{"id":61,"date":"2008-12-13T16:45:15","date_gmt":"2008-12-13T16:45:15","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/61"},"modified":"2018-05-04T21:48:04","modified_gmt":"2018-05-05T00:48:04","slug":"kill-bill-2-pipoca-com-catchup","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2008\/12\/kill-bill-2-pipoca-com-catchup\/","title":{"rendered":"&#8220;Kill Bill 2&#8221;: Pipoca com catchup"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1><span lang=\"EN-US\">\u201cKILL BILL VOL. 2\u201d: PIPOCA COM CATCHUP<\/span><\/h1>\n<h1><span lang=\"EN-US\">\u00a0<\/span><\/h1>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">(Coment\u00e1rio sobre o filme \u201cKill Bill vol. 2\u201d)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Nome original: Kill Bill: vol 2<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/span>Produ\u00e7\u00e3o: Estados Unidos<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ano: 2004<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idiomas: Ingl\u00eas, Canton\u00eas, Mandarin, Espanhol<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diretor: Quentin Tarantino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Roteiro: Quentin Tarantino, Uma Thurman<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Chia Hui Liu, Michael Madsen, Daryl Hannah<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">G\u00eanero: a\u00e7\u00e3o, crime, drama, thriller<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span lang=\"EN-US\">Fonte: \u201cThe Internet Movie Database\u201d \u2013 <\/span><a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/www.imdb.com\/<\/span><\/a><span lang=\"EN-US\">\u00a0 <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Catchup \u00e9 um folcl\u00f3rico apelido para o sangue cenogr\u00e1fico usado no cinema. H\u00e1 sangue cenogr\u00e1fico aos litros em \u201cKill Bill\u201d, especialmente no \u201cVol. 1\u201d. Trata-se em ambos os epis\u00f3dios de uma carnificina desatada. Mas n\u00e3o \u00e9 apenas nesse sentido que o subt\u00edtulo deste coment\u00e1rio se justifica. A pipoca \u00e9, na perspectiva da escola cr\u00edtica aqui adotada, o complemento gastron\u00f4mico indispens\u00e1vel da experi\u00eancia est\u00e9tica cinematogr\u00e1fica. O catchup, por sua vez, p\u00f5e tudo a perder, tanto no sentido gastron\u00f4mico como no metaf\u00f3rico. Do ponto de vista deste escriba, pipoca com catchup \u00e9 pipoca estragada.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\u201cKill Bill Vol. 2\u201d \u00e9 um filme-pipoca estragado pelo excesso de catchup. N\u00e3o o excesso de viol\u00eancia, em que n\u00e3o h\u00e1 problema algum, mas excesso de firulas, poses, bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1s, enrola\u00e7\u00e3o, piadas sem gra\u00e7a, \u201cclimas\u201d artificiais, interpreta\u00e7\u00f5es caricatas, etc. O subt\u00edtulo expressa o descontentamento de quem esperava poder ver um determinado produto e o encontra totalmente degradado. Temos todos os ingredientes para uma boa divers\u00e3o: personagens ex\u00f3ticos, uma vingan\u00e7a insana, katanas, tiroteios, levadas funk e baladas mexicanas (Se h\u00e1 algo que se salva em \u201cVol. 2\u201d s\u00e3o as m\u00fasicas, que ali\u00e1s s\u00e3o de responsabilidade de Robert Rodriguez). O problema \u00e9 que o cozinheiro mostra-se um completo inepto para lidar com esse material e transforma a receita numa arrastada chatice.