{"id":60,"date":"2008-12-13T16:44:05","date_gmt":"2008-12-13T16:44:05","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/60"},"modified":"2018-05-04T21:48:09","modified_gmt":"2018-05-05T00:48:09","slug":"sob-o-dominio-do-mal-dentro-e-fora-das-telas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2008\/12\/sob-o-dominio-do-mal-dentro-e-fora-das-telas\/","title":{"rendered":"&#8220;Sob o dom\u00ednio do mal&#8221;, dentro e fora das telas"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1><span style=\"text-transform: uppercase;\">Sob o dom\u00ednio do mal, DENTRO E FORA DAS TELAS<\/span><\/h1>\n<h1><\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">(Coment\u00e1rio sobre o filme \u201cSob o dom\u00ednio do mal\u201d)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Nome original: The Manchurian Candidate<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Produ\u00e7\u00e3o: Estados Unidos<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ano: 2004<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiomas: Ingl\u00eas<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <span lang=\"EN-US\">Diretor: Jonathan Demme<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Roteiro: Richard Condon, George Axelrod<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elenco: Denzel Washington, Meryl Streep, Jeffrey Wright, Pablo Schreiber, Dorian Missick, Jose Pablo Cantillo, Teddy Dunn, Liev Schreiber<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">G\u00eanero: drama, mist\u00e9rio, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, thriller, guerra<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Fonte: \u201cThe Internet Movie Database\u201d \u2013 <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/www.imdb.com\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\">\u00a0 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Imagine como seria se um candidato participante das Elei\u00e7\u00f5es Presidenciais dos Estados Unidos fosse um fantoche. Se por tr\u00e1s dele houvesse um grupo de poderosos interesses puxando as cordinhas da marionete. Se grandes corpora\u00e7\u00f5es pudessem escolher e apoiar um candidato que, uma vez eleito, usasse o governo a favor delas. Se o sistema eleitoral fosse uma farsa montada para que o povo acreditasse que tem algum real poder de escolha. Se a m\u00eddia colaborasse para encobrir tudo com uma cortina de glamour e de culto \u00e0 personalidade. Se as pessoas comuns pudessem saber a verdade sobre os poderes que manipulam o candidato, mas n\u00e3o pudessem dizer nada a ningu\u00e9m, e se dissessem n\u00e3o fossem acreditadas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Imaginou? \u00c9 claro que n\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 preciso nenhum esfor\u00e7o criativo para figurar tal situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 preciso porque a situa\u00e7\u00e3o se tornou grotescamente real. Pior que isso. O candidato fantoche n\u00e3o s\u00f3 existe como foi eleito e j\u00e1 est\u00e1 governando para a ind\u00fastria armamentista e petrol\u00edfera.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 imagina\u00e7\u00e3o capaz de superar a obscenidade da situa\u00e7\u00e3o real. Desse modo, o filme \u201cSob o dom\u00ednio do mal\u201d perde inteiramente o seu prop\u00f3sito. N\u00e3o h\u00e1 necessidade alguma de um filme para nos assustar com tal hip\u00f3tese. A hip\u00f3tese de um candidato manipulado por for\u00e7as obscuras ser eleito tornou-se tragicamente real. J\u00e1 vivemos \u201csob o dom\u00ednio do mal\u201d, mesmo fora do filme. N\u00e3o h\u00e1 mais o que temer, n\u00e3o h\u00e1 mais pesadelo com que nos apavorar.