como um importante rito oper\u00e1rio, tanto pelo car\u00e1ter internacionalista, como pelo significado de sua comemora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No decorrer da hist\u00f3ria, observa-se constante disputa em torno do mote pol\u00edtico-ideol\u00f3gico do Primeiro de Maio, ora se constituindo como \u201cDia do Trabalho\u201d, sob forma de homenagem prestada pelo Estado aos \u201ccolaboradores do progresso\u201d, ou como \u201cDia Internacional do Trabalhador\u201d, ou seja, data destinada \u00e0 reflex\u00e3o da classe trabalhadora sobre sua condi\u00e7\u00e3o, cujo intuito \u00e9 de se sociabilizar, ou lutar contra o capital.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os epis\u00f3dios que est\u00e3o na alcunha do 1\u00ba de Maio como caracteriza\u00e7\u00e3o internacional do \u2018Dia do Trabalhador\u2019, remontam \u00e0 luta deflagrada em 1885 pelas associa\u00e7\u00f5es de trabalhadores dos Estados Unidos, cujo cerne reivindicat\u00f3rio se expressava na luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para oito horas di\u00e1rias. Em decorr\u00eancia dessa pauta, foi convocada uma greve dos trabalhadores para o dia 1\u00ba de Maio no ano posterior, 1886, dando origem a um ascenso das lutas oper\u00e1rias: em Chicago, a manifesta\u00e7\u00e3o no dia reuniu dezenas de milhares de grevistas. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Dias depois, 4 de Maio, durante um com\u00edcio de solidariedade, o ato foi duramente reprimido pelas for\u00e7as policiais ocasionando ferimentos e mortes de diversos trabalhadores. A consequ\u00eancia da repress\u00e3o generalizada culminou na condena\u00e7\u00e3o de oito l\u00edderes, atribuindo-lhes atrav\u00e9s de uma farsa judicial a responsabilidade pelas trag\u00e9dias ocorridas. Quatro deles s\u00e3o enforcados em 11 de Novembro de 1887.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Frente a esse epis\u00f3dio e para prestar homenagens aos l\u00edderes enforcados que se tornaram s\u00edmbolos das injusti\u00e7as do capitalismo contra a classe trabalhadora, os \u201cm\u00e1rtires de Chicago\u201d, o Congresso fundador da Internacional Socialista, reunido em Paris em 14 de Julho de 1889\u00a0\u2013 uma data simb\u00f3lica por expressar o centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u2013 prop\u00f4s a proclama\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de Maio como Dia Internacional do Trabalhador. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em 1\u00ba de Maio do ano seguinte, essa manifesta\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea teve lugar em diversos pa\u00edses e essa foi a primeira a\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria da classe oper\u00e1ria, materializando a consigna do Manifesto Comunista: \u201cProlet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos! \u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00c9 neste cen\u00e1rio e a partir da vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917 com a sucess\u00e3o de acontecimentos revolucion\u00e1rios no s\u00e9culo XX que o 1\u00ba de Maio passou a ser tamb\u00e9m uma data de afirma\u00e7\u00e3o do internacionalismo prolet\u00e1rio, da luta pelo socialismo, do fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o popular e da alian\u00e7a das classes oprimidas.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>NO BRASIL<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Reconhecendo o cen\u00e1rio de Chicago, no Brasil as mobiliza\u00e7\u00f5es do 1\u00b0 de Maio tamb\u00e9m estiveram relacionadas \u00e0s lutas por melhores sal\u00e1rios e pela redu\u00e7\u00e3o da jornada para oito horas semanais (quando se trabalhava de 10 a 12 horas por dia), incluindo, tamb\u00e9m, entre as reivindica\u00e7\u00f5es mais importantes, a aboli\u00e7\u00e3o do trabalho infantil (at\u00e9 ent\u00e3o as crian\u00e7as de seis anos eram oper\u00e1rios) e a prote\u00e7\u00e3o ao trabalho da mulher.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00c9 poss\u00edvel observar que, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><sup><span style=\"color: #000000;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote3sym\" name=\"sdendnote3anc\">iii<\/a><\/span><\/sup><\/span>, as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros passaram a marcar o 1\u00ba de Maio com manifesta\u00e7\u00f5es que ganhavam as ruas. No Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital da Rep\u00fablica, esses fatos ocorreram, por exemplo, em 1906, pouco depois da realiza\u00e7\u00e3o do I Congresso Oper\u00e1rio, com destaque para a presen\u00e7a de trabalhadores anarquistas que ajudaram a impulsionar a luta em prol das demandas da classe.