{"id":6289,"date":"2017-10-09T18:49:55","date_gmt":"2017-10-09T21:49:55","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=6289"},"modified":"2018-05-05T18:52:44","modified_gmt":"2018-05-05T21:52:44","slug":"che-guevara-vive-e-resiste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2017\/10\/che-guevara-vive-e-resiste\/","title":{"rendered":"Che Guevara vive e resiste!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual que n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta assinado por seu autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Taylan Santana Santos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o est\u00e1 morto quem peleia\u201d, assim diz um famoso ditado ga\u00facho. H\u00e1 50 anos da morte f\u00edsica do revolucion\u00e1rio Ernesto Guevara de La Serna, o ato pol\u00edtico de lembrar-se desse sujeito hist\u00f3rico nos remete ao fato de que embora tenha sido capturado e covardemente fuzilado, Che Guevara segue como um expoente vivo da luta revolucion\u00e1ria contra a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem na humanidade.<\/p>\n<p>Nascido em 14 de junho de 1928 na Argentina, filho de uma fam\u00edlia classe m\u00e9dia e dona de terras, Che em sua juventude se desraigou do seio familiar para cruzar a Am\u00e9rica Latina em viagens cruciais para a sua forma\u00e7\u00e3o humana. Essas aventuras motivaram o rompimento dos seus la\u00e7os nacionalistas, lan\u00e7ando-se enquanto um revolucion\u00e1rio internacionalista dos povos oprimidos. Graduado em medicina, Che Guevara optou em exercer seu oficio a servi\u00e7o dos mais pobres, inserido em comunidades populares na Guatemala, Costa Rica e M\u00e9xico. Tais experi\u00eancias foram fundamentais para a consolida\u00e7\u00e3o de sua consci\u00eancia revolucion\u00e1ria, assim como o seu engajamento na luta pol\u00edtica ao lado dos explorados latino-americanos.<\/p>\n<p>Em defesa de uma radical transforma\u00e7\u00e3o da sociedade, o projeto pol\u00edtico de Che perpassava pela derrubada dos donos do poder em prol da emancipa\u00e7\u00e3o do proletariado- trabalhadores urbanos e camponeses, que comp\u00f5em a base social da pir\u00e2mide capitalista. Seu caminho por essa Revolu\u00e7\u00e3o tem Cuba como primeiro cen\u00e1rio de vit\u00f3ria. Ap\u00f3s conhecer no M\u00e9xico os irm\u00e3os cubanos Fidel e Ra\u00fal Castro, Che ingressa na guerrilha revolucion\u00e1ria de Cuba em nome da Revolu\u00e7\u00e3o popular. Naquele contexto, Cuba era uma s\u00edntese exemplar do imperialismo dos EUA no mundo: um territ\u00f3rio \u201ccolonizado\u201d, governado por uma ditadura burguesa de Fulgencio Batista, servi\u00e7al da pol\u00edtica norte-americana. A destitui\u00e7\u00e3o desse governo representaria, portanto, a liberta\u00e7\u00e3o de Cuba em favor da autonomia e soberania popular do povo cubano.<\/p>\n<p>E assim foi feito, protagonizado especialmente pelo Comandante Ernesto Che Guevara, sobrevivente do massacre no desembarque em dezembro de 1955 em Cuba. Assim, com apoio expressivo da popula\u00e7\u00e3o campesina, Che influenciou sobremaneira a vit\u00f3ria do Ex\u00e9rcito guerrilheiro conquistado pelas sucessivas batalhas em Sierra Maestra, Santa Clara e finalmente em janeiro de 1959 durante a efetiva tomada do poder em Havana pelos revolucion\u00e1rios. Ap\u00f3s algumas passagens como quadro dirigente do governo socialista cubano, Che assumiu uma importante decis\u00e3o em 1964: despede-se de Cuba e prossegue no rumo revolucion\u00e1rio internacionalista. Seu intento era fazer uma revolu\u00e7\u00e3o sem fronteiras, lutando pelo sonho de uma Am\u00e9rica livre das correntes imperialistas.<\/p>\n<p>Em sua nova campanha guerrilheira, Guevara apoiou o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o africana, al\u00e9m de viajar para a Bol\u00edvia em 1967, com o plano pol\u00edtico de deflagrar uma guerra de guerrilhas capaz de construir uma nova Am\u00e9rica, unida e emancipada. Capturado pelo ex\u00e9rcito boliviano em opera\u00e7\u00e3o com a CIA no fat\u00eddico 08 de outubro de 67, Che foi sentenciado ao fuzilamento pelo governo da Bol\u00edvia no dia seguinte sem qualquer tipo de defesa. Aos 39 anos, Ernesto Che Guevara foi assassinado, tendo suas m\u00e3os decepadas e o cad\u00e1ver vilipendiado. Seu corpo sofreu torturas durante o mart\u00edrio final de sua vida e ap\u00f3s a sua morte, sendo lan\u00e7ado em uma vala comum destinada ao esquecimento, a fim de extirpar o mito revolucion\u00e1rio de um homem que entregou a sua pr\u00f3pria vida em defesa da Revolu\u00e7\u00e3o. Ademais, o objetivo dos seus assassinos consistia em evitar qualquer foco revolucion\u00e1rio em men\u00e7\u00e3o a mem\u00f3ria de vida e luta de Che.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o foi poss\u00edvel. Guevara \u00e9 grande demais para ser totalmente morto e apagado. Assim, ao longo dos 50 anos de sua morte, Ernesto Che Guevara tem ressurgido a cada luta dos trabalhadores e trabalhadoras, a cada movimento de liberta\u00e7\u00e3o nacional e a cada resist\u00eancia das classes populares frente aos poderosos.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina de Jos\u00e9 Marti e Sim\u00f3n Bolivar, Che Guevara \u00e9 um s\u00edmbolo vivo na luta pela emancipa\u00e7\u00e3o do povo latino-americano. A validade de seus ideais e a experi\u00eancia hist\u00f3rica de sua vida reiteram as suas pr\u00f3prias palavras de que \u201cos poderosos podem matar uma, duas ou tr\u00eas rosas, mas jamais conseguir\u00e3o deter a primavera inteira\u201d. Portanto, seguimos vivos e combativos, por um mundo sem opress\u00f5es, Hasta La Victoria Siempre, companheiro Che Guevara!<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Historiador e mestrando pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o individual que n\u00e3o necessariamente expressa a opini\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e por este motivo se apresenta<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":6292,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6289"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6289"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6291,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6289\/revisions\/6291"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}