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Quentin Tarantino \u00e9 um amador. Diz a lenda que Harvey Keitel o encontrou atr\u00e1s do balc\u00e3o de uma locadora. E para nosso azar, achou que seria algu\u00e9m que poderia acrescentar algo ao cinema. Um cin\u00e9filo apaixonado n\u00e3o \u00e9 necessariamente um cineasta criativo, aprendemos agora. Um f\u00e3 de cinema n\u00e3o resiste \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de colocar no seu filme tudo aquilo de que gosta. Tarantino faltou a uma aula b\u00e1sica no seu curso auto-did\u00e1tico de cinema: edi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o aprendeu a cortar seus filmes. Ele acha que tudo o que filma \u00e9 t\u00e3o bom, mas t\u00e3o bom, que deve obrigatoriamente ir \u00e0 tela.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\u201cKill Bill\u201d \u00e9 dividido em duas partes designadas como \u201cVol. 1\u201d e \u201cVol. 2\u201d, como se se tratasse de uma colet\u00e2nea musical. Uma antologia de grandes momentos criativos. Mas n\u00e3o h\u00e1 criatividade alguma. Tarantino n\u00e3o cria, apenas copia. E por isso, \u00e9 elogiado. Diz-se dele que seus filmes est\u00e3o repletos de \u201crefer\u00eancias\u201d da \u201ccultura pop\u201d, como se isso fosse suficiente para sustentar tematicamente qualquer obra.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Se \u201cKill Bill\u201d tivesse 30 horas de dura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teria nada a dizer, assim como os 2 presentes volumes n\u00e3o tem. Seus personagens poderiam fazer tudo o que fazem na metade do tempo. Mas Tarantino n\u00e3o se considera um cineasta comum. Ele pensa que pode perder o nosso tempo com doses infind\u00e1veis de bobagem. Pensa que \u00e9 um fil\u00f3sofo, que escreve os di\u00e1logos mais inteligentes do mundo. Seus personagens de repente come\u00e7am a \u201cfalar dif\u00edcil\u201d, como se estivessem em \u201cMatrix\u201d, apenas para parecerem inteligentes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Sua t\u00e9cnica b\u00e1sica para construir di\u00e1logos consiste em desfiar uma frase amb\u00edgua dita por algu\u00e9m para produzir uma discuss\u00e3o palavrosa sem sentido, com base em algum mal-entendido est\u00fapido, no pior estilo dos mais descerebrados \u201csitcoms\u201d. Um personagem com poder exige explica\u00e7\u00f5es de seu interlocutor, por causa de algo que foi dito de maneira n\u00e3o suficientemente clara. N\u00e3o suficientemente clara, mas perfeitamente intelig\u00edvel. Apenas o personagem de Tarantino n\u00e3o entende, e come\u00e7a a encher o saco com uma s\u00e9rie intermin\u00e1vel de perguntas idiotas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Os personagens fazem toda a pose de que v\u00e3o dizer algo extremamente significativo, apenas para, logo em seguida, n\u00e3o dizerem absolutamente nada que valha \u00e0 pena. Resta apenas a pose. O cinema de Tarantino resume-se a isso: poses. Encena\u00e7\u00e3o, falsifica\u00e7\u00e3o, artificialidade, estilo. Ele nos apresenta tudo isso como se se tratasse de uma gostosa brincadeira, da qual somos convidados a participar.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">N\u00e3o apenas os di\u00e1logos s\u00e3o idiotas, mas todo o desenvolvimento da trama \u00e9 vazio e artificial. Todos os momentos graves s\u00e3o transformados em farsa. \u201cKill Bill\u201d busca momentos de sentimentalismo ou de sublimidade, apenas para se desfazer deles logo em seguida, como se tivesse vergonha de ser sublime (por falar em sublimidade, h\u00e1 um achado em \u201cVol. 2\u201d, a atriz-mirim que faz o papel de B.B.). Como se n\u00e3o pudesse se permitir \u201cser s\u00e9rio\u201d, porque seriedade \u00e9 coisa de \u201cgente quadrada\u201d. Tarantino quer ser reconhecido como um autor que tem \u201csensibilidade\u201d, mas ao mesmo tempo quer continuar sendo \u201ccool\u201d. Sem saber se opta pela primeira op\u00e7\u00e3o ou pela segunda, constrangido, apela para o melodrama, com a \u201cdesculpa\u201d de que est\u00e1 tirando sarro do melodrama.