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Evidentemente, n\u00e3o se trata de mais um filme-den\u00fancia, com o objetivo expl\u00edcito de expor a manipula\u00e7\u00e3o que domina o candidato realmente eleito nos E.U.A. Se o filme o faz, \u00e9 apenas elipticamente. Trata-se apenas de mais um filme para divers\u00e3o, que acidentalmente tem como tema uma trama pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 claro que qualquer simples filme para divers\u00e3o veicula espontaneamente alguma esp\u00e9cie de ideologia. No caso em quest\u00e3o, a ideologia de que o homem comum pode lutar contra o sistema e de alguma forma vencer, fazendo com que o \u201cbem\u201d triunfe no final, mesmo sofrendo baixas. Em toda guerra h\u00e1 baixas. E h\u00e1 um ditado que diz que em toda guerra a primeira baixa \u00e9 a verdade. A vit\u00f3ria do \u201cbem\u201d no cinema permite que o espectador retorne tranq\u00fcilo para casa, pois ele aprende que aquilo que foi mostrado na pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o, o perigoso dom\u00ednio do mal \u201cnunca aconteceria no mundo real\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por cima dessa ideologia, comum a todo o cinema comercial hollywoodiano, h\u00e1 no filme em quest\u00e3o uma premissa ostensivamente fict\u00edcia, que n\u00e3o pode aspirar a nenhuma pretens\u00e3o de realidade. Os termos em que a trama de manipula\u00e7\u00e3o do candidato s\u00e3o apresentados resvalam explicitamente na fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O candidato \u00e9 controlado por uma tecnologia de implante cerebral, que lhe foi introduzido por uma obscura organiza\u00e7\u00e3o secreta. N\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias sen\u00e3o marginais a interesses concretos e corpora\u00e7\u00f5es manipuladoras tais como se apresentam no mundo real.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O nome original do filme \u00e9 \u201cThe Mandchurian Candidate\u201d. \u201cMandchurian Global\u201d \u00e9 o nome de um fundo de investimentos com tent\u00e1culos espalhados por todo o mundo, assessorado por ex-pol\u00edticos e chefes de Estado, dedicado a explorar oportunidades de neg\u00f3cios com o governo. Basicamente, contratos de fornecimento de armas. O candidato da corpora\u00e7\u00e3o Mandchurian \u00e9 uma marionete colocada na Casa Branca para materializar de vez o dom\u00ednio da corpora\u00e7\u00e3o sobre a pol\u00edtica estadunidense. Temos ent\u00e3o uma aut\u00eantica tentativa de golpe de estado corporativo, um vil\u00e3o plenamente adequado para a f\u00f3rmula manique\u00edsta predominante naquela cultura.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma trama pol\u00edtica que apela para expedientes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica perde assim, propositalmente ou n\u00e3o, a possibilidade de fazer analogias com o mundo real. Ela abre m\u00e3o da possibilidade de se referir a eventos e rela\u00e7\u00f5es do mundo real, a n\u00e3o ser como f\u00e1bula. Se a ideologia do homem comum que enfrenta o sistema n\u00e3o deu resultado no mundo real (Michael Moore n\u00e3o conseguiu impedir a reelei\u00e7\u00e3o do candidato fantoche), qual \u00e9 a gra\u00e7a de ver esse confronto representado no cinema?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A f\u00e1bula sobre manipula\u00e7\u00e3o que poderia ensinar alguma coisa sobre o mundo real foi impiedosamente destro\u00e7ada pelos eventos concomitantes deste mesmo mundo real. E os envolvidos na produ\u00e7\u00e3o, por sua vez, aprendem a li\u00e7\u00e3o de que o \u201ctiming\u201d \u00e9 uma considera\u00e7\u00e3o important\u00edssima ao se planejar o lan\u00e7amento de um filme. Um \u201cthriller\u201d com tema pol\u00edtico-eleitoral n\u00e3o funciona em plena temporada eleitoral porque a pr\u00f3pria elei\u00e7\u00e3o se mostrou mais eletrizante que qualquer fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Infelizmente, no mundo real, n\u00e3o houve final feliz. O \u201cHalliburton Candidate\u201d foi eleito. Nesse contexto, um filme com final feliz serve apenas como pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o para quem torceu pelo cavalo perdedor. A limita\u00e7\u00e3o do impacto de \u201cSob o dom\u00ednio do mal\u201d chega a ser algo a se lamentar, em virtude da import\u00e2ncia art\u00edstica dos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o. O diretor Jonathan Demme \u00e9 um artes\u00e3o competente, Meryl Streep dispensa coment\u00e1rios, Denzel Washington costuma fazer a li\u00e7\u00e3o de casa, Liev Schreiber \u00e9 o perfeito filhinho da mam\u00e3e e John Voight \u00e9 um veterano digno.