{"id":96,"date":"2009-01-03T16:25:32","date_gmt":"2009-01-03T18:25:32","guid":{"rendered":"http:\/\/espacosocialista.org\/?q=node\/96"},"modified":"2018-05-05T18:04:09","modified_gmt":"2018-05-05T21:04:09","slug":"o-aprofundamento-da-violencia-contra-a-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacosocialista.org\/portal\/2009\/01\/o-aprofundamento-da-violencia-contra-a-classe-trabalhadora\/","title":{"rendered":"O aprofundamento da viol\u00eancia contra a classe trabalhadora"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"><i>Do rio que tudo arrasta, diz-se que &eacute; violento. Mas ningu&eacute;m chama violentas &agrave;s margens que o comprimem.<\/i><\/p>\n<p align=\"right\">Bertolt Brecht<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Times New Roman, serif\"><font size=\"3\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">Para fazermos uma an&aacute;lise da viol&ecirc;ncia em 2007 precisamos retornar ao ano de 2006. O suposto ataque do PCC passou a legitimar, para o senso comum, uma pr&aacute;tica da pol&iacute;cia de atirar primeiro e depois perguntar. Os dados oficiais minimizam, mas, n&atilde;o negam que muitos dos que foram mortos em a&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;cia na &ldquo;rea&ccedil;&atilde;o contra o PCC&rdquo; n&atilde;o tinham sequer passagem pela pol&iacute;cia. A pr&oacute;pria m&iacute;dia fala na a&ccedil;&atilde;o de grupos de exterm&iacute;nio liderados por policiais. Al&eacute;m disso, velhas discuss&otilde;es voltaram &agrave; cena como a pena de morte, a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal, o endurecimento das penas e o fim do &ldquo;privil&eacute;gio&rdquo; da progress&atilde;o continuada da pena. Como j&aacute; demonstrado anteriormente (&ldquo;A quem serve o discurso da redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal&rdquo;, <\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><i>Espa&ccedil;o Socialista<\/i><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">, n&ordm; 21) esse discurso s&oacute; serve para colocar cortina de fuma&ccedil;a no problema e esconder a real situa&ccedil;&atilde;o do ser humano sob o regime capitalista.<\/font><\/font><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Times New Roman, serif\"><font size=\"3\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">No processo de enrijecimento da a&ccedil;&atilde;o policial contra trabalhadoras e trabalhadores, vemos que o Haiti foi um tubo de ensaio. No Haiti desde 2004, com a cria&ccedil;&atilde;o da <\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><span lang=\"pt-PT\">MINUSTAH<\/span><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><span lang=\"pt-PT\"> (sigla do franc&ecirc;s Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haiti<\/span><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><span lang=\"pt-PT\"> &#8211; <\/span><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><span lang=\"pt-PT\">Miss&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a estabiliza&ccedil;&atilde;o no Haiti<\/span><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><span lang=\"pt-PT\">), o Brasil utiliza o lema do <\/span><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">&quot;bra&ccedil;o forte, m&atilde;o amiga&quot; e d&aacute; &ecirc;nfase exagerada ao &ldquo;bra&ccedil;o forte&rdquo;. Isso se demonstra nas not&iacute;cias de carnificina praticada pelo ex&eacute;rcito de &ldquo;paz&rdquo; liderado pelo Brasil. Curiosamente diz-se que o Haiti est&aacute; pacificado, mas, a <\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">ONU<\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"> s&oacute; pretende sair de l&aacute; em 2011. A quest&atilde;o &eacute; que no Haiti o ex&eacute;rcito brasileiro reprime e mata trabalhadores. A pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o do coronel Cunha Mattos &ndash; chefe do sistema de comunica&ccedil;&atilde;o social do ex&eacute;rcito <\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">(CCOMSEX)<\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">, se referindo ao fato de que os  &ldquo;bandidos&rdquo; no Haiti usam coquetel molotov em compara&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o no Morro do Alem&atilde;o &ndash; diz que &ldquo;os bandidos est&atilde;o bem armados com potentes fuzis e granadas de m&atilde;o.