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Diz-se acima que ele coloca nos seus filmes tudo aquilo de que gosta como cin\u00e9filo. Mas dizer \u201cgosta\u201d nesse caso n\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o exata. De algu\u00e9m que faz o que faz com a cl\u00e1ssica cena de treinamento-desumano-com-um-velho-mestre-ranzinza dos filmes chineses de artes marciais, transformada em piada em \u201cVol. 2\u201d, n\u00e3o se pode dizer que gosta do cinema chin\u00eas. As conven\u00e7\u00f5es do g\u00eanero s\u00e3o exageradas e ridicularizadas. Tarantino n\u00e3o faz homenagens, faz caricatura, s\u00e1tira, esculhamba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Algu\u00e9m poderia dizer que \u00e9 justamente esse o esp\u00edrito da coisa. Que um filme como \u201cVol. 2\u201d n\u00e3o deve mesmo ser levado a s\u00e9rio. Que trata-se exatamente de uma com\u00e9dia. A \u201cfun\u00e7\u00e3o\u201d de um \u201ccineasta\u201d como Tarantino no cen\u00e1rio cultural seria precisamente o de mostrar o rid\u00edculo e o caricato que h\u00e1 em toda a produ\u00e7\u00e3o dita \u201cs\u00e9ria\u201d. Despir o cinema de sua sacralidade acad\u00eamica. Mostrar que tudo \u00e9 f\u00f3rmula e clich\u00ea. Ao lado desse aspecto destrutivo, haveria tamb\u00e9m algo de positivo no seu estilo. Seria esse o papel das refer\u00eancias. Trazer ao cen\u00e1rio o frescor do cinema chin\u00eas, dos mang\u00e1s japoneses, misturado ao tempero retr\u00f4 da \u201cblack exploitation\u201d (para Tarantino, a d\u00e9cada de 1970 evidentemente n\u00e3o acabou) e mais uma salada de refer\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Entretanto, Tarantino \u00e9 sup\u00e9rfluo nesse papel. O cinema chin\u00eas (\u201cO tigre e o drag\u00e3o\u201d, \u201cHero\u201d) e o anime japon\u00eas (\u201cCowboy bebop\u201d, \u201cAnimatrix\u201d) j\u00e1 invadiram o \u201cmainstream\u201d da ind\u00fastria cultural estadunidense e mundial, para ficar apenas num exemplo. Quando se tem os originais dispon\u00edveis, a c\u00f3pia \u00e9 dispens\u00e1vel. A fun\u00e7\u00e3o de sacudir a mesmice criativa do cinema estadunidense fazia algum sentido em 1994, quando \u201cPulp Fiction\u201d apareceu para disputar o Oscar contra \u201cForrest Gump\u201d. Ali tivemos uma esp\u00e9cie de polariza\u00e7\u00e3o entre os defensores do cinema burocr\u00e1tico e acad\u00eamico e os que buscavam um sopro de renova\u00e7\u00e3o criativa, encarnado na ocasi\u00e3o por Tarantino. Hoje n\u00e3o mais.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Dez anos depois, o impacto da \u201cnovidade\u201d de Tarantino \u00e9 zero. Uma piada contada duas vezes perde completamente a gra\u00e7a. Assim como um susto n\u00e3o funciona duas vezes (que o diga Shyamalan). Ou um truque de marketing n\u00e3o pode ser usado duas vezes. Tarantino outra vez \u00e9 como \u201cA Bruxa de Blair\u201d outra vez. O seu truque no in\u00edcio dos anos 90 foi fazer todos pensarem que era \u201ccool\u201d, que conhecia tudo o que havia de bom e de obscuro na \u201ccultura pop\u201d, tudo que estava \u201cimerecidamente\u201d esquecido (como John Travolta) ou que merecia ser descoberto (como os filmes orientais).