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em muitos outros anos, durante a chamada Primeira Rep\u00fablica, o 1\u00ba de Maio marcava as reivindica\u00e7\u00f5es, bem como a demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a dos trabalhadores organizados em algumas cidades do pa\u00eds.\u00a0Nessa \u00e9poca, as lideran\u00e7as do movimento oper\u00e1rio realizavam\u00a0<i>meetings<\/i>\u00a0e com\u00edcios para fortalecer a divulga\u00e7\u00e3o de suas demandas, ideias e tamb\u00e9m organizavam boicotes e greves para enfrentar o patronato e as for\u00e7as policiais. A data foi consolidada quando um decreto presidencial estabeleceu o 1\u00b0 de Maio como feriado nacional, em 1925. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O fato ganhou status de &#8220;dia oficial&#8221;, no primeiro governo Vargas. Explorando sua pol\u00edtica populista, aproveitou o dia para anunciar em anos diferentes, fruto de intensas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras, os reajustes de sal\u00e1rio m\u00ednimo e a redu\u00e7\u00e3o da jornada. Isto \u00e9, apropriava-se de data simb\u00f3lica usando-a como dia de premia\u00e7\u00e3o, para desmobilizar a classe trabalhadora e gerar uma falsa ideia de que as conquistas trabalhistas s\u00f3 eram poss\u00edveis por causa das a\u00e7\u00f5es do governo Vargas. Dirigia-se para a classe trabalhadora n\u00e3o somente para exaltar os feitos de seu governo, mas tamb\u00e9m para alienar a classe trabalhadora atrav\u00e9s de seus discursos. Tal postura estadista pode ser evidenciada, por exemplo, no discurso abaixo:<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Todo trabalhador, qualquer que seja a sua profiss\u00e3o, \u00e9 (\u2026) um patriota que conjuga o seu esfor\u00e7o individual \u00e0 a\u00e7\u00e3o coletiva em prol da independ\u00eancia econ\u00f4mica da nacionalidade. O nosso progresso n\u00e3o pode ser obra exclusiva do governo, e sim de toda a Na\u00e7\u00e3o, de todas as classes, de todos os homens e mulheres que se enobrecem pelo trabalho, valorizando a terra em que nasceram.<br \/>\n(\u2026)<br \/>\nA sociedade brasileira felizmente repele, por \u00edndole, as solu\u00e7\u00f5es extremistas. Corrigidos os abusos e imprevid\u00eancias do passado, poderemos encarar o futuro com serenidade, certos de que as utopias ideol\u00f3gicas, na pr\u00e1tica verdadeiras calamidades sociais, n\u00e3o conseguir\u00e3o afastar-nos das normas de equil\u00edbrio e bom senso em que se processa a evolu\u00e7\u00e3o da nacionalidade.<br \/>\n(Correio da Manh\u00e3, 3\/5\/1940).<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse foi um per\u00edodo de repress\u00e3o aberta ao movimento oper\u00e1rio livre e de institui\u00e7\u00e3o de sindicatos atrelados ao Estado. Para regular as atividades do movimento oper\u00e1rio e o mercado de trabalho de forma mais ampla, os sindicatos passaram a ser controlados por normas oficiais, criou-se a carteira de trabalho e foi institu\u00edda a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho. A partir de 1939, o Dia do Trabalho consolidou-se como festividade oficial, conduzida pelo governo e as manifesta\u00e7\u00f5es passaram a contar com pomposos discursos do ent\u00e3o estadista. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>A CLASSE TRABALHADORA SEMPRE COMO ALVO DE ATAQUES DO CAPITALISMO<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Entretanto, os 1\u00bas de Maios v\u00eam sendo vivenciados pelos trabalhadores num ambiente pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social adverso e desde o avan\u00e7o do liberalismo nos governos desenvolvimentistas de Dutra, mais fortemente no de Juscelino Kubitschek e nos governos nacional desenvolvimentistas durante o per\u00edodo da Ditadura Empresarial-Militar, al\u00e9m dos ataques configurados pelos governos neoliberais da d\u00e9cada de 90, a exemplo dos governos Collor\/Itamar e FHC e, a partir de 2002 pelo PT, nos governos Lula e Dilma respaldados em uma s\u00e9rie de iniciativas do parlamento propagandeadas como \u201cmedidas necess\u00e1rias\u201d com a ajuda da grande m\u00eddia.