&rdquo; Dessa forma justifica que o governo brasileiro deva manter no Haiti mais de 1200 soldados.<\/font><\/font><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">No Haiti o ex&eacute;rcito brasileiro desenvolveu a &ldquo;experi&ecirc;ncia&rdquo; utilizada pelas tropas militares no patrulhamento de ruas e favelas cariocas, antiga reivindica&ccedil;&atilde;o da burguesia. Nas v&eacute;speras do PAN, ocorreu a maior a&ccedil;&atilde;o policial no complexo do Alem&atilde;o. Foram 1.350 policiais e soldados da For&ccedil;a Nacional, que teve como saldo 19 civis mortos com desconfian&ccedil;as de v&aacute;rias execu&ccedil;&otilde;es. O laudo da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da OAB diz que &eacute; poss&iacute;vel &ldquo;deduzir&rdquo; que algumas v&iacute;timas foram executadas. Obviamente porque o laudo do IML era propositalmente limitado, pois os corpos chegaram ao IML em condi&ccedil;&otilde;es preparadas para acobertar as situa&ccedil;&otilde;es reais. Esses fatos foram divulgados pela pr&oacute;pria m&iacute;dia burguesa, que admitiu a possibilidade de pelo menos 5 corpos terem sido alvejados &agrave; queima roupa. Imaginemos como ficaram as fam&iacute;lias das trabalhadoras e trabalhadores, testemunhas oculares desse tipo de a&ccedil;&atilde;o do Estado. Ali&aacute;s, boa parte j&aacute; &eacute; v&iacute;tima da trucul&ecirc;ncia da pol&iacute;cia, cuja a&ccedil;&atilde;o parece reproduzir o pensamento de que morador da favela &eacute; bandido.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">Dentro dessa mesma l&oacute;gica de trucul&ecirc;ncia e legitima&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia a PM do Rio utiliza nas favelas o &ldquo;Caveir&atilde;o&rdquo;: Um carro de guerra amea&ccedil;ador, que chega entoando uma m&uacute;sica que incita &agrave; viol&ecirc;ncia e que tem uma caveira estampada em suas portas. Pesa 8 toneladas, atinge 120 Km\/h e possui 21 pontos de tiros, onde os policiais encaixam os fuzis. Esta &eacute; a descri&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo de policiamento da PM que, segundo organizadores da campanha &ldquo;Caveir&atilde;o N&atilde;o&rdquo;, utiliza m&eacute;todos de a&ccedil;&atilde;o que implantam o medo e n&atilde;o garantem a seguran&ccedil;a. De dentro do &ldquo;caveir&atilde;o&rdquo; os policiais efetuam disparos e intimidam a popula&ccedil;&atilde;o sem serem identificados. Os relatos dos moradores d&atilde;o conta de que os alto-falantes do ve&iacute;culo assustam e ofendem os moradores e moradoras das favelas. Contam que o Caveir&atilde;o desfila pelas comunidades com corpos de jovens assassinados presos nos ganchos do ve&iacute;culo.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">A justificativa para o uso do Caveir&atilde;o &eacute; de que as favelas do Rio vivem uma &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o de guerra&rdquo;. Morados e l&iacute;deres das comunidades afirmam que esse argumento &eacute; a desculpa utilizada pelo governo e pela pol&iacute;cia para justificar as execu&ccedil;&otilde;es sum&aacute;rias, tiroteios indiscriminados e outros abusos cometidos pela pol&iacute;cia nas favelas e comunidades pobres.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Times New Roman, serif\"><font size=\"3\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">Estes fatos revelam o papel da pol&iacute;cia no Estado: reprimir e intimidar o trabalhador para que &ldquo;N&atilde;o se rebele&rdquo;. O &uacute;nico problema dessa pol&iacute;cia, segundo a burguesia, &eacute; o de que existem algumas laranjas podres. Esse problema &eacute; apresentado e refor&ccedil;ada no filme <\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"><i>Tropa de Elite<\/i><\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">, que cai no gosto popular e na ideologia da classe dominante. Mas, observando a a&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;cia vemos que a pr&aacute;tica desta &ldquo;laranja podre&rdquo; &eacute; a regra e n&atilde;o a exce&ccedil;&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o da &ldquo;laranja podre&rdquo; n&atilde;o &eacute; mera a&ccedil;&atilde;o individual, mas, pr&aacute;tica institucional.