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">O mais inacredit\u00e1vel \u00e9 que ele realmente conhece as refer\u00eancias certas. Apenas n\u00e3o tem o comedimento para traz\u00ea-las \u00e0 cena de maneira apropriada. A legendagem brasileira se perdeu totalmente na hora de traduzir as frases que falavam do filme \u201cShogun Assassin\u201d (t\u00edtulo estadunidense do mang\u00e1 \u201cKozure Okami\u201d, publicado fragmentariamente no Brasil como \u201cLobo Solit\u00e1rio\u201d), exemplo definitivo de uma boa refer\u00eancia. Trata-se de uma hist\u00f3ria em quadrinhos da mais alta qualidade liter\u00e1ria. Ao seu modo, Tarantino tamb\u00e9m gosta de \u201cLobo Solit\u00e1rio\u201d, mas o que ele tem de poss\u00edvel bom gosto \u00e9 decisivamente ofuscado por seu ego. Ele n\u00e3o quer que admiremos \u201cLobo Solit\u00e1rio\u201d, quer que o admiremos por ter nos mostrado que existe \u201cLobo Solit\u00e1rio\u201d, como se ele fosse necess\u00e1rio para isso.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Para quem duvida que se trata de um eg\u00f3latra desmedidamente pretensioso, basta lembrar que o filme tem duas seq\u00fc\u00eancias de cr\u00e9ditos finais, como se o diretor fosse patologicamente incapaz de parar de mostrar o quanto seu filme \u00e9 genial.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">E o que \u00e9 ainda mais inacredit\u00e1vel \u00e9 que ele ainda consegue convencer algu\u00e9m de que \u00e9 um g\u00eanio. Convenceu por exemplo os executivos da Miramax. Depois de tanto tempo sem filmar, ele n\u00e3o poderia ter feito algo diferente daquilo que fez, ou seja, uma overdose de seu estilo, um filme de mais de tr\u00eas horas. Ao assistir \u201cKill Bill\u201d, os irm\u00e3os Weinstein, com o \u201ctimming\u201d descalibrado em cerca de dez anos, acharam que tinham nas m\u00e3os um novo \u201cMatrix\u201d ou \u201cSenhor dos An\u00e9is\u201d, algo que merecia ser dividido em duas partes, como se se tratasse de uma obra monumental, cuja exibi\u00e7\u00e3o da primeira parte provocaria uma expectativa hist\u00e9rica pela continua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">Ledo engano. \u201cKill Bill\u201d serviu mal e porcamente como divers\u00e3o. Veio a servir apenas como documento representativo da decad\u00eancia \u201cfin de siecle\u201d. O cinema de Quentin Tarantino \u00e9 uma perfeita realiza\u00e7\u00e3o do vazio. Um cinema do nada, da aus\u00eancia de conte\u00fado, da conversa fiada, da c\u00f3pia em cima da c\u00f3pia. \u00c9 um cinema peculiar a uma \u00e9poca tamb\u00e9m vazia, depois da chamada \u201cperda das grandes narrativas\u201d. Uma \u00e9poca condenada a reciclar-se perpetuamente nas turbinas da aliena\u00e7\u00e3o capitalista, tornando-se mais prec\u00e1ria a cada ciclo. Cada vez que \u00e9 decalcada, a c\u00f3pia se torna mais abjeta.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Daniel M. Delfino<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">19\/10\/2004<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<h1><span lang=\"EN-US\" style=\"\">&ldquo;KILL BILL VOL. 2&rdquo;: PIPOCA COM CATCHUP<o:p><\/o:p><\/span><\/h1>\n<h1><span lang=\"EN-US\" style=\"\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/h1>\n<p align=\"center\" style=\"text-align: center;\" class=\"MsoNormal\">(Coment&aacute;rio sobre o filme &ldquo;Kill Bill vol. <st1:metricconverter w:st=\"on\" productid=\"2&rdquo;\">2&rdquo;<\/st1:metricconverter>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6122,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61\/revisions\/6122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}