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Alguns desses ataques mais recentes podem ser observados na PEC 55\/241; na Lei Antiterror sancionada pelo governo Dilma, que possibilita a criminaliza\u00e7\u00e3o de movimentos sociais e populares, de militantes e ativistas; na Terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita e na Reforma Trabalhista; na tentativa em impor a Reforma da Previd\u00eancia; na nova Portaria publicada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho que busca mudar o conceito de escravid\u00e3o contempor\u00e2nea no pa\u00eds (entre as novidades, est\u00e1 a necessidade de impedimento do direito de ir e vir para a caracteriza\u00e7\u00e3o do crime, tornando irrelevante as condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e0s quais uma pessoa est\u00e1 submetida); no Projeto de Lei entregue ao Minist\u00e9rio da Casa Civil por parlamentares da Bancada Ruralista do Amazonas, que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas das unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia a 65% do total e que aprofundar\u00e1 o genoc\u00eddio aos povos ind\u00edgenas; no Projeto Escola Sem Partido; no ataque aos Servidores P\u00fablicos e aos servi\u00e7os p\u00fablicos configurados nas medidas que pressup\u00f5em a reestrutura\u00e7\u00e3o das carreiras, Plano de Demiss\u00e3o Volunt\u00e1ria (PDV), adiamento de reajuste acordado com diversas categorias, eleva\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de 11% para 14% (para quem recebe mais de 5 mil reais), redu\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio como o de alimenta\u00e7\u00e3o, fim da estabilidade e demiss\u00e3o por suposta \u201cinsufici\u00eancia de desempenho\u201d (por meio de crit\u00e9rios subjetivos); na PEC 181\/2015 j\u00e1 aprovada na Comiss\u00e3o Especial da C\u00e2mara que prev\u00ea criminalizar totalmente o aborto no Brasil, al\u00e9m de outras medidas inseridas numa conjuntura de ofensiva global da burguesia que d\u00e3o dimens\u00e3o de uma conjuntura bastante preocupante, como \u00e9 o caso da redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal, por exemplo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o podemos desconsiderar que tais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o resultantes das consequ\u00eancias da crise c\u00edclica do capital, cujo marco remete \u00e0 2008, em que a burguesia monopolista e financeira reacion\u00e1ria em todo o mundo acelera a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores para manterem a expressividade de seus lucros. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse cen\u00e1rio de crise e a ofensiva contra direitos sinalizam qu\u00e3o graves s\u00e3o as amea\u00e7as que pesam sobre o conjunto da classe trabalhadora, oriundas do sistema capitalista opressor. Amea\u00e7as que se tornam ainda mais cr\u00edticas quando acrescidas da ofensiva pol\u00edtica e militar das pot\u00eancias imperialistas, traduzidas por a\u00e7\u00f5es intervencionistas, verdadeiras guerras de rapina, brutais atentados \u00e0 paz, \u00e0 seguran\u00e7a internacional, \u00e0 soberania de povos e na\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>PELA RETOMADA DE 1\u00bas DE MAIOS QUE FORTALE\u00c7AM A LUTA CONTRA O JUGO DO CAPITAL<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Apesar de a classe trabalhadora vivenciar, ao longo de sua trajet\u00f3ria, contextos desfavor\u00e1veis, para n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 novidade, infelizmente, que nos encontramos diante de uma dific\u00edlima conjuntura contra os trabalhadores. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Trata-se de uma batalha implac\u00e1vel que vai se prolongar por, pelo menos, alguns anos. Em uma batalha, quem n\u00e3o se prepara e n\u00e3o se organiza, invariavelmente sai derrotado.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por isso, a defesa das demandas do grupo social opressor pode custar caro \u00e0 classe trabalhadora, colocando em risco os avan\u00e7os sociais historicamente conquistados \u00e0 custa de duras lutas travadas, sobretudo, nas ruas ao longo de d\u00e9cadas. Em profunda e inarred\u00e1vel crise sist\u00eamica, as classes retr\u00f3gradas que comandam o capitalismo percorrem o caminho da barb\u00e1rie e atiram sobre os ombros de quem trabalha o pesado \u00f4nus da abismal situa\u00e7\u00e3o em que se encontram.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para, num primeiro momento, frear tal ofensiva e preparar o terreno, a posteriori, para a etapa hist\u00f3rica de supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, urge a classe trabalhadora se libertar, por meio de sua organiza\u00e7\u00e3o, das dire\u00e7\u00f5es sindicais conciliat\u00f3rias que buscam manter a classe sob controle e que atravancam a luta de classes no Brasil. Exemplos recentes dessas a\u00e7\u00f5es das burocracias nos remetem a maioria das Centrais Sindicais \u2013 CUT, CTB, For\u00e7a Sindical e UGT \u2013 durante a organiza\u00e7\u00e3o da Greve Geral de 30.06.17 que necessit\u00e1ria ser ainda maior, quando na convoca\u00e7\u00e3o confundiam trabalhadoras e trabalhadores na divulga\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o, disseminando atmosfera de d\u00favidas e incertezas. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Priorizaram a negocia\u00e7\u00e3o com o governo e a manuten\u00e7\u00e3o do imposto sindical, essas dire\u00e7\u00f5es mostraram toda irresponsabilidade com a classe e com os direitos historicamente conquistados em luta, resultando numa dolorosa derrota pol\u00edtica para as trabalhadoras e trabalhadores com a aprova\u00e7\u00e3o da Terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita e com a Reforma Trabalhista, que estavam na agenda do Congresso.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">J\u00e1 a \u00faltima a\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos interesses da classe se revelou na constru\u00e7\u00e3o da 3\u00aa Greve Geral em 05.12.17, acordada pelas Centrais que recuaram e, inclusive, chegaram a desmarcar a resist\u00eancia frente ao cen\u00e1rio parlamentar que n\u00e3o havia conseguido votos suficientes para aprovar a Reforma da Previd\u00eancia. Apesar da dificuldade de articula\u00e7\u00e3o por parte do Congresso, a pauta tr\u00e1gica aos trabalhadores n\u00e3o havia deixado de ser vislumbrada e, portanto, faziam-se necess\u00e1rios os atos e mobiliza\u00e7\u00f5es para demarcar que a classe trabalhadora estaria nas ruas n\u00e3o somente para barrar a Reforma da Previd\u00eancia como tamb\u00e9m se manteria em luta pela revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas aprovadas e contra todos os ataques do capitalismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Entretanto, se por um lado, as dire\u00e7\u00f5es conciliadoras e burocr\u00e1ticas agem para manter a classe sob dom\u00ednio, por outro temos que deixar claro que a fragmenta\u00e7\u00e3o das esquerdas socialistas nesse processo contribui para que a classe trabalhadora de conjunto se mantenha ref\u00e9m desse cen\u00e1rio. Muitas vezes estamos juntos nas lutas, nas a\u00e7\u00f5es concretas, mas nem sempre na constitui\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 fundamental para que essas lutas tenham a dimens\u00e3o necess\u00e1rias que \u00e9 na organiza\u00e7\u00e3o e na perspectiva pol\u00edtica. Apesar das nossas diverg\u00eancias serem frutos e express\u00e3o tamb\u00e9m de uma profunda fragmenta\u00e7\u00e3o de nossa classe sobre o per\u00edodo de derrotas que atravessamos, elas t\u00eam nos dividido no campo sindical e nos movimentos sociais.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Todavia, a unidade na luta deve ser constru\u00edda em bases s\u00f3lidas. E essa base s\u00f3lida deve se caracterizar n\u00e3o somente na organiza\u00e7\u00e3o da luta imediata contra os governos e os patr\u00f5es, mas, sobretudo, na elabora\u00e7\u00e3o de um programa independente e classista que dialogue com a realidade da classe trabalhadora, explorados e oprimidos, enquanto aponta a sa\u00edda anticapitalista de sua resolu\u00e7\u00e3o. Um programa que confronte abertamente o sistema capitalista e seu Estado. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o haja alternativas. As alternativas somente n\u00e3o est\u00e3o sendo levadas em conta. Isso \u00e9 perigoso. O caminho \u00e9 ganhar a classe trabalhadora para a batalha e agir com a massa de trabalhadores. Fora isso, \u00e9 a aventura que pode servir aos desejos individuais, mas n\u00e3o aos interesses coletivos da classe. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Infelizmente, muitas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas buscam atalhos e falsas solu\u00e7\u00f5es, proclamando seu programa ou abandonando a import\u00e2ncia de um, como solu\u00e7\u00e3o acabada de todos os problemas, tentando artificialmente contornar o imperativo absolutamente vital de superar a crise de alternativas e a necessidade de construir a consci\u00eancia socialista entre a classe trabalhadora.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> \u00c9 por isso que partimos do entendimento de que o antagonismo entre capital e trabalho continua sendo o tra\u00e7o determinante da realidade mundial. A classe trabalhadora, pelo papel central que ocupa na produ\u00e7\u00e3o de toda a riqueza social, \u00e9 o \u00fanico elemento capaz de reorganizar essa produ\u00e7\u00e3o para atender racionalmente as necessidades humanas. Mas para isso, ter\u00e1 que se enfrentar com a burguesia, classe propriet\u00e1ria dos meios de produ\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o abrir\u00e1 m\u00e3o facilmente do seu privil\u00e9gio de espoliar o conjunto da humanidade. A luta de classes s\u00f3 pode ter fim com a dissolu\u00e7\u00e3o das classes numa sociedade socialista.