<\/font><\/font><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">O registro da viol&ecirc;ncia em S&atilde;o Paulo, no Rio de Janeiro e no Haiti nos faz girar o olhar para outras formas de viol&ecirc;ncia existentes no Estado brasileiro:<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Times New Roman, serif\"><font size=\"3\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">&#8211; O exterm&iacute;nio sistem&aacute;tico da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena, em especial, do povo de etnia Guarani-Kaiow&aacute; do Mato Grosso do Sul &ndash; at&eacute; o final de outubro registrou-se o assassinato de 35 ind&iacute;genas (destes, 12 assassinados tinham entre 14 e 20 anos de idade), sem contar as tentativas de assassinato, as v&iacute;timas de desnutri&ccedil;&atilde;o, contaminados por HIV e outros que n&atilde;o resistem &agrave; press&atilde;o e cometem suic&iacute;dio. H&aacute; o caso da idosa Xuret&ecirc; Lopes (70 anos), rezadeira e lideran&ccedil;a do povo, morta por pistoleiros a mando de fazendeiros da regi&atilde;o, cujo assassinato segue impune. (<\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">CIMI<\/font><\/font><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\"> &ndash; Conselho Indigenista Mission&aacute;rio).<\/font><\/font><\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">&#8211; Os assassinatos e intimida&ccedil;&otilde;es no campo. O MST e trabalhadores sem-terra continuam sendo alvo de a&ccedil;&otilde;es de grupos paramilitares (leia-se pistoleiros pagos por latifundi&aacute;rios). Em 21 de outubro &uacute;ltimo foi assassinado o trabalhador rural Valmir Mota de Oliveira (Keno), e mais cinco pessoas ficaram gravemente feridas. Esses trabalhadores estavam acampados no campo experimental de transg&ecirc;nicos da Syngenta Seeds, no Paran&aacute;. Esse assassinato continua impune.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">&#8211; A noite de sexta-feira, 16 de novembro, foi testemunha da 25&ordf; chacina em S&atilde;o Paulo. Agora j&aacute; &eacute; 99 o n&uacute;mero de mortos em chacinas em 2007. Supera os &iacute;ndices &ldquo;oficiais&rdquo; de 2006, que em 21 chacinas morreram 76 pessoas. E alguns casos a pol&iacute;cia investiga o envolvimento de policiais, que atuam em um &ldquo;grupo de exterm&iacute;nio&rdquo;.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">Esse ano de 2007 foi especialmente cruel para os trabalhadores e suas organiza&ccedil;&otilde;es. Mas, quem mais sofreu foi justamente o trabalhador n&atilde;o organizado, que n&atilde;o compreende bem a viol&ecirc;ncia que o Estado pratica e o papel da pol&iacute;cia na repress&atilde;o aos trabalhadores. Este trabalhador acredita que a pol&iacute;cia est&aacute; acima das classes sociais, e est&aacute; a&iacute; para defender o bem, mas n&atilde;o consegue explicar porque a pol&iacute;cia trata t&atilde;o diferente o morador da favela em rela&ccedil;&atilde;o  ao morador dos bairros nobres. Esse trabalhador v&ecirc; que a pol&iacute;cia &eacute; r&aacute;pida para desocupar universidades ocupadas por estudantes, mas, demora para resolver outros casos de viol&ecirc;ncia.<\/font><\/font><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"justify\" style=\"text-indent: 0.24in;\" class=\"western\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\" style=\"font-size: 11pt;\">Essa pol&iacute;cia, forjada pelo sistema capitalista, servi&ccedil;al da burguesia e instrumento de repress&atilde;o em tempos de ditadura ou &ldquo;democracia&rdquo;, n&atilde;o serve aos trabalhadores. Somente a unidade dos trabalhadores rumo a uma sociedade socialista poder&aacute; por fim ao assassinato de trabalhadores.<\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p align=\"right\"><i>Do rio que tudo arrasta, diz-se que &eacute; violento. 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