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 poss\u00edvel que quando todos tiverem esquecido a recente elei\u00e7\u00e3o estadunidense o filme ganhe algum interesse para quem o descobrir numa prateleira de locadora. Em si mesmo, \u201cSob o dom\u00ednio do mal\u201d n\u00e3o \u00e9 de todo ruim. \u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o comercial hollywoodiana, mas realizada por jogadores de primeir\u00edssimo time, inclusive devidamente oscarizados, etc. e tal. Essa equipe esfor\u00e7a-se com compet\u00eancia para defender a premissa absurda de um roteiro que admite chips de controle da mente.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O diretor ousa ao tentar carregar no clima de suspense psicol\u00f3gico, por meio de cenas em close do elenco falando de frente para a c\u00e2mera. H\u00e1 em alguns momentos a tentativa de especular sobre at\u00e9 que ponto um homem pode estar certo de sua realidade, de quando est\u00e1 sonhando e quando est\u00e1 l\u00facido, na linha dominante da melhor fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica recente. H\u00e1 uma tens\u00e3o er\u00f3tico-edipiana entre os personagens da m\u00e3e senadora e do filho candidato a vice-presidente. H\u00e1 um desenlace no estilo \u201cassassinato de J.F.K.\u201d Trata-se portanto de um filme bem arquitetado e complexo, com alguma dose de densidade imaginativa e cinematogr\u00e1fica, mas nem por isso totalmente bem-sucedido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Como dissemos antes, ele aborda apenas elipticamente o contexto pol\u00edtico contempor\u00e2neo. N\u00e3o se assume como uma den\u00fancia frontal da manipula\u00e7\u00e3o operada pela gangue de Bush, que n\u00e3o \u00e9 o papel de um filme de fic\u00e7\u00e3o. Mas ambiguamente, n\u00e3o se furta a abordar a atual conjuntura geopol\u00edtica global, em face da estrat\u00e9gica de pol\u00edtica externa estadunidense, ainda que o fa\u00e7a de forma \u201cenvergonhada\u201d. Cuidadosamente, tenta-se fazer de conta que o filme foi rodado fora do tempo e do espa\u00e7o, sem conex\u00e3o com o mundo concreto, sem a pretens\u00e3o de nele intervir.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">As alus\u00f5es que nele aparecem s\u00e3o uma tentativa de alcan\u00e7ar um realismo puramente cinematogr\u00e1fico. Algumas das melhores cenas est\u00e3o nessas \u201cenvergonhadas\u201d alus\u00f5es \u00e0 situa\u00e7\u00e3o real. H\u00e1 uma s\u00e9rie de divertidas inser\u00e7\u00f5es de notici\u00e1rio apresentando crises pol\u00edticas fict\u00edcias. Por exemplo, uma crise em que se amea\u00e7a bombardear a Guin\u00e9 sob a suspeita de que a rep\u00fablica africana possui armas qu\u00edmicas. Armas qu\u00edmicas na Guin\u00e9? Um completo absurdo, \u00e9 evidente. Do mesmo modo que as \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d no Iraque. E no entanto l\u00e1 est\u00e3o os marines&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E finalmente, caso n\u00e3o sirva sequer como pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o, \u201cSob o dom\u00ednio do mal\u201d serve pelo menos como piada. Pois explica, atrav\u00e9s do implante de chip no c\u00e9rebro, a estupidez do atual inquilino da Casa Branca.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Daniel M. Delfino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">14\/11\/2004<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<h1><span style=\"text-transform: uppercase;\">Sob o dom&iacute;nio do mal, DENTRO E FORA DAS TELAS<o:p><\/o:p><\/span><\/h1>\n<h1><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/h1>\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\">(Coment&aacute;rio sobre o filme &ldquo;Sob o dom&iacute;nio do mal&rdquo;)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6123,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60\/revisions\/6123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}