{"id":6877,"date":"2018-11-23T20:32:50","date_gmt":"2018-11-23T22:32:50","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/?p=6877"},"modified":"2018-11-23T20:32:50","modified_gmt":"2018-11-23T22:32:50","slug":"nova-edicao-da-revista-primavera-vermelha-da-crise-estrutural-do-capital-a-crise-da-alternativa-socialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2018\/11\/nova-edicao-da-revista-primavera-vermelha-da-crise-estrutural-do-capital-a-crise-da-alternativa-socialista\/","title":{"rendered":"Nova edi\u00e7\u00e3o da Revista Primavera Vermelha: Da crise estrutural do capital \u00e0 crise da alternativa socialista"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"western\" align=\"justify\">Da crise estrutural do capital \u00e0 crise da alternativa socialista: elementos para pensar a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira<\/h3>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Apresentamos a quarta edi\u00e7\u00e3o da <strong>Revista Primavera Vermelha<\/strong>, impulsionada pelo Espa\u00e7o Socialista e Movimento de Organiza\u00e7\u00e3o Socialista, organiza\u00e7\u00f5es em processo de discuss\u00e3o. \u00c9 uma de nossas contribui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento te\u00f3rico de seus militantes e ativistas do movimento.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">\u201cNos momentos normais\u201d da luta de classes a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica \u00e9 muito importante e no momento pol\u00edtico pelo qual passamos se torna ainda mais fundamental e decisiva.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">H\u00e1 muito a compreendermos como a crise econ\u00f4mica, a localiza\u00e7\u00e3o e o papel a ser desempenhado pelo Brasil no mercado mundial, a rela\u00e7\u00e3o com o imperialismo, o papel das institui\u00e7\u00f5es como For\u00e7as Armadas e, principalmente, o Judici\u00e1rio e o crescimento da direita n\u00e3o s\u00f3 na cena pol\u00edtica, como talvez a grande novidade, na elei\u00e7\u00e3o de uma bancada numerosa nas assembleias legislativas, no Congresso Nacional e o enraizamento entre setores populares de ideias identificadas com a direita.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Mas, essas ideias n\u00e3o nascem do nada, h\u00e1 uma raz\u00e3o. \u00c9 resultado da situa\u00e7\u00e3o que a classe trabalhadora enfrenta com os efeitos da crise econ\u00f4mica. Uma crise das mais graves de nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">E n\u00e3o se trata simplesmente de mais uma crise c\u00edclica do capital, a qual, em tese, bastaria algumas medidas capazes de deslocar as contradi\u00e7\u00f5es e, assim, iniciar um novo ciclo de crescimento e expans\u00e3o do capital. \u00c9 mais grave e mais profunda. \u00c9 a chamada crise estrutural do capital, conceito desenvolvido por M\u00e9sz\u00e1ros.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Para fazer frente a essa crise o capital vai lan\u00e7ando m\u00e3o de medidas que, somente quem analisa o mundo a partir de alguns fen\u00f4menos, as v\u00ea como solu\u00e7\u00e3o. No entanto, a realidade sempre se imp\u00f5e e exp\u00f5e os limites dessas medidas, incapazes de deslocar de maneira mais segura as contradi\u00e7\u00f5es trazidas pela crise.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">\u00c9 esse conceito e a sua rela\u00e7\u00e3o com o de crises c\u00edclica (e as consequ\u00eancia que derivam dessa distin\u00e7\u00e3o) que o texto de Cristina Paniago aborda. Al\u00e9m dessa import\u00e2ncia, o texto tamb\u00e9m procura \u201cpopularizar\u201d esse conceito que, ao nosso modo de ver, \u00e9 fundamental ser apropriado pelos militantes e ativistas como base para se pensar o programa e a estrat\u00e9gia da revolu\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">O segundo texto aborda um tema fundamental para a compreens\u00e3o do processo de acumula\u00e7\u00e3o do capital no Brasil e sua rela\u00e7\u00e3o \u2013 de depend\u00eancia \u2013 com o mercado mundial. O texto faz uma importante diferencia\u00e7\u00e3o entre o conceito da Teoria da Depend\u00eancia de corte marxista daquele defendido pelos economistas da CEPAL, para os quais bastaria um pa\u00eds subdesenvolvido adotar certas medidas econ\u00f4micas para alcan\u00e7ar a condi\u00e7\u00e3o de desenvolvido. J\u00e1 para a Teoria Marxista da Depend\u00eancia, elaborada principalmente Ruy Mauro Marini, a economia mundial capitalista \u00e9 uma mesma totalidade sob qual a exist\u00eancia de pa\u00edses desenvolvidos somente pode ser explicada pela exist\u00eancia de pa\u00edses subdesenvolvidos.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">De estreita rela\u00e7\u00e3o com esse tema est\u00e1 o conceito de subimperialismo, tamb\u00e9m estudado por Ruy Mauro Marini. Esse conceito tem por base o fato de entre os pa\u00edses subdesenvolvidos existirem desigualdades. Por exemplo, n\u00e3o se pode colocar no mesmo patamar de desenvolvimento pa\u00edses como Brasil e Bol\u00edvia. Apesar de ambos serem subdesenvolvidos e terem com os pa\u00edses centrais uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, alguns pa\u00edses \u2013 nesse exemplo o Brasil \u2013 s\u00e3o economias que desempenham, por conta de algumas particularidades hist\u00f3ricas na rela\u00e7\u00e3o com o imperialismo, um papel de \u201csubpot\u00eancias\u201d regionais. Novamente ressaltamos que esse conceito somente pode ser plenamente compreendido considerando a economia mundial como uma s\u00f3 totalidade.