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Frente a batalha posta, a classe trabalhadora, os estratos populares e sua juventude, na nossa opini\u00e3o, t\u00eam apenas uma escolha: devem p\u00f4r fim ao sistema que causa explora\u00e7\u00e3o, crises e guerras, dirigir as for\u00e7as insurgentes militantes rumo a derrubada do capitalismo e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade socialista, a sa\u00edda permanece pela esquerda! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A resposta \u00e0 atual crise n\u00e3o pode ser a agudiza\u00e7\u00e3o da mercantiliza\u00e7\u00e3o e da militariza\u00e7\u00e3o da vida, mas sim o enfrentamento a esses interesses &#8211; que s\u00e3o sustentados e sustentam as empreiteiras, banqueiros, grande m\u00eddia e esferas do poder p\u00fablico &#8211; atrav\u00e9s de um programa socialista, baseado em unidade pelas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda que n\u00e3o temem responsabilizar governos e patr\u00f5es pela situa\u00e7\u00e3o atual. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Urge a necessidade de uma defesa intransigente de quem trabalha no campo e nas cidades, das mulheres, da popula\u00e7\u00e3o negra, LGBTs, povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, enfim, de quaisquer segmentos marginalizados ou criminalizados pelo sistema capitalista. Urge a necessidade de uma pauta pela regenera\u00e7\u00e3o de todos os ecossistemas do planeta. O futuro de toda a humanidade n\u00e3o pode ser conduzido pelas m\u00e3os nada invis\u00edveis do mercado. Urge consolidarmos novamente uma jornada de lutas, que seja oriunda das bases, como resultado da mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da classe e dos setores marginalizados pelo capitalismo, para solidificar a luta contra a explora\u00e7\u00e3o burguesa e contra os ataques do capital.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Obviamente, essa constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tarefa simples. Tamanha tarefa que colocamos \u00e0 esquerda exige grande esfor\u00e7o de supera\u00e7\u00e3o dos antigos v\u00edcios para dar protagonismo a esses setores marginalizados e superar, tamb\u00e9m, o horizonte recuado de personalismos que entravam a constru\u00e7\u00e3o de uma unidade real, com capacidade de avan\u00e7ar nas diversas pautas. Unificar a esquerda, os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o rumo ao poder oper\u00e1rio e ao socialismo, pois s\u00f3 a luta organizada e consciente da classe trabalhadora e dos povos oprimidos muda a vida!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">__<\/p>\n<div id=\"sdendnote1\">\n<p class=\"sdendnote-western\" align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote1anc\" name=\"sdendnote1sym\">i<\/a> Ivan Lima, historiador, explica o contexto da data mundialmente: &#8220;o contexto \u00e9 muito mais europeu nessa \u00e9poca, dos pa\u00edses que come\u00e7avam a se industrializar. Ao mesmo tempo em que come\u00e7ava a existir a mais ampla circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o voc\u00ea tem as f\u00e1bricas e os oper\u00e1rios ingleses, norte-americanos que trabalham muito e aos poucos come\u00e7am ter acesso a algumas ideias. Os trabalhadores percebendo que o capitalismo n\u00e3o seria humanizado come\u00e7am a se revoltar&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdendnote2\">\n<p class=\"sdendnote-western\" align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote2anc\" name=\"sdendnote2sym\">ii<\/a> Segundo Michelle Perrot, a ideia de uma manifesta\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria internacional est\u00e1 presente desde 1883, principalmente nos meios libert\u00e1rios, ou seja, aos \u201canarquistas franceses deve-se a ideia de greve geral e a pr\u00e1tica da \u2018intima\u00e7\u00e3o\u2019, por ocasi\u00e3o da grande manifesta\u00e7\u00e3o de \u2018sem trabalho\u2019 de mar\u00e7o de 1883 em Paris\u2019 e aos anarquistas americanos cabe a escolha do Primeiro de Maio e das oito horas\u201d, sobretudo pela experi\u00eancia de luta que, de certa forma, sacralizava a data (PERROT, 1992, p. 132).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdendnote3\">\n<p class=\"sdendnote-western\" align=\"justify\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote3anc\" name=\"sdendnote3sym\">iii<\/a> A primeira manifesta\u00e7\u00e3o registrada dos trabalhadores ocorreu na cidade de Santos, em 1895.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00f3s temos um \u00edmpeto com a idade de s\u00e9culos\u2026 Emergiremos vitoriosos mesmo que nossos sacrif\u00edcios sejam grandes. 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