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">O texto de Alex Brasil debate uma quest\u00e3o que consideramos fundamental que \u00e9 o papel desempenhado pelas institui\u00e7\u00f5es, daquilo que os marxistas tratam como regime democr\u00e1tico-burgu\u00eas no Brasil. A gravidade da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds produziu outra de natureza pol\u00edtica t\u00e3o grave quanto a econ\u00f4mica, rompendo o pacto pol\u00edtico firmado no processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e at\u00e9 ent\u00e3o mantido pelos governos petistas. Essa ruptura, como era de se esperar, impossibilitou uma solu\u00e7\u00e3o pela pol\u00edtica e a partir desse momento o Judici\u00e1rio chama para si o protagonismo pol\u00edtico, dando embasamento jur\u00eddico-legal para v\u00e1rias das medidas necess\u00e1rias ao capital como o impeachment de Dilma (que j\u00e1 n\u00e3o atendia \u00e0s necessidades da burguesia brasileira), a Reforma Trabalhista e a lei liberando a terceiriza\u00e7\u00e3o de forma ampla.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Entendemos que o momento pol\u00edtico \u00e9 marcado por uma outra crise tamb\u00e9m bastante grave e somente a classe trabalhadora \u2013 em especial a parte oper\u00e1ria \u2013 poderia apresentar uma sa\u00edda para essas crises. \u00c9 a classe que produz a riqueza e, portanto, poderia direcionar toda a riqueza para benef\u00edcio de toda sociedade. Para isso precisaria derrotar a burguesia e impor o poder oper\u00e1rio. Para levar adiante um projeto de mundo alternativo ao da burguesia faz-se necess\u00e1ria uma consci\u00eancia com for\u00e7a para que a classe trabalhadora compreenda a causa de sua situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria. Mas, temos um problema: a consci\u00eancia de classe da classe trabalhadora est\u00e1 muito atrasada. A guinada de um setor importante para a direita nesse processo eleitoral \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o disso. No texto \u201cElementos \u00e0 compreens\u00e3o da crise de consci\u00eancia da classe trabalhadora\u201d, elaborado a partir de discuss\u00f5es nos organismos do Espa\u00e7o Socialista, buscarmos apresentar algumas quest\u00f5es para uma reflex\u00e3o sobre o tema.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Como a Revista tamb\u00e9m tem um car\u00e1ter de debates entre os ativistas, a pedido, publicamos o texto \u201cProcesso bolivariano ou programa de transi\u00e7\u00e3o\u201d, escrito pelo professor Lu\u00eds C\u00e9sar do Rio de Janeiro. \u00c9 importante deixar demarcado que n\u00e3o temos acordo pol\u00edtico com o texto, mas o consideramos importante para refletirmos sobre um tema t\u00e3o caro \u00e0 Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Por fim, queremos agradecer, a Cristina Paniago, Zilas Nogueira e Adriano Nascimento que, mesmo n\u00e3o fazendo parte do projeto da Revista, dedicaram horas importantes de suas vidas para contribuir com os textos apresentados nessa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\"><strong>ADQUIRA A NOVA EDI\u00c7\u00c3O COM UM(A) DOS(AS) NOSSOS(AS) CAMARADAS. ENTRE EM CONTATO.<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6879\" src=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresenta\u00e7\u00e3o-ed4-Revista-Primavera-Vermelha-274x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresenta\u00e7\u00e3o-ed4-Revista-Primavera-Vermelha-274x300.jpeg 274w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresenta\u00e7\u00e3o-ed4-Revista-Primavera-Vermelha-768x840.jpeg 768w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresenta\u00e7\u00e3o-ed4-Revista-Primavera-Vermelha-936x1024.jpeg 936w, https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/apresenta\u00e7\u00e3o-ed4-Revista-Primavera-Vermelha.jpeg 1170w\" sizes=\"(max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"justify\">Acompanhe\u00a0o <a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/2012\/09\/revista-primavera-vermelha-apresentacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projeto<\/a> e as edi\u00e7\u00f5es anteriores da <a href=\"http:\/\/espacosocialista.org\/portal\/formacao-teorica\/revista-primavera-vermelha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Primavera Vermelha<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da crise estrutural do capital \u00e0 crise da alternativa socialista: elementos para pensar a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira Apresentamos a quarta edi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":6878,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,98,10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6877"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6877"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6880,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6877\/revisions\/6880"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}